Geovani Faria da Silva (Vitória, 6 de abril de 1964 – Vila Velha, 18 de maio de 2026) foi um político brasileiro e futebolista que atuava como meio-campista.
Iniciou sua carreira aos 16 anos pela Desportiva. Em 1982 foi transferido ainda para o time de juniores do Vasco da Gama e meses depois já estava no time profissional. Em São Januário onde ficou famoso, virou idolo (disputou 408 jogos e marcou 50 gols pelo Vasco) e se tornando um dos maiores camisas 8 da história do clube, e jogando ao lado de craques como Romário e Roberto Dinamite. Ainda em 1982 foi campeão Carioca e revelação do campeonato. No ano seguinte foi campeão do Mundial Sub-20 fazendo o gol do titulo. Jogou pelos clubes europeus Bologna e Karlsruher SC, além do mexicano Tigres. De volta ao Brasil, defendeu ainda o ABC, Serra, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense, e foi convocado 23 vezes para a Seleção Brasileira de Futebol, marcando 5 gols. Encerrou sua carreira em 2002. Foi eleito em 2002 deputado estadual do Espírito Santo.
Na temporada de 1980 a Desportiva Ferroviária vinha como atual campeã estadual e conquistou o bicampeonato contando com a maior estrela já revelada em suas categorias de base: o menino de ouro Geovani, que virou ídolo da Tiva. Ele foi o grande destaque da equipe e conseguiu a incrível façanha de vencer, no mesmo ano, os estaduais das categorias Júnior, Juvenil e Profissional. Neste mesmo ano, a equipe grená realizou a melhor participação da história de um clube do Espírito Santo no Campeonato Brasileiro, ficando entre os 16 melhores times da competição.
Não demorou para que ele seguisse os passos de tantos conterrâneos e fosse morar no estado vizinho, o Rio de Janeiro. O Vasco, atento aos talentos espírito-santenses, assegurou a contratação de Geovani em 1982, quando ele ainda tinha 18 anos.
em 2000 Geovani voltou ao clube grená que o lançou e conquistou o terceiro Capixabão seguido, e por clubes diferentes.
Habilidoso, inteligente e bastante técnico, excelente cobrador de faltas, Geovani foi um armador à moda antiga, que corria pouco e jogava sempre de cabeça erguida. Considerado um dos maiores meias da história do Vasco, clube que defendeu, entre idas e vindas, por 12 anos, entre 1983 e 1995, onde ganhou o apelido de Pequeno Príncipe.
Em meados de 1982, diante da hegemonia do Flamengo de Zico, então campeão mundial, o Vasco foi a Vitória buscar no Desportiva um meia de 18 anos gordinho, meio “marrento”, mas muito talentoso, que era a grande revelação local e alvo de comparações com Diego Maradona.
Geovani estreou pelos profissionais do clube de São Januário em agosto de 1982, entrando no segundo tempo da derrota para o Bangu por 2 a 1, no primeiro turno. Na final da Taça GB - para variar, entre o Vasco de Roberto Dinamite e o Flamengo de Zico - já era titular e, audacioso, deu um lençol no camisa 10 da Gávea com um Maracanã lotado como sua platéia. Mas na seqüência da competição estadual, Geovani acabou pagando por sua irregularidade – compreensível pela idade e rapidez com que tudo aconteceu no início da carreira – e perdeu a vaga de titular na fase decisiva do campeonato para Ernani. Do banco de reservas, assistiu ao time de Antonio Lopes surpreender o arquirrival e, com a vitória por 1 a 0, sagrar-se campeão carioca depois de quatro anos amargando vice-campeonatos.
Em 1987, as coisas começaram a melhorar, com Geovani sendo titular absoluto na conquista do Campeonato Carioca. No ano seguinte, mais maduro e determinado a disputar as Olimpíadas e, posteriormente, sua primeira Copa do Mundo, Geovani resolveu aprimorar o combate aos adversários e emagreceu. Seu futebol evoluiu demais e ele foi o craque da temporada no Brasil, levando o Vasco ao bicampeonato estadual e à melhor campanha do Brasileiro, que só terminaria no início de 1989 com o Bahia campeão, mas quatro pontos atrás do time de Geovani, eliminado nas quartas-de-final, mesmo com quatro partidas a mais.
