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Fructuoso Rivera

José Fructuoso Rivera y Toscano (Vice-Reino do Rio da Prata, 27 de outubro de 1789 – Melo, Estado Oriental do Uruguai, 1

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José Fructuoso Rivera y Toscano (Vice-Reino do Rio da Prata, 27 de outubro de 1789 – Melo, Estado Oriental do Uruguai, 13 de janeiro de 1854) foi um estancieiro, militar e político crioulo rio-platense, que participou de maneira ativa e destacada nos processos de independência e nas do Rio da Prata.

Durante a Revolução Oriental de José Gervasio Artigas, Rivera participaria e se destacaria em numerosas ações militares contra os espanhóis, as forças portenhas de Buenos Aires e as tropas portuguesas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Após a derrota e o exílio de Artigas no Paraguai, Rivera se rendeu e passou a fazer parte de uma facção seleta de grandes estancieiros e comerciantes colaboracionistas do Barão da Laguna, governador da nova Província Cisplatina, e se tornou a principal figura dirigente da campanha da Banda Oriental. Depois de iniciada a Cruzada Libertadora dos Trinta e Três Orientais, uniu-se às forças de Juan Antonio Lavalleja e obteve a vitória na Batalha do Rincón. Mais tarde abandonou a Província Oriental e conseguiu uma efêmera reconquista das Missões Orientais.

Com a independência do Estado Oriental do Uruguai, tornou-se chefe de uma facção que posteriormente se converteria no Partido Colorado; foi presidente do Uruguai entre 1830 e 1834 e, após dirigir uma revolução, novamente entre 1839 e 1843. Embora tenha obtido algumas vitórias, particularmente na Batalha de Cagancha em 1839, sua derrota na Batalha de Arroyo Grande (1842) determinou o início do cerco de Montevidéu (1843-1851) e a perda de sua influência política e militar após a derrota na India Muerta (1845).

Origem familiar e primeiros anos

O local de seu nascimento não foi estabelecido com precisão, embora provavelmente se encontre entre os departamentos de Durazno e Florida. Foram postulados, entre outros, os povoados de Arroyo de la Virgen, Chamizo (Florida), Durazno, Paysandú, El Pintado (Florida), nos arredores de Montevidéu, no Miguelete, na cidade de Montevidéu e até Buenos Aires.

Era filho de Andrea Toscano e de Pablo Hilarión Perafán de la Rivera Bravo (c. 1740-1822), um poderoso latifundiário da zona de San José de Mayo dono de um saladero, e que havia nascido em Córdoba, Argentina (algumas fontes se referem erroneamente a Córdoba na Espanha), assim como seus pais Juan Esteban e Josefa. Sua mãe foi Andrea Toscano Velázquez (c. 1750-1841, e que aparece também como Velásquez) nascida na zona de Buenos Aires, no vice-reino do Rio da Prata, na atual Argentina. Casaram-se em 1773 em Buenos Aires e tiveram 4 filhos e 7 filhas, vários deles falecidos muito cedo, dada a dureza da vida da família, que era no início bastante pobre:

Julián (n. 1774), o primogênito, nascido em San Isidro;

Narcisa Francisca (1780-1828);

Félix José (n. 1781), também participante na emancipação dos territórios do vice-reino do Rio da Prata, durante cujos combates morreu;

Agustina Gregoria (n. 1791-depois de 1822);

Bernarda (1794-1797), falecida com 3 anos de idade;

Juan Fernando (1795-1801), falecido com 6 anos de idade;

Justa Josefa (1796-1807), falecida com 11 anos de idade.

além disso, como filho natural, batizado em 1795, figura Bernabé Rivera, provavelmente sobrinho ou neto; participou das guerras de independência e civis, e chegaria ao posto de coronel.

Sua família pertencia ao grupo dos estancieiros, opostos ao monopólio dos comerciantes peninsulares.

Uniu-se à Revolução Oriental no interior da Banda Oriental, na zona de Minas, e se destacou como caudilho no centro da província. Incorporou-se às forças de José Artigas, e sob suas ordens participou da batalha de Las Piedras em 18 de maio de 1811. Quando Artigas e a divisão enviada em seu auxílio desde Buenos Aires iniciou o primeiro cerco de Montevidéu, Rivera foi destinado a tentar deter a invasão portuguesa. Quando esta se tornou incontível e o governo portenho pactuou com o vice-rei Elío, uniu-se ao Êxodo Oriental, seguindo Artigas.

Participou de uma expedição às Missões Orientais sob as ordens de Eusébio Valdenegro e Fernando Otorgués, e depois incorporou-se ao segundo cerco de Montevidéu, sob as ordens do coronel Manuel Vicente Pagola, mas retirou-se com Artigas quando este enfrentou o general José Rondeau, que seguia a política do Diretório de submeter as províncias a um governo nomeado e dirigido desde Buenos Aires. Nascia nesse momento o federalismo no Rio da Prata. Depois da tomada de Montevidéu por Carlos María de Alvear, Rivera foi o chefe das tropas orientais na Batalha de Guayabos, na qual derrotou as tropas de Manuel Dorrego, em 10 de janeiro de 1815. Pouco depois, Alvear ofereceu a Artigas a independência da Província Oriental, que o chefe federal rejeitou indignado. Em suas fileiras figuravam grupos de indígenas tapes guaranis. As tropas de Dorrego fugiram em desordem. Pouco depois o diretor Alvear entregaria o controle da Banda Oriental a Artigas e seus partidários, não sem antes roubar o tesouro, destruir a imprensa e explodir o paiol da cidade, o que causou a morte de mais de cem civis. Enquanto as forças de Otorgués provocavam desmandos contra os cidadãos da capital, Rivera começou a ser visto com bons olhos pela grande maioria dos crioulos e dos caudilhos rurais, pelo grupo de comerciantes e "doutores", assim como também pelos aliados dos portugueses, que antes haviam sido dos realistas como a garantia de ordem.

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