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Erich Fromm

Professor académico alemão

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Erich Fromm (Francoforte, 23 de março de 1900 — Muralto, 18 de março de 1980) foi um psicanalista, filósofo humanista e sociólogo alemão. A partir do final da década de 1920, representou um socialismo democrático e humanista. Suas contribuições para a psicanálise, para a psicologia da religião e para a crítica social o estabeleceram como um pensador influente do século XX, embora muitas vezes tenha sido subestimado no mundo acadêmico. Muitos de seus livros entraram para a lista dos mais vendidos, notavelmente A Arte de Amar (1956) e Ter ou Ser (1976). Seus pensamentos também foram amplamente discutidos fora do mundo profissional.

Erich Fromm teve sua ascendência em uma família judia extremamente religiosa, da qual se originaram diversos rabinos. Ele mesmo desejava originalmente seguir este caminho. Cresceu em Francoforte, onde inicialmente estudou direito, mudando depois ao estudo da sociologia em Heidelberg, doutorando-se lá em 1922 junto a Albert Weber sobre lei judaica.

Até 1925 ele teve além disto aulas de talmude com o rabino Rabinkow. Em 1926 ele se casou com a psicanalista Frieda Reichmann. No fim dos anos 20, Fromm começou sua formação psicanalítica no Instituto de Psicanálise de Berlim junto a um aluno de Freud que não era médico, o jurista Hanns Sachs. Neste período, ele e sua esposa desistiram de seu estilo de vida judeu ortodoxo. A partir de 1929, Fromm atuou como analista leigo, por não possuir formação médica.

Desde 1930 ele foi diretor do Instituto de Pesquisas Sociais de Francoforte (em alemão: Frankfurter Institut für Sozialforschung), conhecido também como Escola de Frankfurt (essa tem como principais pensadores: Theodor Adorno, Max Horkheimer, Herbert Marcuse, Otto Kirchheimer, Friedrich Pollock, Leo Löwenthal, Axel Honneth e Jürgen Habermas). Ao mesmo tempo ele pertenceu ao grupo de psicanalistas marxistas ao redor de Wilhelm Reich e Otto Fenichel e contribuiu com a formação do marxismo freudiano com algumas publicações. Em 1931, ele se separou de Frieda Reichmann, mas continuou mantendo relações de amizade com ela (separação apenas em 1942).

Depois da tomada do poder por Hitler, Fromm mudou-se para Genebra, emigrando em maio de 1934 para os Estados Unidos, onde trabalhou na Columbia University de Nova Iorque.

No fim de 1939, após diversos conflitos, ele se desligou do Instituto de Pesquisas Sociais, depois de ter sido um dos seus mais importantes colaboradores por muitos anos. Em maio de 1940 ele se tornou cidadão americano. Em 1944 casou-se com a imigrante alemã-judia Henny Gurland.

Em 1950, Fromm se mudou para a cidade do México e lecionou na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Após a inesperada morte de sua esposa Henny em 1952, casou-se com a americana Annis Freeman.

A partir de 1957, ele filia-se ao movimento pacifista americano. Pessoalmente, sempre representara um socialismo humanista e democrático. Em 1965, recebeu méritos; Em 1974 mudou-se para Muralto (Tessin, Suíça).

Ainda nos anos 1950, a maioria dos sociólogos seguia o chamado relativismo sociológico: Estavam convencidos de que o ser humano era praticamente totalmente maleável e que poderia viver em quase todas condições. Disto, concluíam duas coisas:

Uma sociedade que em princípio funcionasse, seria saudável;

As doenças psíquicas eram uma consequência de erros no indivíduo; os doentes psíquicos não teriam sido suficientemente capazes de se adaptar.

Fromm defendia frente a essa tese um humanismo normativo: O ser humano tem, segundo Fromm, não apenas necessidades básicas físicas, mas também necessidades básicas psíquicas, enraizados em sua existência.

Disto é possível concluir que para a saúde psíquica do ser humano existem critérios que podem ser ou promovidos ou oprimidos por um dado sistema social. O estado de saúde de uma sociedade pode, portanto, ser examinado.

Realmente, o ser humano pode viver sob diversas condições, mas se estas forem contrárias a sua natureza humana, ele reage a elas, ou mudando as relações existentes, ou abdicando de suas faculdades humanas condicionadas à razão, por assim dizer, distanciando-se, tornando-se apático.

Moldagem do indivíduo pela sociedade

Fromm pergunta-se, "como é possível, que o poder dominante em uma sociedade realmente seja tão efetivo, como a história nos mostra" (citações de Theoretische Entwürfe über Autorität und Familie“, 1936).

De um lado o poder externo é "um componente essencial para a conclusão da conformação e subjugação da massa sob tal autoridade". Por outro lado, a sociedade não poderia funcionar somente "através do medo dos meios físicos de exerção de poder" (alusão ao Nazismo).

Fromm desenvolve a partir deste ponto, em modificação crítica ao trabalho de Freud, a teoria do caráter autoritário: "O poder externo da sociedade confronta-se com a criança crescida numa família através dos pais e (...) especialmente através do pai. O pai é, em relação ao filho o primeiro veiculador da autoridade social, não sendo, em relação ao conteúdo, seu modelo, mas sim sua cópia. "

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