Neste Dia

George Calvert

George Calvert, 1.º Barão Baltimore (Kiplin, Yorkshire, 1579 – Lincoln's Inn Fields, 15 de abril de 1632) foi um polític

Anúncio

George Calvert, 1.º Barão Baltimore (Kiplin, Yorkshire, 1579 – Lincoln's Inn Fields, 15 de abril de 1632) foi um político e colonizador inglês. Alcançou sucesso político interno como membro do Parlamento e depois como Secretário de Estado no reinado de Jaime I. Perdeu muito de seu poder político após dar seu apoio a uma fracassada aliança matrimonial entre o príncipe Carlos e a família real espanhola da Casa de Habsburgo. Em vez de continuar na política, renunciou a todos os seus cargos políticos em 1625, exceto o de membro do Conselho Privado e declarou publicamente seu catolicismo. Recebeu o título de Barão Baltimore no Pariato da Irlanda após sua renúncia. A Mansão Baltimore ficava localizada no Condado de Longford, na Irlanda.

Calvert se interessou pela Colonização britânica da América, a princípio por razões comerciais e depois para criar um refúgio para católicos ingleses perseguidos. Ele se tornou o proprietário de Avalon, o primeiro assentamento inglês sustentado na península do sudeste da ilha da Terra Nova (na costa leste do atual Canadá). Desencorajado pelo seu clima frio e às vezes inóspito e pelos sofrimentos dos colonos, ele procurou um local mais adequado em direção ao sul e foi atrás de uma nova permissão real para colonizar a região, no que se tornaria o estado americano de Maryland. Calvert morreu cinco semanas antes da nova permissão ser concedida, deixando o assentamento da colônia de Maryland para seu filho Cecil (1605–1675). Seu segundo filho Leonard Calvert (1606–1647) foi o primeiro governador colonial da Província de Maryland.

Pouco se sabe sobre a ascendência do ramo de Yorkshire dos Calverts. Na cerimônia em que George Calvert recebeu o título de Barão Baltimore, alegou-se que sua família veio originalmente da Flandres (uma região de língua holandesa hoje do outro lado do canal da Mancha na atual Bélgica). O pai de Calvert, Leonard, era um cavalheiro de província que alcançou alguma proeminência como locatário do Lorde Wharton, e ficou rico o bastante para se casar com uma "fidalga" de linha nobre, Alicia ou Alice Crossland (ou às vezes escrito: "Crosland"). Ele criou sua família na propriedade mais tarde chamada de Kiplin Hall, perto de Catterick, em Yorkshire. George Calvert nasceu em Kiplin no final de 1579. Sua mãe Alicia/Alice morreu em 28 de novembro de 1587, quando ele tinha oito anos de idade. Seu pai então se casou com Grace Crossland (às vezes escrito: "Crosland"), prima de Alicia.

Em 1569, Thomas Gargrave descreveu Richmond como um território onde todos os cavalheiros eram "maus em religião", significando que era uma área habitada predominantemente por católicos; parece que Leonard Calvert não era exceção. Durante o reinado de Isabel I, dando continuidade às mudanças realizadas no início do século por seu pai, o rei Henrique VIII, que fez do monarca a autoridade suprema da Igreja Cristã na Inglaterra, continuando a Reforma Protestante do continente europeu, com a política, separação espiritual e temporal da Igreja Católica Romana e do Papa/Papado em Roma, o Governo Real exerceu autoridade sobre as questões da fé, práticas religiosas e da Igreja. As leis, obrigando a uniformidade religiosa obrigatória, foram promulgadas pelo Parlamento e aplicadas através de leis penais. Os Atos de Supremacia e o Ato da Uniformidade de 1559 também incluíam um juramento de fidelidade à rainha e uma negação implícita da autoridade papal (então Papa Paulo IV) sobre a Igreja da Inglaterra. Este juramento era exigido de qualquer pessoa que desejasse ocupar altos cargos, frequentar a universidade ou aproveitar as oportunidades controladas pelo Estado (rei/reino).

A família Calvert sofreu com a opressão das leis religiosas da era elisabetana. Desde o ano do nascimento de George em diante, seu pai, Leonard Calvert, foi submetido a repetidas hostilidades pelas autoridades de Yorkshire, que em 1580 forçaram uma promessa de conformidade dele, obrigando sua participação nos serviços da Igreja da Inglaterra. Em 1592, quando George tinha doze anos de idade, as autoridades denunciaram um de seus tutores por ensinar através de "uma cartilha papista" e instruíram Leonard e Grace a enviarem George e seu irmão Christopher a um tutor protestante e, se necessário, apresentar as crianças a uma comissão "uma vez por mês para ver como eles se aperfeiçoam na aprendizagem". Como consequência, os meninos foram enviados para um tutor protestante chamado Fowberry em Bilton. Leonard Calvert teve que dar uma "obrigação de conformidade"; ele era proibido de empregar qualquer servidor católico e forçado a comprar uma Bíblia em inglês, que deveria "ficar aberta em sua casa para todo mundo ler".

