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Fan Bingbing

Atriz, modelo e cantora chinesa.

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Fan Bingbing (em chinês: 范冰冰, transl. Fàn Bīngbīng, pronúncia chinesa: [fân píŋ.píŋ] ()), nascida em 16 de setembro de 1981) é uma atriz, modelo, produtora televisiva e cantora. De 2013 a 2017, ela foi incluída como a celebridade mais bem paga na lista Forbes China Celebrity 100 depois de ficar no top 10 todos os anos desde 2006. Bingbing ficou mundialmente conhecida após interpretar a heroína Blink no filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Ela apareceu na lista das 100 pessoas mais influentes da revista Time em 2017.

Bingbing também é produtora, tendo iniciado seu Fan Bingbing Studio em 2007 para criar uma produções nas quais ela também estrela, em especial a aclamada minissérie A Imperatriz da China (Wu Mei Niang chuan qi, literalmente "A Lenda de Wu Mei-niang", 2014–2015); uma das produções mais caras de todos os tempos, e a mais cara da China.

Os primeiros trabalhos de Bingbing foram no cinema e na televisão do Leste Asiático, aparecendo notavelmente na série dramática My Fair Princess (Huan zhu ge ge, 1998–1999). Seu avanço ao estrelato veio com o filme Celular (Shou ji, 2003), que foi o filme de maior bilheteria da China naquele ano. Ela passou a estrelar em vários filmes chineses, que incluem Perdido em Pequim (Ping guo, 2007), Montanha do Buda (Guan yin shan, 2011) e Double Xposure (Er ci pu guang, 2012). Por ser a atração principal do filme I Am Not Madame Bovary (Wo bu shi Pan Jin Lian, 2016), Bingbing ganhou os prêmios do Festival de Prêmios Cavalo de Ouro de Taipei, do Festival Internacional de Cinema de Tóquio, do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián e o Prêmio Galo de Ouro. Seus papéis no cinema estrangeiro incluem o filme francês Stretch (2011), o filme coreano My Way (Mai Wei, 2011), o filme de super-herói americano X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) e o filme Skiptrace (2015); de produção conjunta de Hong Kong, China e Estados Unidos.

Em 2018, Bingbing desapareceu por três meses, supostamente durante uma investigação sobre a sua situação fiscal pelas autoridades chinesas. Ela teria sido multada em uma quantia maior do que seu patrimônio líquido. Posteriormente, ela apareceu nas mídias sociais, oferecendo um pedido público de desculpas pela evasão fiscal, pela qual foi multada em mais de ¥ 883 milhões de RMB (US$ 127 milhões).

Bingbing nasceu em Tsingtao em 16 de setembro de 1981, mas se mudou para Yantai onde reside até hoje; ambas cidades na província de Shandong. Em um programa de TV, Bingbing demonstrou seu domínio o dialeto de Shandong. Seu pai era cantor da trupe da marinha de guerra chinesa, e ela é irmã de Fan Chengcheng, cantor da boy band chinesa Nine Percent. Bingbing licenciou-se na Academia de Teatro de Xangai depois de estudar na Academia Xie Jin de Artes Visuais, anexada à Universidade Normal de Xangai.

Em 2010, ela foi incluída em primeiro lugar no ranking das "50 pessoas mais bonitas da China", pela revista Beijing News, enquanto em 2012 a Forbes a colocou em terceiro lugar na lista de celebridades da Forbes China, lista na qual alcançou a primeira posição em 2013.

1996-2006: primeiros papéis e Celular

Fan Estreou na série de televisão Powerful Woman, atuando em pequenos papéis durante 2 anos, até atingir o estrelato em 1999 através do papel coadjuvante como Jin Suo nas primeiras duas temporadas da série televisiva chinesa My Fair Princess (Huan zhu ge ge, 1998–1999) adaptada da história da escritora taiwanesa Chiung Yao. O seu nome fora recomendado pela atriz Leanne Liu, de Hong Kong. Este drama teve um grande sucesso pela Ásia, tornando Bingbing um nome familiar na região.

Em 2003, ela estrelou no filme Celular (Shou ji), que se tornou o filme de maior bilheteria do ano na China e recebeu elogios da crítica no Prêmio Cem Flores. Bingbing assinou um contrato de oito anos com a empresa de Chiung Yao, a qual produzira My Fair Princess. No entanto, como a empresa ainda não havia estabelecido nenhuma filial na China continental, muitas empresas de publicidade televisiva chinesas do continente tiveram que ligar para Taiwan para negociações, resultando em perda de tempo e esforço. Quando Bingbing e sua mãe tentaram contratar a empresa de Chiung Yao, ela pediu ¥ 1 milhão de RMB em compensação; eventualmente, o tribunal ordenou que Bingbing pagasse apenas ¥200.000 RMB porque o contrato era ilegal devido à sua idade. Fan ganhou um prêmio de Melhor Atriz no 27º Prêmio Cem Flores, e uma indicação de Melhor Atriz Iniciante no 10º Prêmio Huabiao.

