A engenharia naval é o ramo da engenharia que tem como foco principal as instalações que se destinam à exploração das potencialidades marítimas, fluviais e lacustres. Com o desenvolvimento da exploração e produção de petróleo e gás no oceano, o trabalho do engenheiro naval estendeu-se à engenharia oceânica.
O engenheiro naval dedica-se a todas as fases de vida das embarcações e plataformas destinadas ao transporte aquaviário e à exploração dos recursos e atividades de recreio em oceanos, mares, lagos, rios ou canais, cobrindo as etapas de projeto, construção, fiscalização, inspeção e manutenção. Estão ainda incluídas as tarefas de planejamento e gestão das operações marítimas, fluviais, lacustres e portuárias.
Embora especializada, a engenharia naval é bastante eclética. abordando, direta ou indiretamente, os principais aspectos de outras modalidades de engenharia. O profissional de engenharia naval deve ter uma visão sistêmica e abrangente, necessária ao projeto, operação e manutenção de grandes instalações de engenharia.
A engenharia naval pode dividir-se em vários ramos, incluindo:
Arquitetura naval - lida com o projeto e construção dos cascos e estruturas de uma embarcação, a organização do seu espaço interior, bem como com o seu comportamento hidrodinâmico e hidroestático;
Engenharia de máquinas marítimas - especialidade que envolve o projeto, a construção, a instalação, a operação e a manutenção dos sistemas de propulsão, controle e produção de energia das embarcações, bem como dos seus sistemas eletromecânicos de apoio à tripulação, passageiros e carga;
Engenharia estrutural - projeto e calcula a estrutura do navio ou embarcação de uma forma geral para resistir a todas as cargas ambientais e operacionais;
Engenharia elétrica - cuida de todo o projeto elétrico e eletrônico do navio ou plataforma;
Engenharia oceânica - lida com a concepção, operação e manutenção de estruturas de exploração de recursos marítimos, especialmente petróleo e gás;
Transportes marítimos - lida com toda a logística de distribuição utilizando vias marítimas ou fluviais.
As áreas tradicionais de emprego são os estaleiros navais, empresas de certificação, empresas de gestão de projeto, qualidade e segurança, empresas armadoras, empresas de serviços e consultoria em engenharia, organismos do estado, empresas técnico-comerciais, investigação e docência. As indústrias mais relacionadas são as de construção e reparação naval, pesca, logística e transportes (marítimos ou não).
Na parte da engenharia oceânica, praticamente todas as principais empresas do ramo petrolífero empregam engenheiros navais para a realização de projetos de exploração e produção de petróleo offshore.
O fato de a engenharia naval abranger conceitos das outras áreas de engenharia e de o profissional dessa modalidade ser capaz de analisar e simplificar problemas complexos, possobilita que esse engenheiro trabalhe também fora do setor naval. Um exemplo, é a presença frequente de engenheiros navais nos setores automobilístico, aeronáutico e da construção civil.
No Brasil, existem sete universidades que oferecem cursos de Engenharia Naval, Engenharia Mecânica Naval e Oceânica:
Universidade de São Paulo (Engenharia Naval e Oceânica)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (Engenharia Naval e Oceânica)
Universidade Federal de Santa Catarina (Engenharia Naval)
Universidade Federal do Pará (Engenharia Naval)