Francisco de Vitória (Burgos ou Vitória, 1483 — Salamanca, 12 de agosto de 1546) foi um teólogo espanhol neo-escolástico e um dos fundadores da tradição filosófica da chamada "Escola de Salamanca", sendo também conhecido por suas contribuições para a doutrina da guerra justa e como um dos criadores do direito internacional moderno.
Entrou na Ordem dos Pregadores em 1504. A dignidade e os problemas morais da condição humana forma o cerne em torno do qual se desenvolveu toda a sua obra filosófica. Foi especialmente influente pelas suas implicações jurídicas, ainda que igualmente na teologia e sobre aspectos morais da economia. Não escreveu pessoalmente todas as suas obras, pois que algumas delas resultaram apenas de apontamentos tomados pelos seus alunos, e que passaram a circular sob a forma de sebentas.
Dedicou sua vida tardia ao ensino, tendo como residência Salamanca. Seus ensinamentos e métodos pedagógicos influenciaram direta ou indiretamente um grande número de teólogos, juristas e universitários como Melchor Cano, Domingo Báñez, Domingo de Soto, Francisco Suárez, Roberto Bellarmino entre outros, no que se chamou a "Escola de Salamanca".
No Brasil, teve publicada a obra "Os Índios e o Direito da Guerra" (Unijuí, coleção "Clássicos do Direito Internacional", 2006).
De potestate ecclesiae I e II, 1532
De Jure belli Hispanorum in barbaros, 1532
De potestate papae et concilii, 1534
Summa sacramentorum Ecclesiae, 1561
«Relección de la potestad civil (1528), Universidade de Navarra (Es)» (PDF)
«Relección de la potestad de la Iglesia (1532), Universidade de Navarra (Es)» (PDF)
«Relección sobre los indios (1ª parte) (1539), Universidade de Navarra (Es)» (PDF)
«Relección sobre el derecho de guerra (1539), Universidade de Navarra (Es)» (PDF)