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Emma Albani

Cantora lírica soprano canadiana do século XIX e início do XX

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Emma Albani, DBE (Chambly, Quebec, 1 de novembro de 1847 — Kensington, 3 de abril de 1930) foi uma cantora lírica soprano canadense do século XIX e início do XX, e a primeira cantora canadense a se tornar uma estrela internacional. O seu repertório, focado em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti e Bellini, expandiu-se mais tarde em sua vida para incluir Wagner. Albani apresentou-se por toda a Europa e América do Norte, para plateias tão prestigiosas como: a Rainha Vitória, o Kaiser Guilherme I e o Czar Alexandre II.

Albani nasceu Marie-Louise-Emma-Cécile Lajeunesse, filha do músico profissional Joseph Lajeunesse e de sua esposa, Mélina Mignault. Sua data de nascimento é geralmente dada como 1 de novembro de 1847, mas outros autores têm colocado seu nascimento em 1848 ou 1850, e as memórias de Albani colocam seu nascimento em 1852. Iniciou seus estudos musicais com sua mãe e, aos cinco anos de idade seu pai assumiu suas lições musicais. Seu pai era um músico hábil, que tocava violino, harpa, piano e órgão. Mantinha-a sob um forte regimento prático, com até quatro horas de aulas diárias de harpa e piano.

A família se mudou para Plattsburgh em 1852. Em 1856, após a morte de sua mãe, continuou sua educação em um convento-escola em Montreal, administrado pelas Dames du Sacré-Coeur, onde seu pai obteve a posição de Mestre Músico. Isso deu-lhe uma educação melhor do que poderia receber de outra forma, além de uma instrução musical adicional. Seus talentos musicais eram claros para as freiras do convento, que tinham que deixá-la de fora de concursos musicais do convento, para que outras crianças pudessem ganhar. Em 24 de agosto de 1860, Albani e Adelina Patti foram solistas na estreia mundial de Cantata, do compositor Charles Wugk Sabatier, em Montreal, que foi realizada em honra à visita do Príncipe de Gales. Mas, Albani não conseguiu financiar uma educação musical em Quebec, onde cantar e representar eram consideradas carreiras não adequadas para uma mulher, e sua família se mudou para Albany, estado de Nova Iorque, em 1865. Lá, se tornou uma cantora popular, e economizou dinheiro suficiente para continuar seus estudos.

Em 1868, viajou para Paris, onde estudou com Gilbert Duprez, no Conservatório de Paris. Passou seis meses em Paris, treinando com Duprez. Viajou para a Itália, onde estudou canto em italiano com Francesco Lamperti. Sob a orientação do seu instrutor de elocução, Signor Delorenzi, mudou seu nome para outro mais simples, Emma Albani, que soou mais europeu. A proximidade do som com Albany, agradou-lhe, já que tinha sido tratada tão bem naquela cidade.

As economias de Albani começaram a se escassear, e apesar de sua formação ainda não estar completa, começou a procurar trabalho para ajudar nos estudos. Encontrou emprego em Messina, e sua estreia operística ocorreu em 30 de março de 1870, no papel de Amina em La sonnambula de Vincenzo Bellini. Sua estreia foi muito bem recebida. Ela se lembrou mais tarde:

Eu estava literalmente cheia de flores, presentes e poesias, os papéis picados que foram jogados, caiam em todas as direções sobre as cabeças do público; e entre os inúmeros buquês de todos os tamanhos e formatos, havia uma cesta onde estava escondida uma pomba viva. Eles a pintaram de vermelho, e a linda ave voou por todo o teatro.

Retornou a Milão depois que seu contrato expirou em Messina, para retomar os seus estudos com Lamperti. Trabalhos adicionais foram surgindo. Albani logo aceitou um papel em Rigoletto executado no teatro de Cento. Seguiram-se outros papéis em Florença e Malta, nas peças: La sonnambula, Lucia di Lammermoor, Roberto il diavolo, Il barbiere di Siviglia e L'Africaine. Depois de passar o inverno de 1870-1871 se apresentando em Malta, fez o teste para Frederick Gye, o gerente do Covent Garden, em Londres. Ele ficou impressionado com seu talento e assinou com ela um contrato de cinco anos. Albani estava programada para fazer sua estreia em Londres, na primavera de 1872. Antes de seu contrato de Londres começar, voltou para a Itália para continuar seus estudos com Lamperti. Fez uma última apresentação em Florença, dando interpretações de La sonnambula e Lucia di Lammermoor antes de retornar a Londres.

