Flávio Nantes Bolsonaro GOMN • GORB (Resende, 30 de abril de 1981) é um empresário, advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL) e atual senador da República pelo Rio de Janeiro. É o filho mais velho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.
Possui graduação em direito pela Universidade Candido Mendes e especializações em ciência política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Iniciou sua trajetória política como deputado estadual do Rio de Janeiro, ocupando o cargo de 2003 a 2019, quando assumiu o mandato de senador pelo mesmo estado, após ser eleito em 2018. No mandato parlamentar, foi defensor da PEC da Blindagem e contrário à PEC do Fim da Escala 6x1.
É pré-candidato à presidência do Brasil para a eleição de 2026. Crítico recorrente do Banco Master até então, Flávio Bolsonaro teve áudios vazados em maio de 2026, em meio ao Escândalo do Banco Master, nos quais negociava 134 milhões de reais com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Antes da divulgação dos áudios, o senador havia negado em público ter recebido recursos ligados ao banco, mas posteriormente admitiu o envolvimento após o vazamento das gravações.
A negociação e a aproximidade entre Flávio e Vorcaro contrastou diretamente com o discurso crítico que o senador mantinha publicamente em relação à instituição financeira e ao Caso Master, que ele costumava atribuir à esquerda. Desse montante total de 134 milhões de reais, Vorcaro transferiu 61 milhões de reais, valor que tornaria o longa a produção mais cara da história do cinema brasileiro.
Concluiu curso técnico em eletrônica pela Escola Técnica Rezende Rammel, no Rio de Janeiro. Graduou-se em direito pela Universidade Candido Mendes e concluiu especializações em ciências políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas.
Foi eleito para seu primeiro mandato em 2002. Reelegeu-se deputado estadual em 2006, 2010 e, na sua última candidatura, em 2014, para o mandato 2015–2019. Em abril de 2015, votou a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação que foi muito criticada na época.
No segundo mandato, foi presidente da Comissão Especial de Planejamento Familiar.
Votou contra a privatização da CEDAE em 2017.
Relação com Adriano da Nóbrega e defesa de milícias
Durante sua atuação como deputado, Flávio Bolsonaro reiteradamente mostrou-se próximo de Adriano da Nóbrega, policial que viria a ser revelado como membro da milícia conhecida como Escritório do Crime. Em 2003, o então deputado estadual fez uma moção de louvor ao na época tenente por sua atuação como policial. No ano seguinte, Adriano foi preso por assassinar um guardador de carros e no ano seguinte, 2005, com Adriano ainda preso, Flávio concedeu a ele a Medalha Tiradentes.
Em 2007, reeleito deputado no ano anterior, Flávio fez um discurso na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro defendendo milícias. No mesmo ano, em entrevista à imprensa, o deputado defendeu novamente a posição e considerou um projeto para legalização de milícias.
No mesmo ano, Flávio nomeia para seu gabinete a então esposa de Adriano, Danielle Mendonça da Nobrega, cargo que ocuparia por 11 anos. Indícios coletados posteriormente na Operação Gárgula apontam que e seria uma funcionária fantasma, recebendo sem trabalhar.
Em 2008, durante a instalação da CPI das Milícias na Alerj, em discurso Flávio volta a defender milicianos. Em 2011, com o assassinato da juíza Patrícia Acioli, que investigava milícias, o deputado relativizou o assassinato. Uma defesa similar ocorreu em 2015, quando defendeu milicianos detidos após agredirem uma juíza.
A relação com a família de Adriano da Nóbrega continuaria em 2016, quando Flávio Bolsonaro nomeou Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, para seu gabinete. Tanto ela como a ex-mulher Danielle continuariam nos cargos até 2018, quando o deputado foi eleito senador, e no momento em que surgiam suspeitas das chamadas "rachadinhas".
Em 2019, como senador, foi contra a instalação de uma Comissão parlamentar de inquérito sobre milícias.
Caso Queiroz e acusação de peculato
Em dezembro de 2018, veio à tona um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou uma movimentação atípica no valor de R$ 1.236.838 em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz, policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, entre os dias 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Fabrício Queiroz, que era motorista e segurança de Flávio, havia sido exonerado do gabinete do então deputado estadual no dia 15 de outubro de 2018. De acordo com o banco responsável pela conta, as movimentações financeiras de Queiroz seriam incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do ex-assessor parlamentar.
O relatório, que foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, também cita transações bancárias no total de R$ 324.774 em papel-moeda e de R$ 41.930 em cheques compensados na conta de Queiroz. Uma das transações citadas no relatório do Coaf é referente a um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro, atual esposa do presidente Jair Bolsonaro. Fabrício Queiroz recebia, de acordo com a folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) de setembro de 2018, um salário de R$ 8.517 devido ao exercício de cargo em comissão de Assessor Parlamentar III no gabinete de Flávio Bolsonaro, valor este somado aos rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).