Em 1593, os registros mostram que Grace Calvert estava comprometida com a custódia de um pursuivant, um oficial responsável por identificar e perseguir católicos, e em 1604 foi descrita como a "esposa de Leonard Calvert de Kipling, não comunicante na última Páscoa".

George Calvert foi para o Trinity College na Universidade de Oxford, matriculando-se em 1593/1594, onde estudou línguas estrangeiras e recebeu um diploma de bacharel em 1597. Como o juramento de lealdade era compulsório depois dos dezesseis anos, é quase que certo que ele prometeu conformidade enquanto esteve em Oxford. O mesmo padrão de conformidade, fingido ou sincero, teve continuidade no início da vida de Calvert. Depois de Oxford, mudou-se em 1598 para Londres, onde estudou direito municipal na Lincoln's Inn por três anos.

Em novembro de 1604 ele se casou com Anne Mynne (ou Mayne) em uma cerimônia protestante da Igreja da Inglaterra em St. Peter's, Cornhill, onde seu endereço estava registrado como St Martin in the Fields. Seus filhos, incluindo seu filho mais velho e herdeiro Cecil, que nasceu no inverno de 1605-1606, foram todos batizados como cristãos protestantes. Quando Anne morreu em 8 de agosto de 1622, foi sepultada na igreja paroquial protestante de St Martin-in-the-Fields.

Calvert teve um total de treze filhos: Cecil, que sucedeu seu pai como 2.º Barão Baltimore, Leonard, Anne, Mary, Dorothy, Elizabeth, Grace, Francis, George, Helen, Henry, John, e Philip.

Calvert deu a seu primogênito o nome de "Cecil" (1605-1675) para homenagear Robert Cecil, 1.º Conde de Salisbury (1563-1612), espião da rainha Isabel I, a quem Calvert conhecera durante uma longa viagem à Europa entre 1601 e 1603, após o que ficou conhecido como um especialista em relações exteriores. Calvert levou uma encomenda de Paris para Robert Cecil, e assim entrou para o serviço do principal articulador da sucessão do rei Jaime VI da Escócia ao trono inglês em 1603 (quando ele também assumiu o título de rei Jaime I da Inglaterra).

O Rei Jaime recompensou Robert Cecil, com os cargos de Conselheiro Privado e de Secretário de Estado, com a concessão do título de Conde de Salisbury em 1605 e Lorde Grão-Tesoureiro em 1608, tornando-o o homem mais poderoso da corte real. Quando Cecil ascendeu no governo, Calvert foi junto com ele. O conhecimento de línguas estrangeiras, a formação jurídica e a discrição de Calvert tornaram-no um inestimável auxiliar para Robert Cecil, que por não apreciar católicos, parece ter aceitado a conformidade de Calvert como inquestionável. Trabalhando no centro da política da corte, Calvert explorou sua influência vendendo favores, uma prática aceita para os tempos. Calvert acumulou vários pequenos cargos, honrarias e sinecuras. Em agosto de 1605, esteve presente em uma reunião com o rei em Oxford e recebeu um diploma de mestre honorário em Humanidades em uma elaborada cerimônia na qual o duque de Lennox (Ludovic Stewart), os condes de Oxford e Northumberland e Robert Cecil receberam diplomas. Dado o prestígio dos outros diplomados, Calvert foi o último a ser premiado, mas sua presença em tais companhias sinalizou sua crescente valorização.

Em 1606, o rei fez de Calvert "funcionário da Coroa" e "membro do tribunal criminal em Connaught", Condado de Clare, na Irlanda, sua primeira nomeação real. Em 1609, Jaime nomeou-o "escrivão do Sinete", cargo que exigia a preparação de documentos para a assinatura real e que levou Calvert a um contato próximo com o rei. Calvert também serviu no Primeiro Parlamento de Jaime como representante do bairro de Bossiney, no condado da Cornualha, instalado lá por Robert Cecil para apoiar suas políticas. Em 1610, Calvert foi nomeado "funcionário do Conselho Privado". Cada uma dessas posições exigiria um juramento de lealdade.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
George Calvert | World in Stories