Felipe de Jesús Calderón Hinojosa (Morelia, 18 de agosto de 1962) é um advogado e político mexicano. Foi Presidente do México de 2006 a 2012.
Alguns meses após a sua eleição, decidiu militarizar a luta contra o tráfico de droga. No entanto, esta política conduziu a uma situação descrita como "terrível" do ponto de vista humanitário (mais de 60.000 mortes) causada pela violência desencadeada pelos cartéis e pelas numerosas exacções das forças armadas. Em termos económicos, a dívida externa aumentou mais de 90% sob o mandato de Felipe Calderón e a taxa de pobreza aumentou.
Felipe Calderón Hinojosa nasceu na cidade de Morelia, no estado de Michoacán. O caçula de cinco filhos de Carmen Hinojosa e Luis Calderón Vega. Seu pai foi um dos fundadores do Partido da Ação Nacional e uma importante figura política do México, tendo sido inclusive deputado federal. Calderón sempre manifestou interesse pelas atividades políticas de seu pai. Ainda jovem, distribuía panfletos e anúncios da campanha do PAN.
Após a juventude em Morelia, Calderón mudou-se para a Cidade do México, onde graduou-se em Direito pela "Escuela Libre de Derecho". Posteriormente, recebeu seu diploma de Economia pelo "Instituto Tecnológico Autónomo de México". Em 2000, concluiu sua pós-graduação em Administração pública pela John F. Kennedy School of Government de Harvard.
Seguindo o exemplo de seu pai, Calderón filiou-se ao PAN. Nas reuniões do partido conheceu sua futura esposa, Margarita Zavala, que também integrou o Congresso da União como deputada. O casal tem três filhos: María, Luis Felipe e Juan Pablo. Calderón é católico romano.
Político mexicano conservador, ligado ao Partido da Ação Nacional (PAN) de Vicente Fox, Calderón foi lançado como candidato à presidência do México em 4 de dezembro de 2005, para concorrer nas eleições de 2 de julho de 2006.
Calderón é advogado da Escola Livre de Direito na Cidade do México (1987). Fez estudos de mestrado em Economia, no Instituto Tecnológico Autónomo de México (ITAM), e em Administração Pública (MPA), pela Escola de Governo John F. Kennedy, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Durante a campanha, seu principal adversário foi o centro-esquerdista Andrés Manuel López Obrador do Partido da Revolução Democrática (PRD). A apuração concedeu vitória apertada de Calderón, mas López Obrador não aceitou o resultado e prometeu contestá-lo judicialmente. Mesmo assim, Calderón foi empossado na presidência em 1 de dezembro de 2006. Ele tem como alvo principal o combate ao tráfico de drogas no México, um de seus maiores problemas.
Calderón foi o segundo presidente mexicano eleito democraticamente após a hegemonia de 70 anos do PRI no poder. Calderón tecnicamente serviu como o 36º chefe de Estado, contando com o último Imperador mexicano, mas suas reformas moderadas e coalizações foram um marco na história política do país.
A Constituição do México afirma que o Presidente deve ser empossado após o juramento diante da Câmara de Deputados. A oposição do Partido da Revolução Democrática ameaçou não permitir a posse de Calderón como Presidente. Em contrapartida, militantes e políticos do Partido da Ação Nacional permaneceram no saguão principal do Congresso durante três dias antes da cerimônia de posse.
Em 30 de novembro de 2006, Vicente Fox passou a faixa presidencial a Felipe Calderón e fez um pequeno discurso de despedida do mandato, reiterando que "havia se dedicado inteiramente a servir ao México" e que "teve a maior honra em ser o Presidente da República" durante seis anos. Calderón, logo em seguida, afirmou que estaria presente à cerimônia de posse na Câmara de Deputados.
Seu primeiro ato como Presidente-eleito foi nomear os secretários de Governo, Defesa Nacional, Segurança Pública e Marinha. Em 1 de dezembro, em meio aos protestos e sublevações dos deputados opositores, Calderón entrou no Palácio Legislativo San Lázaro e foi empossado Presidente do México, jurando cumprir e fazer cumprir a Constituição. Após uma cerimônia no Auditório Nacional, o Presidente dirigiu-se para o Campo Marte e passou em revista às tropas.
Durante seus primeiros meses de governo, Calderón tomou várias ações, como a introdução do Pacto de Estabilização do Preço da Tortilla e o estabelecimento de teto salarial para os funcionários públicos, descritos como "uma promessa de campanha de incorporar as propostas do candidato rival Andrés Manuel López Obrador".
Calderón criou o maior número de universidades da história mexicana, 96 instituições foram fundadas no total. Também foi o único presidente que garantiu ensino total nas escolas elementares para crianças de 6 a 11 anos de idade. A Procuradoria Social para Vítimas de Violência (Procuraduría Social para Víctimas de la Violencia) foi criada pelo Presidente em 2011. Durante sua administração, mais de 1 000 hospitais foram criados outros 2 000 foram reabertos ou reformados, segundo fontes do governo. Durante o governo de Vicente Fox, 40 milhões de pessoas tinham acesso ao sistema pública de saúde. Os mesmos dados indicam que 100 milhões de pessoas tinham acesso à saúde durante a Presidência de Calderón, devido principalmente à implantação de um sistema universal de saúde.
Os analistas esperavam que Calderón mantivesse a política externa iniciada por Vicente Fox, conhecida como Doutrina Castañeda, abandonando a Doutrina Estrada. Esperava-se também que o presidente buscasse uma mediação com os países latino-americanos de "livre mercado".
Calderón foi um defensor da integração Mesoamericana, que posteriormente fundiu-se com um projeto de infraestrutura similar, o "Plano Puebla-Panamá (PPP)". Calderón expandiu a integração com os países do acordo, incluindo depois a Colômbia e formou um acordo de cooperação contra o crime organizado na região. Certa vez, Jorge G. Castañeda, Secretário de Relações Exteriores do Governo Fox, chegou a sugerir que a liderança de Calderón sobre os países integrantes do acordo deveria "contrapor a liderança de Hugo Chávez na América do Sul". Entretanto, Calderón declarou que "o desafio do PPP era fomentar práticas democráticas com sólida fundação na região".
Outro ponto importante foi a proposta "Iniciativa Mérida", uma cooperação de segurança com os Estados Unidos e países da América Central visando combater o tráfico de drogas e crimes internacionais.
Calderón fez da reforma da imigração uma de suas maiores metas de governo. Em 2008, o Congresso da União aprovou uma lei descriminalizando a imigração sem documentos no México. O Presidente expressou publicamente suas expectativas de que algo parecido fosse feito em relação aos mexicanos ilegais nos Estados Unidos. Além disso, desaprovou a construção de uma muralha na fronteira dos dois países como medida de segurança por parte do governo norte-americano.