Francisco Gomes de Amorim (Póvoa de Varzim, A Ver-o-Mar, 13 de agosto de 1827 – Lisboa, Encarnação, 4 de novembro de 1891), foi um poeta, dramaturgo e romancista português.
Este escritor, filho de José Gomes de Amorim e de sua mulher Mariana Joaquina Bento, emigrou com dez anos para o Brasil.
De regresso a Portugal, tornou-se amigo do 1.º Visconde de Almeida Garrett, que veio a morrer nos seus braços.
Apesar de viver em Lisboa, deslocava-se regularmente à Póvoa de Varzim, tornando-se amigo de Oliveira Martins, quando este escreve o "Requerimento dos Poveiros" a D. Luís I, para se fazer a construção do porto de abrigo.
Encontra-se colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas: O Panorama (1837-1868), Revista universal lisbonense (1841-1859), a Illustração Luso-Brasileira (1856-1859), Arquivo pitoresco (1857-1868), O Pantheon (1880-1881), Ribaltas e gambiarras (1881) e Tiro civil (1895-1903).
Foi tio paterno do 1.º Barão de A-Ver-o-Mar.
Ghigi (1851), drama. Obra de estreia dramática do autor, representada no Teatro de D. Maria II. Editado em Lisboa, 1852.
A Viúva (1852), comédia em 2 actos. Editado em Lisboa, em 1870.
O casamento e a mortalha no Céu se talha (1853), provérbio dramático. Editado em Lisboa, 1870.
Ódio de Raça (1854), drama. Representado pela primeira vez, no Teatro de D. Maria II. Editado em Lisboa, 1869.
O cedro vermelho (1856), drama. Representado pela primeira vez no Teatro de D. Maria Ii, a 8 de maior de 1856. Editado em Lisboa, Imprensa Nacional, 1874, Theatro de Francisco Gomes de Amorim, I
Fígados de Tigre (1857), paródia. Representada pela primeira vez no Teatro de D. Maria II, com o título O Melodrama dos Melodramas. Editada em Lisboa, 1869.
Os incógnitos do Mundo, drama. Editado em Lisboa, 1869.
Os herdeiros do milionário ou o Testamento singular. Drama. Editado em Lisboa, 1869.
A proibição. Drama. Editado em Lisboa, 1869.
Aleijões sociais, drama. Representado com o título Escravatura branca. Editado em Lisboa, 1870.
Abnegação, drama. Representado com o título A comédia da vida. Editado em Lisboa, 1870.
D. Sancho II, drama histórico.