Neste Dia

Fernando Diniz

Treinador e ex-futebolista brasileiro

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Fernando Diniz Silva (Patos de Minas, 27 de março de 1974) é um treinador, psicólogo e ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Comanda o Corinthians.

É conhecido por ter um estilo de jogo totalmente único, conhecido como "Dinizismo", em que os seus atletas gostam de ter a posse de bola, saem jogando desde o campo de defesa e seguem para o ataque agrupados, quase simulando um futsal no campo. Em 2023, após a conquista da Libertadores com o Fluminense, Fernando Diniz foi eleito o Treinador Sul-Americano do Ano pelo jornal El País, além de 5º melhor técnico do mundo pela IFFHS.

Iniciou sua carreira em 1993 no Juventus da Mooca, onde jogou até 1996. No mesmo ano foi emprestado ao Guarani, e seu desempenho no clube campineiro fez o Palmeiras contratá-lo.

Fernando Diniz, então com 22 anos, foi contratado pelo Palmeiras no segundo semestre de 1996, depois que o famoso "time dos 100 gols" conquistou o Campeonato Paulista de maneira arrasadora e alcançou também à final da Copa do Brasil, sendo derrotado pelo Cruzeiro. O meio-campista chegou ao Alviverde após passagens por Juventus da Mooca e Guarani, e custou 120 mil dólares à Parmalat, empresa que geria o futebol do Verdão.

Em sua apresentação no Palestra Itália, o jovem mostrou personalidade e disse que mostraria que o investimento em seu futebol valeria à pena.

A chegada de Diniz, aliás, fez parte da reformulação do elenco palestrino naquele ano, já que alguns dos melhores jogadores do time, como Rivaldo, foram vendidos para a Europa. O meia passou por uma situação no mínimo curiosa: ele estava concentrado com o grupo que iria enfrentar o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, mas foi obrigado a ser liberado para ser mesário no segundo turno das eleições municipais de 1996.

Após deixar o Palmeiras, foi defender as cores do rival Corinthians entre 1997 e 1998. Por lá, o jogador conquistou o Campeonato Paulista de 1997 e ajudou o Timão a escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Sem espaço no Corinthians, Diniz transferiu-se para o Paraná em 1998. As boas atuações no tricolor paranaense chamaram a atenção do Fluminense, que contratou o meio-campista em 2000.

Ao chegar, Fernando Diniz encontrou um Flu em reconstrução após a conquista da Série C. O jogador chegou para fazer parte do elenco que disputaria a Copa João Havelange e contava com nomes como Faustino Asprilla, Magno Alves, Marcão, Roni e Roger.

No dia 7 de novembro de 2001, o meia foi protagonista numa briga generalizada que começou envolvendo ele e o volante Galeano, do Palmeiras. Na ocasião, o tricolor carioca goleava por 6–2, no Palestra Itália, quando o jogador palmeirense deu um carrinho em Diniz. Os dois se desentenderam, acabaram sendo expulsos e na saída começaram uma briga que tornou-se uma batalha envolvendo vários em campo.

Fernando Diniz ainda fez parte do plantel que conquistou o Campeonato Carioca de 2002, no ano de centenário do clube. No Campeonato Brasileiro, apesar do treinador da equipe ser Robertinho, tecnicamente quem comandou foi o experiente atacante Romário — servido por Diniz, o Baixinho foi destaque, e o time chegou a semifinal da competição. Diniz ficou no clube das Laranjeiras até meados de 2003, sendo o clube que mais atuou como jogador.

Em abril de 2003, o meia foi cedido até o final do ano ao Flamengo, em uma negociação que envolveu uma troca com Lopes. A estreia do jogador, então com 29 anos, foi curiosamente contra o seu ex-clube Fluminense. Ele entrou no lugar de Fábio Baiano numa vitória por 4–1, válida pelo Campeonato Brasileiro.

Na Gávea, porém, Diniz não conseguiu repetir as mesmas atuações dos tempos das Laranjeiras. Sofreu com algumas lesões e fez apenas 12 jogos no elenco que contava com nomes como Edílson, Júlio Cesar, Felipe, Fernando Baiano e Ibson. O único gol que Diniz marcou com a camisa do Flamengo foi num empate em 1–1 contra o São Caetano, no Estádio Anacleto Campanella, em jogo válido pelo Brasileirão. Ele roubou a bola, entrou na área e chutou cruzado no contrapé do goleiro Silvio Luiz.

Em 2004 acabou sendo negociado com o Juventude. Posteriormente, viria a jogar no Cruzeiro em 2004, no Santos em 2005, no Paulista de Jundiaí entre 2006 e 2007, no Santo André em 2007, retornou ao Juventus-SP em 2008 e encerrou sua carreira no Gama, aos 34 anos.

Diniz iniciou a carreira no Votoraty em 2009, conseguindo já em seu primeiro ano como técnico os títulos da Campeonato Paulista Série A3 e Copa Paulista contra o Paulista de Jundiaí. No ano seguinte levou o clube a segunda fase da Copa do Brasil de 2010, sendo eliminado pelo semifinalista daquela edição, o Grêmio. Este foi o último jogo do técnico pelo clube, pois os donos da equipe resolveram extinguir o clube em seguida.

Prestigiado no interior, Fernando Diniz aceitou a proposta do próprio Paulista de Jundiaí e dirigiu a equipe na Copa Paulista de 2010. Mesmo com desconfianças da torcida acerca do seu modelo de jogo, já sem posições fixas e extremamente inovador para a época, o treinador obteve sucesso e conquistou o título da competição pela segunda vez consecutiva, batendo o Red Bull Brasil na decisão. O técnico renovou o seu contrato para o Paulistão de 2011, mas permaneceu apenas cinco rodadas e foi demitido após um início ruim no torneio.

Teve uma breve passagem pelo Botafogo de Ribeirão Preto em fevereiro de 2011, sendo demitido após disputar apenas quatro jogos.

No final de 2011, Fernando assumiu o comando do Atlético Sorocaba, com o qual atingiu a terceira colocação na Série A2 de 2012, conseguindo o acesso à primeira divisão do futebol paulista em 2013. Após dois meses à frente da equipe, o técnico dirigiu o time em dois amistosos contra a Seleção Norte-Coreana: derrota por 1–0 na primeira partida e empate sem gols na segunda. Diniz foi demitido do Galo no segundo semestre de 2012, após a eliminação na Copa Paulista.

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