1989, em uma negociação recorde na época, o Vasco vendeu Geovani para o Bologna da Itália por U$ 8 milhões. Após duas temporadas na Europa o craque retornou ao Vasco em 1991 e permaneceu até 1993, o meia só não foi tri estadual no ano do tetra brasileiro nos EUA porque aceitou a proposta do Tigres para jogar no futebol mexicano. Em 1995, voltou para mais seis meses, sendo essa sua última passagem pelo Vasco da Gama.
Em São Januário, Geovani conquistou cinco Campeonatos Estaduais (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993), disputou 408 jogos e marcou 50 gols. Virou ídolo não só pelo tempo de casa e pelos troféus, mas pelos lances plásticos, os dribles e os lançamentos perfeitos. Certamente, um dos jogadores mais técnicos que já passaram pela Colina.
O brasileiro Geovani, ídolo do Vasco, só atuou um ano na Itália e, mesmo irregular, foi querido pela torcida do Bologna.
O ídolo do Gigante da Colina no Brasileirão também atuou pela seleção brasileira, com a qual disputou 23 jogos, com cinco gols marcados. No entanto, os melhores momentos do jogador vestindo verde e amarelo foi com as equipes de base: foi campeão mundial sub-20 e eleito o melhor da competição em 1983 e, como titular, conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. O reconhecimento em solo nacional e internacional fez com que ele contrariasse a história de uma das equipes mais antigas da Itália: o Bologna não tinha tradição de dar espaço para brasileiros em seu elenco, mas cedeu ao talento de Geovani.
A equipe do estádio Renato Dall’Ara apostava que o meia-atacante repetiria na Emília-Romanha os momentos que fizeram com que ele se tornasse um dos jogadores mais adorados pela torcida cruz-maltina. Geovani foi contratado pelo presidente Gino Corioni para dar classe a um time com alguns bons e veteranos jogadores, como Bruno Giordano, Antonio Cabrini e Massimo Bonini. Durante a única temporada em que jogou na Itália, o capixaba ajudou os felsinei a alcançarem a oitava posição na Serie A e a classificação à Taça UEFA. O Pequeno Príncipe até conseguiu repetir a boa forma dos tempos de Vasco, mas somente em alguns momentos.
O brasileiro atuou em 27 jogos, mas foi escalado como titular em apenas 18 – dos quais, permaneceu até o fim em somente sete. Apesar disso, um dos grandes momentos do Pequeno Príncipe vestindo rossoblù foi o golaço que decidiu o Dérbi dos Apeninos, contra a Fiorentina. Após encerrar as atividades como jogador, Geovani teve sua importância reconhecida pelo Bologna mesmo tendo passado apenas um ano na Emília-Romanha: querido pela torcida, participou das festividades pelo centenário do clube, em 2009.
No fim da participação bolonhesa na Serie A, Geovani acabou sendo negociado com o Karlsruher SC, da Alemanha, mas também atuou poucas vezes pelo clube azulino. Após dar uma mão e ajudar o KSC a não ser rebaixado, o Pequeno Príncipe foi repatriado pelo Vasco e voltou à Colina.
Em 1996, atuou por ABC-RN e XV de Jaú-SP. Em 1997, disputou o Campeonato Capixaba pelo Rio Branco e o Brasileiro pela Desportiva, seu primeiro clube. Em 1998 foi campeão capixaba pelo Linhares e em 1999, aos 35 anos, levou o então modesto Serra a ser campeão, sendo considerado pela crônica esportiva o craque do campeonato. Como se não bastasse, em 2000 Geovani voltou ao clube grená que o lançou e conquistou o terceiro Capixabão seguido, e por clubes diferentes. Em 2001, o craque passou pelo Rio Branco e encerrou a carreira em 2002, no Vilavelhense, aos 38 anos.
Foi eleito deputado estadual pelo Espírito Santo em 2002, estando filiado ao PTB. Chegou a ser eleito presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo na eleição de 2003 para o cargo, porém teve a eleição anulada pela justiça porque cinco deputados que estavam afastados judicialmente participaram da votação, causando confusão no plenário. Posteriormente, Geovani alegou ter sido "usado" no processo de escolha da Mesa Diretora: "Hoje me sinto aliviado, mas sei que fui usado e só fiquei sabendo disso depois que vi as notícias na televisão e no jornal. Acredito que Vereza será o melhor presidente. Eu fui enganado por manobras de pessoas. Fui usado pelo mal e jamais serei do mal", afirmou na época.