Enzo Fittipaldi da Cruz (Miami, 18 de julho de 2001) é um piloto profissional de automóveis estadunidense naturalizado brasileiro que irá competir na Indy NXT pela equipe HMD Motorsports. Recentemente, disputou a European Le Mans Series pela equipe CLX Motorsport. Competiu na Fórmula 2 de 2021 a 2024, tendo passagens pelas equipes Charouz Racing System, Carlin e Van Amersfoort Racing. Além disso, ele já possui em seu currículo passagens por outras das principais categorias de formação do mundo do automobilismo e o título de campeão da Fórmula 4 Italiana em 2018. Ele também é criador de conteúdo como Youtuber e Streamer, também competindo no automobilismo virtual.
O piloto foi da Ferrari Driver Academy entre 2016 e 2021 e fez parte do programa Red Bull Junior Team Drivers em 2023.
Enzo iniciou a sua carreira como cartista nos Estados Unidos onde seguiu disputando etapas como a Florida Winter Tour, Rotax Grand Nationals USA - Micro Max, Rotax Max Challenge Grand Finals - Mini Max e a Florida Winter Tour - Junior ROK; entre os anos de 2009 e 2015.
Em 2016, Enzo se juntou ao Campeonato Ginetta Júnior pela Douglas Motorsport, onde marcou 113 pontos em dezessete etapas no EUA, ele pilotou um Ginetta G40 Júnior com motor Ford Zetec de pneus Michelin.
Em 2016, Enzo foi anunciado como um dos pilotos assistidos pela Ferrari Driver Academy. Visando acumular experiência em monopostos, ele realizou duas etapas na temporada 2016-2017 da Fórmula 4 NACAM, chegando em 6º na segunda delas marcando 8 pontos na Cidade do México com a Apycsa Reynard Racing em um Mygale F4 de motor Ford 1.6 lit EcoBoost.
A temporada 2017 foi a primeira com foco e prioridade de Enzo na Europa, era a sua primeira disputa dentro do mundo dos Fórmulas na Itália, durante o ano ele teve uma volta mais rápida em Adria e em vinte e uma etapas, ele somou 89 pontos, ficando com a nona colocação no campeonato pela Prema Powerteam.
O melhor da Itália estava guardado para 2018, quando Enzo foi o campeão da Fórmula 4 Italiana. A jornada teve vinte e uma etapas, com sete vitórias e quatro outros pódios (dois como segundo e dois como terceiro), nove poles position e cinco voltas mais rápidas, que renderam 303 pontos para a Prema Theodore Racing com um Tatuus F4-T014 de motor Fiat Abarth Turbo 1.4 cc de pneus Pirelli. Ele foi o piloto com mais vitórias, pódios, voltas mais rápidas e poles.
Pela Prema Powerteam, a mesma em que correu na Itália, Enzo acabou entrando na ADAC Fórmula 4 para realizar três etapas. Na sua terceira e última etapa em que participou, já somou um pódio com a terceira colocação em Nurburgring. O Prema de Enzo era um modelo Tatuus F4-TO14 com os motores Fiat Abarth com pneus Pirelli.
Em definitivo na Alemanha após as etapas em que foi apresentado a categoria local no ano anterior, Enzo manteve sua competividade na Fórmula 4 Alemã terminando o campeonato em terceiro na sua primeira temporada de ponta a ponta no país germânico. Com 223 pontos pela Prema Powerteam, foram vinte etapas e uma vitória (na primeira das três etapas de Red Bull Ring), além outros nove pódios (cinco terceiras colocações e quatro segundas colocações), duas poles e três voltas mais rápidas.
O ano de 2019 foi preenchido com a disputa da Fórmula Regional Europeia, competição certificada pela FIA. O Prema Powerteam de modelo Tatuus F3 T-318 de motor Alfa Romeo e pneus Pirelli teve Fittipaldi, o dinamarquês Frederik Vesti e o britânico Olli Caldwell. Fittipaldi conquistou o vice-campeonato da categoria de vinte e quatro etapas, ao somar duas vitórias (em Paul Ricard e Ímola) e onze pódios (nove deles em segundo, dois em terceiro), duas poles (Paul Ricard e Catalunha) e cinco voltas mais rápidas, com destaque para os pódios nas oito primeiras etapas do ano de forma consecutiva. O título foi para Vesti, com Enzo ficando atrás do dinamarquês por 131 pontos e à frente do terceiro colocado, o também brasileiro Igor Fraga, por 36 pontos. Os resultados de Fittipaldi, assim como os de Vesti e Caldwell, foram fundamentais para que a Prema conseguisse ser campeã de construtores.
