Fábio Deivson Lopes Maciel (Nobres, 30 de setembro de 1980) é um futebolista brasileiro que atua como goleiro no Fluminense. Em atividade desde 1997, tornou-se em 2025 o futebolista com mais jogos disputados na história do futebol mundial.
Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, considerado por alguns o maior, Fábio é o jogador que mais atuou pela equipe celeste, com mais de 900 jogos disputados, marca alcançada ao fim da temporada 2020–21. Bicampeão brasileiro consecutivo com o clube em 2013 e 2014, além de bicampeão da Copa do Brasil em 2017 e 2018, o goleiro também é o jogador com mais partidas jogadas e sem sofrer gols no mundo. Em 2010 e 2013, ficou com o prêmio de melhor goleiro do Brasileirão. Também foi eleito em cinco oportunidades (2006, 2008, 2010, 2013 e 2014) como o melhor jogador do futebol mineiro. Além disso, acumula diversas premiações importantes vestindo a camisa da Raposa.
Pela Copa Libertadores da América, o goleiro é o atleta com mais partidas disputadas na história da competição.
Pelo Flu, onde também virou ídolo, o goleiro conquistou três edições da Taça Guanabara (2022, 2023 e 2026), duas edições do Campeonato Carioca (2022 e 2023), além da Libertadores de 2023, título inédito para o time tricolor, e da Recopa Sul-Americana de 2024.
Em 2025, Fábio se tornou o jogador de futebol com mais jogos na história, com 1.391 jogos disputados, ultrapassando o inglês Peter Shilton. E também se tornou o goleiro com mais jogos sem sofrer gols, assim ultrapassando Gianluigi Buffon.
Fábio nasceu no Mato Grosso, na cidade de Nobres, a 142 km da capital Cuiabá, onde viveu até os 11 anos. De Maracaju, ele e sua família seguiram para Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, devido a uma transferência de trabalho do seu pai. Na sua infância, os colegas de classe o sugeriram a buscar uma vaga na equipe da cidade. Enquanto morava no Mato Grosso do Sul, Fábio não tinha muito acesso ao futebol, com a televisão geralmente transmitindo uma partida por semana. Os poucos goleiros que conseguia ver, como Taffarel, Zetti, Dida, e Gilmar, viraram influências em seu estilo de jogo.
O primeiro time profissional de Fábio foi o União Bandeirante, do Paraná, onde iniciou sua carreira no ano de 1997. Depois o arqueiro passou pelo Atlético Paranaense, pela qual conquistou o Campeonato Paranaense de 1998.
Em 1999, aos 19 anos, Fábio foi emprestado ao Cruzeiro, onde finalmente foi alçado ao time principal, fazendo sua estreia num jogo contra o Universal-RJ, no dia 4 de março de 2000. O jogador permaneceu na Raposa por mais um ano, sendo reserva de André e conquistando o título da Copa do Brasil de 2000. Ao final do empréstimo, retornou ao União ainda em 2000 e logo foi para o Vasco da Gama.
Fábio permaneceu entre 2000 e 2004 no Vasco, se tornando titular absoluto da equipe em 2002, após a saída de Helton, e fez parte das conquistas da Copa João Havelange e da Copa Mercosul em 2000, além do Campeonato Carioca em 2003.
Em 2005, após algumas convocações para a Seleção Brasileira, o presidente vascaíno Eurico Miranda acusou Fábio de não ter se reapresentado ao time. Bloqueado de jogar no Vasco e impedido pelo regulamento de assinar com outra equipe, Fábio ficou quatro meses parado e no meio tempo processou o Vasco na Justiça do Trabalho. Durante o período, negociou seu retorno para o Cruzeiro.
Fábio reestreou no Cruzeiro em 2005, sob o comando do técnico Levir Culpi. Apesar de precisar voltar à forma após o período parado, voltou a ter boas atuações e já no ano seguinte voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira.
Em 2006 conquistou com o Cruzeiro o título do Campeonato Mineiro e foi destaque do Troféu Telê Santana promovido pela TV Alterosa como o melhor jogador de Minas Gerais.
Viveu ano complicado, marcado por uma lesão e pelo polêmico gol sofrido enquanto estava de costas para o campo de jogo, por ocasião de retirar a bola de dentro das redes após gol sofrido há poucos segundos na goleada diante do Atlético Mineiro, em partida válida pela final estadual. Ainda assim, o arqueiro deu a volta por cima no segundo semestre, voltando aos gramados no dia 14 de julho, na vitória do Cruzeiro por 2 a 1 contra o Goiás, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Em 2008, voltou a ganhar o título estadual e mais uma vez o Troféu Telê Santana de melhor jogador de Minas Gerais.
No ano de 2009, Fábio conquistou o Torneio de Verão no Uruguai, e pela terceira vez o título do Campeonato Mineiro. Além disso, foi vice-campeão da Copa Libertadores da América — o Cruzeiro foi superado pelo Estudiantes.
Em 2010, no dia 2 de junho, Fábio entrou para a história do Mineirão, tornando-se o terceiro goleiro a gravar suas mãos na Calçada da Fama do estádio. Em novembro o jogador manifestou a sua satisfação em jogar pela equipe:
Em 6 de dezembro, após conquistar com o Cruzeiro a segunda colocação no Campeonato Brasileiro, Fábio foi laureado com o prêmio Bola de Prata de melhor goleiro da competição, concedido pela revista Placar; conquistou o Prêmio Craque do Brasileirão de melhor goleiro do campeonato, concedido pela CBF; e foi eleito o melhor jogador de Minas Gerais no Troféu Telê Santana, promovido pela TV Alterosa; neste mesmo ano o goleiro foi o 10º melhor goleiro do mundo e conseguiu o feito de ser o segundo goleiro brasileiro a entrar ao top 10 de melhores goleiros do mundo.
No dia 8 de fevereiro, Fábio renovou o contrato com o Cruzeiro até 2015. No dia 2 de março, o goleiro defendeu pela décima primeira vez um pênalti na Copa Libertadores da América, em jogo válido contra o Deportes Tolima, da Colômbia, garantindo o empate sem gols, fora de casa em uma partida bastante disputada. No dia 27 de julho, contra o Atlético Goianiense, Fábio completou 400 jogos pela equipe do Cruzeiro, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.