Ferdinand Freiligrath (Detmold, 17 de junho de 1810 – Bad Cannstatt, 18 de março de 1876) foi um poeta e tradutor alemão, primeiramente romântico, depois socialista e revolucionário. Fez parte do movimento Jovem Alemanha e da Liga dos Comunistas.
Ferdinand Freiligrath, de acordo com a Encyclopædia Britannica, é considerado um dos poetas políticos mais destacados da Alemanha durante o século 19, cujos versos deram expressão poética a anseios e sentimentos radicais de seu tempo. Estabeleceu amizade com Karl Marx e louvou as revoluções de 1848.
Nasceu em 17 de junho de 1810 em Detmold. Depois de trabalhar como contador em um banco em Amsterdã (1831-39), Freiligrath abandonou o comércio pela literatura com o sucesso de seus primeiros poemas, do romântico Gedichte (1838; “Poemas”). Influenciados por Victor Hugo, esses primeiros poemas são caracterizados por cenas exóticas vividamente imaginativas e evocativas e pelo virtuosismo técnico, tendo o feito ganhar uma pensão do rei prussiano Frederico Guilherme IV.
Suas visões tornaram-se cada vez mais radicais e, em 1844, Freiligrath renunciou à pensão a partir da publicação de sua coleção de poemas políticos, Glaubensbekenntnis (1844; “Declaração de Consciência”). Sua poesia acabou sendo banida, e ele foi forçado a deixar a Alemanha para a Bélgica, Suíça e depois Inglaterra. Seus poemas em Ça ira (1846; "Isto Será") e em Neuere politische und soziale Gedichte (1849 e 1851; “Novos Poemas Políticos e Sociais”), celebrando as Revoluções de 1848 (que serviram como base histórico-social do Manifesto Comunista) e o fazendo retornar à Alemanha, eram ainda mais socialistas e antimonárquicos. Logo tornaram-se um dos melhores exemplos da poesia revolucionária alemã da época. O incômodo das autoridades com seu poema "Die Toten an die Lebenden" (1848; “Dos Mortos aos Vivos”) o fez ser preso por subversão, mas logo foi absolvido.
Freiligrath ingressou na Liga dos Comunistas e mudou-se para Cologne, onde formou uma amizade de longa data com Karl Marx, com quem editou e redigiu a Neue rheinische Zeitung ("Nova Gazeta Renana"). Em 1851, assim como vários revolucionários, incluindo Marx (que já tinha se exilado em 1849), retornou à Inglaterra para escapar de novas perseguições políticas. Depois, tornou-se gerente do Banco Geral da Suíça em Londres de 1856 a 1865. Em 1868, uma subscrição pública levantada na Alemanha o permitiu voltar. Morreu em 18 de março de 1876 em Cannstatt. Sepultado no Uff-Kirchhof em Stuttgart.
Glaubensbekenntnis (1844; “Declaração de Consciência”)
Ça ira Ça ira (1846; "Isto Será")
Neuere politische und soziale Gedichte (1849 e 1851; “Novos Poemas Políticos e Sociais”)
Entre outras obras importantes de Freiligrath estão suas traduções da poesia social de William Wordsworth, Henry Wadsworth Longfellow, Walt Whitman, Robert Burns, Victor Hugo e Molière.
Gedichte von Ferdinand Freiligrath. (Scipio, Löwenritt, Moos-Thee, Anno Domini …?). In: Deutscher Musenalmanach für das Jahr 1835. Hrsg. von A. v. Chamisso und G. Schwab. Weidmannsche Buchhandlung, Leipzig (1835), S. 88 ff.
Victor Hugo's Herbstblätter. Deutsch von H. Fournier. Dämmerungsgesänge. Deutsch von Ferdinand Freiligrath. Johann David Sauerländer, Frankfurt am Main 1836 (Digitalisat)
Ignaz Hub, F . Freiligrath, August Schnezler (Hrsg.): Rheinisches Odeon. Zweiter Jahrgang. I. H. C. Schreiner, Düsseldorf 1838 (Digitalisat)
Ferdinand Freiligrath (Hrsg.): Rheinisches Jahrbuch für Kunst und Poesie. DuMont-Schauberg, Köln 1840 (Digitalisat)
Gedichte. J. G. Cotta'scher Verlag, Stuttgart, Tübingen, Stuttgart 1838 Zweite vermehrte Aufl. 1839 (Digitalisat) 5. Aufl. 1843 (Digitalisat)
Ferdinand Freiligrath, Levin Schücking (Hrsg.): Das malerische und romantische Westfalen. Langewische, Barmen / Friedr. Volckmar, Leipzig 1840 (Digitalisat) Reimpresso1980, ISBN 3-8035-1089-9
Ferdinand Freiligrath (Hrsg.): Rolands-Album. Zum Besten der Ruine. M. DuMont-Schauberg, Köln am Rhein 1840 (Digitalisat)
Aus Spanien (1841) bei uni-duisburg-essen.de (weitergeleitet an http://www.lyriktheorie.uni-wuppertal.de)/
Karl Immermann. Blätter der Erinnerung an ihn. Adolph Krabbe, Stuttgart 1842 (Digitalisat)