Albani chegou a Londres na primavera, e fez sua estreia profissional em 2 de abril de 1872 como Amina em La sonnambula. Os críticos e os espectadores ficaram igualmente impressionados com o seu forte desempenho no papel, e seus admiradores agraciaram-na com presentes, flores e jóias. No Covent Garden, Albani despertou interesse por oratório, depois de lhe ser apresentado por Sir Julius Benedict e Josiah Pittman, que a incentivaram a explorá-lo. Sua primeira oportunidade de apresentar uma peça veio em outubro de 1872, quando cantou "Anjos, sempre brilhantes e justos", do oratório Theodora de Händel, no festival internacional Norfolk and Norwich. Encontrou também tempo e oportunidade para viajar até Paris, onde se apresentou no Salle Ventadour durante a pré-temporada.

Sua segunda temporada em Londres, incluiu apresentações nos papéis de Ofélia, em Hamlet, de Ambroise Thomas, e da Condessa, nas Bodas de Fígaro, de Mozart. Durante o tempo de folga, após a segunda temporada, viajou para Moscou, atuando em La sonnambula, Rigoletto, Hamlet e Lucia di Lammermoor, em seguida, foi para São Petersburgo, onde o Czar viu suas atuações. Sua recepção na Rússia foi extremamente positiva.

Em sua terceira temporada em Londres, Albani repetiu, em sua maioria, os mesmos papéis que havia apresentado em suas duas primeiras temporadas: La sonnambula, Lucia di Lammermoor, Linda di Chamounix e Martha. A competição no mundo da ópera de Londres era muito dura, e era comum que os artistas fossem possessivos em seus papéis. Continuar a exercer as mesmas funções não era algo que satisfizesse uma cantora como Albani. Depois de sua terceira temporada, a Rainha Vitória pediu uma apresentação privada de Albani, que viajou para o Castelo de Windsor, em julho de 1874, para apresentar a ária Caro nome, do Rigoletto, a balada popular "Robin Adair", a Ave Maria, de Bach/Gounod e a canção popular Home, Sweet Home. A rainha ficou impressionada com seu desempenho e a chamaria de volta para executar outras peças, de compositores como Brahms, Grieg, Händel e Mendelssohn, bem como as tradicionais melodias francesas e escocesas. No outono de 1874, Albani realizou uma turnê pelos Estados Unidos, visitando Nova Iorque, Boston, Filadélfia, Baltimore Washington, D.C., Chicago e Albany. Em sua turnê pela América, foi acompanhada por Ernest Gye, filho de Frederick Gye. Aprendeu o papel de Elsa, em Lohengrin, de Wagner, em duas semanas, apresentando-o em Nova Iorque. A ópera foi executada em italiano, que também era o costume no Covent Garden.

Voltou para Londres para sua quarta temporada no Covent Garden em 1875. Após a temporada, se apresentou no Festival de Norwich, onde cantou na sinfonia "Hino de Louvor", de Mendelssohn, e o oratório "A Lenda de Santa Cecília", de Julius Benedict. Em sua quinta temporada em Londres (1876), interpretou o papel de Isabel na première londrina da Tannhäuser, de Wagner. Depois disso, foi para Paris e cantou no Théâtre des Italiens, onde foi bem recebida, e fez uma apresentação especial para a Patrice de Mac-Mahon, duque de Magenta.

Albani casou com Ernest Gye em 6 de agosto de 1878. Logo engravidou, mas continuou a viajar e a se apresentar até poucos dias antes do nascimento de seu filho Frederick Ernest Gye, em 4 de junho de 1879. Era para ser o filho único do casal. Não retornou aos palcos até a primavera de 1880, quando cantou em Le pré aux clercs, de Ferdinand Hérold, no Covent Garden.

Ao longo da década de 1880, Albani excursionou pela Europa e América do Norte, recebendo elogios por onde passou. Em 1881, Albani foi convidada para atuar em Lohengrin, que estava sendo apresentada na Ópera Estatal de Berlim. Concordou em aparecer no papel de Elsa, que já tinha cantado em italiano, e a reaprendeu agora em alemão. A performance contou com a presença do imperador alemão, o Kaiser Guilherme I. A recepção foi muito positiva. Em 1882, o Kaiser atribuiu-lhe o título de Hofkammersängerin.

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