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Francesco Totti

Futebolista italiano

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Francesco Totti (Roma, 27 de setembro de 1976) é um ex-futebolista italiano que atuava como meia e como segundo atacante.

Totti sempre foi uma pessoa apaixonada pelo time Associazione Sportiva Roma, sempre indo aos jogos quando pequeno e sempre indo aos jogos, na curva sud onde os ultras do time permaneciam.

Passou toda sua vida na capital italiana, onde estudou e se formou, onde também teve seus fillhos e passou por um casamento com sua ex mulher Ilary Blasi, apresentadora de TV italiana.

Foi campeão do mundo em 2006 pela Itália. No curso de sua carreira profissional, sempre jogou pelo Roma, equipe da qual também era capitão e camisa dez. Pela Roma, é o maior artilheiro e que mais atuou 786 jogos, com a camisa do clube de (1992 a 2017) por 25 anos.

Em 2004 foi incluído no FIFA 100, uma lista de 125 grandes jogadores vivos, selecionada por Pelé e pela FIFA em ocasião das celebrações do centenário da federação. Foi eleito também por cinco vezes (recorde) melhor jogador italiano pela Associação Italiana de Jogadores, e considerado o melhor jogador italiano de todos os tempos.

Está atualmente em segundo lugar na classificação de maiores artilheiros da história Serie A. Em 21 de janeiro de 2012, superando o record de Gunnar Nordahl de 221 gols, tornou-se o jogador que mais marcou na Serie A por um único time.

Em janeiro de 2012, depois de uma eleição promovida pela International Federation of Football History & Statistics (IFFHS), Totti foi eleito o jogador mais popular da Europa, superando atletas como Alessandro Del Piero e Cristiano Ronaldo. No dia 30 de setembro de 2014, tornou-se no futebolista mais velho a marcar um gol na Liga dos Campeões ao fazer o empate da AS Roma no terreno do Manchester City. O jogo acabou 1-1.

Francesco Totti, grande ídolo da torcida da Roma, vive na capital italiana desde o dia 27 de setembro de 1976, quando veio ao mundo. Com nove meses de idade, já caminhava e sabia chutar uma bola. Paixão à primeira vista. "Mas ele nunca quebrou nada em casa", conta a mãe Fiorella. O garoto sabia como controlar sua melhor amiga.

Aos cinco anos, Francesco foi acompanhar um torneio entre equipes infantis na praia. O pai, Enzo, pediu a um dos times que deixasse o menino jogar por alguns minutos, apenas para se divertir. Francesco era magro e baixo para a idade. A insistência do pai deu resultado, e em poucos minutos o pequeno Totti marcou dois gols. Depois, não quiseram deixá-lo sair. Ficou para os dois jogos seguintes.

A primeira equipe foi a Fortitudo, descendente de um dos clubes fundadores da Roma em 1927. Talvez um sinal do destino. Totti tinha apenas sete anos e já estava acostumado a ser o menor e o melhor do time. O uniforme sempre ficava largo. Aos 8, defendeu a Smit Trastevere, tradicional equipe amadora da capital.

Totti jogava no meio-campo. Habilidoso, driblador e técnico, mostrava ter uma visão de jogo incomum para a idade. No ano seguinte, foi convidado a jogar na Lodigiani, equipe séria e com tradição na formação de atletas. Foi lá que obteve seu primeiro registro como jogador de futebol.

No tempo livre, não se importava com os passatempos comuns às outras crianças. Ficava no quarto e assistia futebol. Qualquer partida, fosse de times italianos ou estrangeiros. O amor pelo esporte virou amor pela Roma. Acompanhado pelos tios e pelo irmão Riccardo, todos romanistas, Francesco começou a freqüentar os jogos no estádio Olimpico.

Se não tivesse se tornado um torcedor da Roma, Totti provavelmente teria iniciado a carreira na rival Lazio, que chegou na frente e fechou um acordo com a Lodigiani para levar o novo talento. É claro que a Roma sabia da existência de um atleta promissor, mas só conseguiu levá-lo porque se tratava de um apaixonado pelo clube.

Em 1989, aos treze anos, colocou os pés no clube pela primeira vez. Continuava frequentando os jogos, mas já tinha a possibilidade de conviver com os ídolos. Admirava o atacante alemão Rudi Völler, mas principalmente o meia Giuseppe Giannini, de quem tinha vários pôsteres no quarto. Tímido nos primeiros contatos, Totti acabou por se tornar amigo de Giannini.

Um momento marcante veio em dezembro de 1990, quando foi apresentado ao então presidente Dino Viola. Era o dia da mensagem aos jogadores da categoria de base. Um por um, os garotos apertavam a mão do presidente. Na vez de Totti, Viola segurou sua mão. "Sei que você é muito bom. Continue assim", disse. Pouco depois, viria a primeira experiência com a seleção: convocado para a sub-14.

Um dos prêmios pelas boas atuações era o direito de trabalhar como gandula nos jogos do time principal. Em 1991, estava à beira do campo quando sofreu a primeira grande decepção: a perda da UEFA Cup contra a Inter. Também foi o ano de sua primeira lesão grave: no joelho, conseqüência das pancadas em um clássico contra a Lazio.

Totti teve de passar por uma artroscopia, mas se recuperou para continuar em sua ascensão rumo ao elenco profissional. A estreia veio já aos 16 anos, na vitória por 2 a 0 sobre o Brescia, dia 28 de março de 1993, promovida pelo técnico Vujadin Boskov. O presidente era Giuseppe Ciarrapico. Dino Viola havia morrido sem poder confirmar suas expectativas. Claudio Caniggia abriu o placar para a Roma aos 23 minutos do primeiro tempo. Quatro minutos depois, Siniša Mihajlović ampliou. No segundo tempo, Totti entrou no lugar de Ruggiero Rizzitelli.

Dias depois, toca o telefone na casa da família Totti. Fiorella atende, e do outro lado da linha está Ariedo Braida, diretor do Milan. "Senhora, Francesco seria acolhido no Milan com todas as honras. Seria acompanhado nos estudos. E a parte econômica não seria problema", disse Braida. A resposta veio sem pestanejar: "Francesco só quer a Roma".

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Francesco Totti | World in Stories