Friedrich Engels (pronúncia em alemão: [ˈfʁiːdʁɪç ˈʔɛŋl̩s]; Barmen, 28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um empresário industrial e teórico revolucionário prussiano, nascido na atual Alemanha, que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo.
Foi coautor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.[carece de fontes?] Engels também organizou as notas de Marx em Teorias sobre a Mais-Valia, que depois foram publicadas como o "quarto volume" de O Capital, os 3 últimos sendo publicados após a morte de Karl Marx
Grande companheiro de Karl Marx, escreveu livros de profunda análise social. Entre dezembro de 1847 a janeiro de 1848, junto com Marx, escreve o Manifesto do Partido Comunista, onde faz uma breve apresentação de uma nova concepção de história, afirmando que:
Engels morreu em Londres, em 5 de agosto de 1895, aos 74 anos de idade e após a cremação suas cinzas foram atiradas ao mar em Beachy Head, Eastbourne.
Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895. Era o mais velho de nove filhos de um rico industrial de Barmen (Alemanha). Principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da teoria comunista, a partir do materialismo histórico e dialético.
Em 1842, Engels de 22 anos de idade foi enviado por seus pais para Manchester, Inglaterra, para trabalhar para o Ermen e Engels Victoria Mill em Weaste que fazia linhas de costura. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas e então, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Fruto dessa indignação, Engels desenvolve um detalhado estudo sobre a situação da classe operária na Inglaterra, que se torna a base de uma de suas obras principais: A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, publicada em 1845.
Depois de uma estadia produtiva na Grã-Bretanha, Engels decidiu voltar para a Alemanha em 1844. No caminho, parou em Paris para atender Karl Marx, com quem teve uma correspondência anterior.[carece de fontes?] Marx estava morando em Paris desde o final de outubro 1843, após a proibição da circulação da Gazeta Renana pelo governo prussiano em março de 1843.
Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles é o Manifesto Comunista (1848). Escreveu sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do marxismo, como Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.[carece de fontes?]
Engels acreditava que o cristianismo seria a religião dos pobres e oprimidos e chegou a estabelecer um paralelo entre o cristianismo primitivo e o socialismo de sua época. No seu estudo sobre a guerra dos camponeses na Alemanha, identifica Thomas Munzer, teólogo e líder dos camponeses revolucionários heréticos do século XVI, como alguém que lutou pelo estabelecimento imediato e concreto do "Reino de Deus", o reino milenarista dos profetas. Segundo Engels, o "Reino de Deus" seria para Munzer uma sociedade sem diferenças de classe e sem propriedade privada. Desse modo, Engels revelou o potencial contestatário da religião e abriu o caminho para uma nova abordagem das relações entre religião e sociedade.
Em 1851, para ajudar a preservar o casamento do amigo Marx, assumiu a paternidade de Frederick Demuth, filho deste e da empregada da família, Helena Demuth. Engels morreu de câncer na garganta em Londres, 1895. Após a cremação no Crematório Woking, suas cinzas foram espalhadas em Beachy Head, perto de Eastbourne, como era de sua vontade.
A Sagrada Família é um livro escrito por Marx e Engels em novembro de 1844. O livro é uma crítica sobre os jovens hegelianos e sua tendência de pensamento que era muito popular nos círculos acadêmicos da época. O título foi uma sugestão do editor e a intenção era ser uma referência sarcástica aos irmãos Bauer e seus apoiadores.
O livro criou uma controvérsia com grande parte da imprensa e levou Bruno Bauer a tentar refutar o livro em um artigo publicado na revista Vierteljahrsschrift em 1845. Bauer afirmou que Marx e Engels entenderam mal o que ele estava tentando dizer. Marx também discutiu o argumento no capítulo 2 de A Ideologia Alemã.
A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra (1845)
A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra é uma descrição detalhada e uma análise das péssimas condições da classe trabalhadora na Grã-Bretanha durante a estada de Engels em Manchester e Salford. O trabalho também contém pensamentos importantes sobre a situação do socialismo e seu desenvolvimento. Foi considerado um clássico em sua época. O trabalho inicialmente causou pouco impacto na Inglaterra, pois não foi traduzido até o final do século XIX. No entanto, foi muito influente com os historiadores da industrialização britânica ao longo do século XX. O livro foi publicado em inglês em 1887.
Revolução de Herr Eugen Dühring na Ciência (1878)
É uma crítica detalhada das posições filosóficas de Eugen Dühring, um filósofo alemão e crítico do marxismo. Enquanto respondia a Dühring, Engels analisa os recentes avanços na ciência e na matemática, buscando demonstrar a maneira pela qual os conceitos de dialética se aplicam aos fenômenos naturais. Muitas dessas ideias foram desenvolvidas posteriormente no trabalho inacabado, Dialética da Natureza. Três capítulos do Anti-Dühring foram posteriormente editados e publicados sob o título separado de Socialismo: Utópico e Científico.
Socialismo: utópico e científico (1880)
Foi um trabalho apresentado como uma peça extremamente popular. Engels critica os socialistas utópicos, como Fourier e Owen, e fornece uma explicação do quadro socialista para compreender o capitalismo, e um esboço da progressão do desenvolvimento social e econômico da perspectiva do materialismo histórico.