Ernst Waldfried Josef Wenzel Mach (Brno, 18 de fevereiro de 1838 — Vaterstetten, 19 de fevereiro de 1916) foi um físico e filósofo austríaco.
De 1864 a 1867 foi professor de matemática em Graz. Depois (1867-1895) lecionou física na Universidade Carolina, quando opôs-se à introdução da língua tcheca como idioma oficial na mesma universidade, alinhando-se entre os partidários da dominação alemã na região. De 1895 a 1901 foi o titular da cadeira de história e teoria da ciência indutiva na Universidade de Viena. Em 1901, após abandonar o ensino, foi nomeado membro da Câmara dos Pares pelo imperador da Áustria.
Suas obras filosóficas e científicas exerceram profunda influência no pensamento do século XX. Seus primeiros livros contêm os fundamentos de uma nova teoria filosófica, o empirocriticismo. Defendeu uma concepção positivista: nenhuma proposição das ciências naturais é admissível se não for possível verificá-la empiricamente.
Os rigorosos critérios de verificação que utilizou conduziram à eliminação não só dos conceitos metafísicos da física teórica (como éter, substância, espaço e tempo absolutos, etc.), mas também dos conceitos de moléculas e átomos (ou seja, da hipótese que afirmava a existência de um elemento estrutural básico da matéria).
Seguindo a linha de pensamento formulada por David Hume, Mach nega-se a se pronunciar sobre a natureza da realidade (se psíquica ou física) para permanecer no plano fenomênico. Para Mach, todas as afirmações empíricas (incluindo as científicas) poderiam ser reduzidas a afirmações sobre as sensações. O caráter de qualquer lei científica é apenas o descritivo. A escolha entre hipóteses igualmente plausíveis e relativas ao mesmo fato seria uma questão de economia de pensamento. Sua visão positivista foi uma das fontes do positivismo lógico, posteriormente elaborado pelo Círculo de Viena.
Mach esteve profundamente envolvido nas revoluções na física, embora se mantendo um crítico da nova física, tanto como ele tinha sido da antiga. Tanto Max Planck quanto Albert Einstein o homenagearam por ter sido a pessoa que criou uma cultura de crítica dentro da qual se desenvolveram as ideias deles. No entanto, eles também vieram a criticar o que eles viram como a recusa inflexível de Mach em aceitar essas novas ideias.
Mach, Ernst (1873). Optisch-akustische Versuche (em alemão). Praha: Calve
Mach, Ernst (1900). Principien der Wärmelehre (em alemão). Leipzig: Johann Ambrosius Barth
Mach, Ernst (1903). Analyse der Empfindungen und das Verhältnis des Physischen zum Psychischen (em italiano). Torino: Fratelli Bocca
Mach, Ernst (1904). Mechanik in ihrer Entwicklung historisch-kritisch dargestellt (em francês). Paris: Librairie scientifique Hermann et C.ie
Mach, Ernst (1908). Erkenntnis und Irrtum (em francês). Paris: Flammarion
Principais obras de Mach em inglês:
The Science of Mechanics. Traduzido por McCormack, Thomas J. 4th ed. Chicago: The Open Court Publishing Co. 1919
«Photographische Fixirung der durch Projectile in der Luft eingeleiteten Vorgänge». Sitzungsber. Kaiserl. Akad. Wiss., Wien, Math.-Naturwiss. Cl. (em alemão). 95 (Abt. II): 764–780. 1887. Bibcode:1887AnP...268..277M. doi:10.1002/andp.18872681008 com Peter Slacher
Williams, C.W., ed. (1897). «The Analysis of Sensations». Contributions to the Analysis of Sensation 1st ed. Chicago: Open Court Publishing Company
Popular Scientific Lectures (1895); Revised & enlarged 3rd edition (1898)
«Space and Geometry from the Point of View of Physical Inquiry». Monist. 14 (1): 1–32. 1903. ISSN 0026-9662. doi:10.5840/monist190314139 com S.J.B. Sugden
History and Root of the Principle of the Conservation of Energy (1911)