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Gâmbia

País em África

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Gâmbia (em inglês: The Gambia) oficialmente República da Gâmbia (em inglês: Republic of The Gambia), é um pequeno país da África Ocidental que rodeia o curso inferior do Rio Gâmbia. É rodeado pelo Senegal por todos os lados exceto a oeste, onde faz fronteira marítma com o Oceano Atlântico. A sua capital é Banjul, que tem a área metropolitana mais extensa em todo o país.

Árabes muçulmanos fizeram comércio com locais da África Ocidental no território da Gâmbia durante os séculos IX e X d.C.. Em 1455, os Portugueses foram os primeiros Europeus a entrar na Gâmbia, embora não tenham estabelecido rotas de comércio significativas lá. Em 1765, a Gâmbia tornou-se uma colónia britânica. Em 1965, a Gâmbia tornou-se independente do Reino Unido. Entre 1982 e 1989, esteve unida ao país vizinho, sob o nome de Senegâmbia. Desde que se tornou um país independente, a Gâmbia teve apenas três presidentes – Dawda Jawara, que comandou o país por três décadas, até 2004 o governante Yahya Jammeh, que ascendeu ao poder ao comandar o golpe que derrubou seu antecessor e Adama Barrow eleito por eleições diretas em 2016.

A economia da Gâmbia é centrada na agricultura, pecuária, pesca e principalmente no turismo.

Em Julho de 2017, a população era de 2 051 363 de habitantes.

O nome "Gâmbia" é derivado do termo em língua mandinga Kambra ou Kambaa, que advém do instrumento sagrado Gamba dos povos sererês, que consiste em um tipo especial de cabaça tocada quando um ancião sererê morre. O termo Gamba foi dado pelas populações nativas para designar o rio Gâmbia. Os exploradores portugueses, que chegaram à região no século XV, adotaram o nome do rio para designar a região, nome que foi preservado durante o domínio colonial britânico.

Após a independência do país em 1965, o nome Gâmbia foi conservado. Após a proclamação da república em 1970, o nome oficial do país tornou-se República d'A Gâmbia, inserindo-se formalmente o artigo definido "A" antes de Gâmbia, com o nome do país ficando como "A Gâmbia". A Gâmbia é um dos poucos países para os quais o artigo definido é comumente usado em seu nome e onde o nome não é plural nem descritivo (por exemplo, "as Filipinas" ou "o Reino Unido"). O artigo também é usado oficialmente pelo governo do país e por organismos internacionais. Em 1964, pouco antes da independência do país, o primeiro-ministro Dawda Kairaba Jawara escreveu ao Comitê Permanente de Nomes Geográficos para Uso Oficial Britânico solicitando que o nome Gâmbia mantivesse o artigo definido, em parte para reduzir a confusão com a Zâmbia, que também havia se tornado independente recentemente. O cientista da comunicação britânico-gambiano Sheriff Bojang M'Bai defende que o nome Gâmbia enfatiza, primariamente, a conexão da nação com o rio Gâmbia, uma característica geográfica definidora.

A administração de Yahya Jammeh mudou o nome longo para República Islâmica da Gâmbia em dezembro de 2015. Em 29 de janeiro de 2017, o recém-eleito presidente Adama Barrow mudou o nome de volta para República d'A Gâmbia.

Gâmbia formou parte do Império do Gana assim como do Império Songai. Os primeiros testamentos escritos que se têm da região provêm de alguns textos escritos por comerciantes árabes, nos séculos IX e X, quando os comerciantes árabes criaram uma rota comercial, que comercializou escravos, ouro e marfim. No século XV, os portugueses herdaram este comércio estabelecendo uma rota de comércio do Império do Mali, o qual era pertencente à zona da época.

Em 1588, António Prior do Crato vendeu os direitos de exclusividade de comércio na região do rio Gâmbia aos ingleses, direitos que foram confirmados pela rainha Elizabeth I. No ano de 1618 o rei inglês Jaime I deu a concessão de comércio na região de Gâmbia e da Costa do Ouro a uma companhia inglesa. Entre 1651 e 1661 partes da atual Gâmbia estiveram sob domínio da Curlândia, na época do príncipe Jacob Kettler, vassalo da Polónia-Lituânia.

Desde o final do século XVII e durante todo o XVIII a região dos rios Senegal e Gâmbia foi alvo da disputa entre ingleses e franceses. Em 1783 o Tratado de Paris deu a posse do rio Gâmbia aos ingleses, mas os franceses retiveram um enclave na região que só foi cedido ao Reino Unido em 1857. Mais de 3 milhões de escravos foram enviados desta região para as colónias na América. Em 1807, a escravatura foi abolida no Império Britânico, para tentar que os britânicos terminassem com o comércio de escravos na Gâmbia. Para isso, criaram o posto militar de Bathurst (hoje Banjul) em 1816. Nos anos seguintes, Banjul estava submetida à jurisdição do governador britânico na Serra Leoa. Em 1888, a Gâmbia converteu-se numa colónia autónoma e, um ano mais tarde, em colónia real.

A Gâmbia ficou independente do Reino Unido em 1965. Em 1970, Dawda Kairaba Jawara se converteu no primeiro presidente do novo estado e foi reeleito em 1972 e 1977. Depois da independência, a Gâmbia melhorou seu desenvolvimento económico graças ao aumento nos preços de sua principal matéria de exportação, o amendoim, e ao desenvolvimento do turismo internacional. Em 1982, junto com Senegal, a Gâmbia formou a Confederação de Senegâmbia. O presidente Jawara foi derrotado em 1994 por Yahya Jammeh, quem estabeleceu uma ditadura. Jammeh foi reeleito em 2001 e revogou a lei que proibia a existência de partidos opositores.

Em 23 de novembro de 2010, a Gâmbia rompe todas as suas relações diplomáticas, económicas e políticas com o Irão.

A Gâmbia é um dos menores países da África. Trata-se de uma longa faixa de terra pantanosa que se estende ao longo de cerca de 320 km para o interior da África ocidental mas nunca atinge os 50 km de largura, ao longo das duas margens do rio Gâmbia, navegável em todo o seu curso gambiano. O país também inclui a ilha de Saint Mary, na foz do Gâmbia, onde se ergue a capital, Banjul, e a ilha James, que foi declarada Património Mundial pela UNESCO.

O clima é tropical, semelhante aos do vizinho Senegal, do sul do Mali e do norte do Benim. De junho a novembro há uma estação quente e bastante chuvosa. De novembro a maio as temperaturas são mais baixas e a estação é seca.

Cerca de 56,1% das terras do país são cultiváveis. De terra cultivável permanente há 41%; culturas permanentes 0,5%; pastagem permanente 14,6%. São dados de 2011.

A fatia equivalente de área florestal é representada por 43,9%.

Os assentamentos são encontrados espalhados ao longo do rio Gâmbia; as maiores comunidades, incluindo a capital de Banjul, e a maior cidade do país, Serekunda, são encontradas na foz do rio Gambia ao longo da costa atlântica.

O país possui pouco mais de 2 milhões de habitantes (2017), o que revela uma densidade de 140 habitantes por quilómetro quadrado. O país, apesar de possuir um território muito limitado, de apenas 11 295 quilómetros quadrados, apresenta diversas etnias. Grande parte da população é composta pelos mandingas (42%), seguidos pelos fulas, com 18%, os uolofes (16%), os diúlas (10%), os seraulis (9%) e ainda outras etnias que, somadas, respondem por 5% dos gambianos. 99% da população é negra. Apenas 1% é branca, descendente principalmente de europeus, entre outros povos.

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