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Genebra d'Este

Genebra d'Este (em italiano: Ginevra; 24 de março de 1419 – 12 de outubro de 1440) foi uma nobre italiana. Ela foi senh

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Genebra d'Este (em italiano: Ginevra; 24 de março de 1419 – 12 de outubro de 1440) foi uma nobre italiana. Ela foi senhora de Rimini e Fano como a primeira esposa de Sigismundo Pandolfo Malatesta.

Genebra era filha de Nicolau III d'Este, marquês de Ferrara, e de sua segunda esposa, Parisina Malatesta. Seu nome foi inspirado na esposa de Rei Artur, Genebra, também conhecida como Guinevere no original em inglês.

Os seus avós paternos eram o marquês Alberto V d'Este e Isotta Albaresani. Os seus avós maternos eram André Malatesta, senhor de Cesena e Fossombrone, e sua segunda esposa, Lucrécia Ordelaffi.

Genebra teve uma irmã gêmea, Lúcia, esposa de Carlos Gonzaga, senhor de Sabioneta. Já do terceiro casamento do pai com Ricarda de Saluzzo, teve dois meio-irmãos: Hérculos I, Duque de Ferrara e Módena e Sigismundo, Senhor de San Martino.

Além disso, também teve três meio-irmãos ilegítimos, nascidos da amante do pai, Stella de' Tolomei: Hugo, Leonel, que sucedeu o pai no marquesado, e Borso, sucessor de Leonel, e primeiro duque de Módena e Ferrara.

Quando Genebra e Lúcia tinham 6 anos de idade, a sua mãe, Parisina, foi executada sob as ordens do pai, acusada de adultério com o enteado, Hugo.

Genebra se casou com Sigismundo Pandolfo Malatesta, em 1434. Ele era filho ilegítimo de Pandolfo III Malatesta, senhor de Fano, e de sua amante, Antonia da Barignani.

Genebra e Sigismundo tiveram apenas um filho, Galeotto Roberto Novello, que morreu na infância em 1438.

A senhora de Rimini faleceu de causas desconhecidas com apenas 21 anos de idade, em 12 de outubro de 1440, e foi enterrada no Templo Malatestiano. Décadas mais tarde, em 1461, o Papa Pio II acusou Sigismundo de ter matado Genebra, assim como sua segunda esposa, Polixena Sforza, e o excomungou.

A obra Ritratto di principessa estense, do artista Antonio Pisanello, que retrata uma nobre da Casa d'Este, pode representar tanto Genebra quanto sua irmã gêmea, Lúcia, ou então Margarida Gonzaga, casada com o meio-irmão de Genebra, Leonel.

A teoria de que o retrato retrata a senhora de Rimini baseia-se no fato de que há um ramo da planta conífera juniperus, bordado no vestido; juniperus, em italiano, é ginepro, e, assim, serviria como uma alusão ao nome de Genevra, que, em sua língua materna, é Ginevra. Poderia ser um retrato realizado na época de seu casamento, ou ainda, a morte precoce pouco tempo depois de seu casamento poderia ter dado origem à um retrato póstumo, ambas as práticas em voga na época. A segunda ideia é reforçada pelos cravos e aquilegias, símbolos de luto. No entanto, as cores presentes na pintura são as do brasão da Família Gonzaga, senhores de Mântua. Poderia, então, se tratar de um retrato de Margarida Gonzaga, após seu casamento com Leonel. A folhagem do fundo, repleta de flores e motivos primaveris alegres, poderia indicar uma tela de casamento. Além disso, Pisanello também pintou o marquês Leonel, em obra conservada na Accademia Carrara, em Bergamo.

Genebra é mencionada no livro de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray; na passagem, é dito que Sigismundo deu veneno para ela numa taça de esmeralda, além de ter estrangulado Polixena Sforza com um lenço.

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