Enzo participou do famoso Grande Prêmio de Macau de Fórmula 3 de 2019 pela Sauber Junior Team by Charouz, chegando em 14º na corrida classificatória e em 16º na corrida principal.
A temporada 2020 para Enzo foi de confirmação do seu talento dentro do grid da Fórmula 3. Ele estreou pela HWA Racelab ao lado do britânico Jake Hughes e do australiano Jack Doohan. Fittipaldi foi o 15º colocado e marcou 27 pontos, com destaque para a 4ª e 5ª colocação na etapa dupla de Mugello com o seu Dallara F3 2019 de motor Mecachrome V6 de pneus Pirelli. Ele ficou abaixo de Hughes, que teve duas vitórias, fez 111,5 pontos e foi o sétimo colocado, mas foi superior a Doohan, que não pontuou em nenhuma das dezoito provas do ano e foi o 26º.
Já para a temporada 2021, Enzo correu nas quatro primeiras rodadas pela Charouz Racing ao lado do francês Reshad de Gerus e do estadunidense Logan Sargeant. O destaque do brasileiro no ano foi seu pódio na corrida 2 de Hungaroring, com o mesmo kit do ano anterior. Mas a partir da quinta rodada em Spa-Francorchamps, tanto Fittipaldi quanto De Gerus foram dispensados da equipe, com o brasileiro sendo substituído pelo norte-americano Hunter Yeany. Mesmo assim, Enzo conseguiu ser o segundo melhor piloto da Charouz no ano, ao acumular 25 pontos e ficar na décima sétima colocação. Ele só não superou Sargeant, que foi o sétimo colocado com 102 pontos.
Em novembro de 2021, Enzo largou pela primeira vez na Fórmula 2 em Monza, seria a primeira das suas oito corridas no campeonato. O momento mais delicado da carreira do jovem piloto aconteceu justamente na largada da última corrida do ano, em Gidá. Ele conquistou pontos chegando em 7º na corrida 2 do mesmo circuito saudita, que foi o seu melhor resultado no ano. Mas na etapa seguinte, vindo do fundo do grid, o carro de Theo Pourchaire ficou parado após a partida, e o brasileiro, que vinha logo atrás, não conseguiu desviar nem evitar a batida em cheio. Enzo foi socorrido sob olhares do seu irmão, Pietro Fittipaldi que estava em Gidá para acompanhar a Haas na penúltima etapa do calendário da Fórmula 1. O Charouz de Enzo parou á poucos metros da frente dos boxes pertencentes a Haas naquele final de semana. Enzo foi levado ao hospital das Forças Armadas King Fahad, e Pietro confirmou em seguida que Enzo tinha quebrado o tornozelo direito (que estava pisando no acelerador no momento da batida), além de ferimentos mais leves no rosto, ambos agradecendo em seguida aos fãs pelo apoio em suas redes sociais.
2022: Primeira temporada completa
Em 16 de fevereiro de 2022, veio o anuncio da volta de Enzo Fittipaldi ao carro da Charouz para a disputa da temporada de 2022 da Fórmula 2. Durante a sua primeira temporada completa pela Fórmula 2, ficou claro que a Charouz teria muito trabalho com o seu carro considerado de meio de grid, porém o talento de Enzo ofereceu a equipe francesa a possibilidade de escaladas no pelotão corrida a corrida, incluindo alguns pódios como grandes destaques da temporada. Ao todo, foram cinco em vinte cinco corridas, sendo três segundas colocações (Ímola segunda corrida, Red Bull Ring segunda corrida e Hungaroring segunda corrida) e duas terceiras colocações (Silverstone primeira corrida e Hungaroring primeira corrida).
No último final de semana de GP do ano, Fittipaldi chegou a Yas Marina com reais possibilidades de ser o terceiro colocado geral do Campeonato de pilotos caso realizasse pontos necessários e mais uma combinação de resultados em ambas as etapas, porém na primeira volta ele foi tocado por trás por Jehan Daruvala com sua Prema Red Bull que também competiam pela terceira colocação geral do campeonato, essa foi a única corrida que Enzo não completou na temporada. Após o campeonato se encerrar na segunda etapa de Abu Dhabi, Enzo fechou o ano de 2022 com 126 pontos na oitava colocação do campeonato de pilotos. O conjunto usado foi Dallara F2 2018 com um Mecachrome 3.4 Turbo com pneus Pirelli. As previsões de meio de tabela da Charouz se confirmaram, com o segundo carro da equipe, o que destacou ainda mais o talento de Enzo dentro do carro 22, a equipe trocou de segundo piloto por três vezes ao longo do ano, Cem Bölükbaşı (corridas 1 e 2, 4 a 10), David Beckmann (corrida 3) e Tatiana Calderón (corridas 11 a 14) somados não pontuaram em quatorze etapas duplas.