Dom Francisco de Assis Mascarenhas, sexto conde de Palma e marquês de São João da Palma, (Lisboa, 30 de setembro de 1779 — 6 de março de 1843) foi um administrador colonial português e também político brasileiro.
Foi conselheiro de estado, senador do Império do Brasil de 1826 a 1843 e governador das capitanias de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Português, natural de Lisboa, filho de José de Assis Mascarenhas Castelo Branco da Costa Lancastre, 4° conde de Sabugal, senhor dos paços de Sabugal e de Palmas, 9° alcaide-mor de Óbidos e Selir, descendente de um ramo da Casa Real de Bragança.
Em 1804, foi nomeado governador da Capitania de Goiás. Durante sua administração, promoveu reformas de caráter político, administrativo e econômico destinadas a amenizar a crise decorrente do declínio da mineração na região. Entre as medidas adotadas, incentivou o desenvolvimento da agricultura, do comércio, da navegação fluvial e das manufaturas, buscando diversificar a economia da capitania.
Durante seu governo foi executada a determinação do alvará de 18 de março de 1809, que dividiu a comarca de Goiás em duas circunscrições administrativas, uma ao norte, com sede em São João das Duas Barras, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins, e outra abrangendo a porção centro-sul da capitania.
Mascarenhas também estimulou a navegação nos rios Araguaia e Tocantins, visando facilitar o escoamento da produção agrícola e ampliar as ligações comerciais entre Goiás e o Pará. A iniciativa recebeu apoio da Coroa portuguesa, que por meio da carta régia de 7 de janeiro de 1806 concedeu isenção do pagamento de dízimos por dez anos aos agricultores que estabelecessem propriedades nas margens dos rios Araguaia, Maranhão e Tocantins.
Além de promover a navegação nos rios do norte da capitania, procurou melhorar as comunicações com São Paulo por meio das vias fluviais da região meridional, consideradas alternativas mais econômicas ao transporte terrestre. Após cinco anos à frente do governo de Goiás, foi transferido em 1809 para o governo da Capitania de Minas Gerais.
Em 6 de março de 1823, casou-se no Rio de Janeiro com Joana Bernardina do Nascimento Reis. O casal teve um filho e duas filhas.
Faleceu em 6 de março de 1843, no Rio de Janeiro, aos 63 anos, sendo sepultado na mesma cidade.==Referências==