Binging atuou na comédia de época The Lion Roars (Ngo ga yau yat chek hiu dung see, 2002), A Dinastia da Espada (Chin gei bin II: Faa dou dai zin, 2004), A Chinese Tall Story (Qing dian da sheng, 2005) e como uma comandante de cavalaria na cidade-estado de Liang em Confronto de Guerreiros (Mo gong, 2006); um o filme épico chinês-sul-coreano-japonês, pelo qual foi indicada ao Prêmio Bauhinia Dourada. Em 2006, a Forbes China deu a ela seu prêmio mais cobiçado, a Estrela do Ano, por sua popularidade, alta cobertura da imprensa e website ao longo daquele ano.

2007–2012: Ascensão à proeminência

Fan Binging estrelou oito filmes em 2007, ganhando o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no 44º Festival de Prêmios Cavalo de Ouro de Cinema de Taipei por seu papel em O Matrimônio (chinês: 心中有鬼; literalmente "Há um fantasma no coração"). Ela deixou a Huayi Brothers em fevereiro de 2007 e começou seu próprio estúdio, Fan Bingbing Studio. Seu filme mais notável de 2007 foi Perdido em Pequim (Ping guo), dirigido por Li Yu. Seu estúdio fez sua primeira produção televisiva com Rouge Snow (Yan Zhi Xue, 2008), adaptação do romance de mesmo nome; com 30 episódios. Bingbing desempenhou o papel principal na produção, retratando uma menina pobre que luta pela liberdade contra o destino depois de ser vendida para um clã rico e influente. Em 2009, Fan estrelou no filme de drama policial Shinjuku Incident (Xin Su shi jian) ao lado de Jackie Chan e Daniel Wu, onde foi elogiada pela crítica por sua atuação. Bingbing apareceu no filme de ação histórico Guarda-Costas e Assassinos (Shi yue wei cheng, 2009), que lhe rendeu uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Cinematográfico de Hong Kong.

Em 2010, Fan Bingbing estrelou no épico histórico de Chen Kaige, O Sacrifício (Zhao shi gu er). Bingbing disse que escolheu o papel porque foi movida pela grande coragem da princesa Zhuang Ji e um amor maternal muito feroz. Em 24 de outubro, Montanha do Buda (Guan yin shan), estrelado por Fan, estreou no 23º Festival Internacional de Cinema de Tóquio e lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz. Em abril de 2010, Bingbing ficou em primeiro lugar na lista das "50 pessoas mais bonitas da China" pelo jornal Beijing News. Em 2011, ela estrelou no filme de artes marciais Shaolin (Xin shao lin si) ao lado de Andy Lau e Wu Jing, com uma aparição especial de Jackie Chan. Dirigdo por Benny Chan, Shaolin estreou como número um nas bilheterias de Hong Kong, arrecadando US$ 592.046 durante sua primeira semana, assim como primeiro lugar nas bilheterias tailandesas e cingapureanas durante a semana de abertura. O filme também foi bem recebido na Malásia, ficando em segundo lugar na primeira semana.

Em maio, Bingbing apareceu no 64º Festival de Cinema de Cannes para promover o filme sul-coreano My Way (Mai Wei, 2011) junto com o diretor Kang Je-gyu e os atores Jang Dong-gun e Joe Odagiri. Este filme é baseado na história do soldado coreano Yang Kyoungjong que supostamente foi capturado pelos americanos na Normandia, no Dia D. Segundo a história, Yang Kyoungjong foi recrutado pelo Exército Imperial Japonês, pois a Coréia era uma colônia do Japão. Sendo mobilizado para a guerra de fronteira com os soviéticos, foi capturado nas Batalhas de Khalkin Gol (1939) quando servia no Exército de Guangdong. Enviado a um Gulag, foi alistado no Exército Vermelho e capturado novamente na Terceira batalha de Carcóvia (1943). Alistado nos Ost-Bataillone ("batalhões orientais") na Wehrmacht, compostos por prisioneiros soviéticos, teria sido capturado próximo à praia de Utah no dia 6 de junho de 1944. Na época, My Way foi anunciado como o "filme coreano mais caro de todos os tempos", com um orçamento de cerca de US$ 23 milhões; e incluindo a música tema To Find My Way ("Encontrar meu caminho") interpretada por Andrea Bocelli. Apesar disso, o filme fracassou nas bilheterias. Ele encontrou uma concorrência mais forte do que o esperado de Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, lançado em 15 de dezembro, e também recebeu uma resposta morna dos espectadores. Desde seu lançamento em 21 de dezembro até o final do ano, My Way vendeu 1,58 milhão de ingressos – apenas uma pequena fração do que seria necessário para se equilibrar os gastos de produção.

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