Neste Dia

Geraldo Quintão

Advogado brasileiro, ex-ministro da Defesa e ex-advogado-geral da União

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Geraldo Magela da Cruz Quintão GCMM (Taquaraçu de Minas, 1 de julho de 1935 — 27 de dezembro de 2024) foi um advogado brasileiro. Foi ministro da Defesa e advogado-geral da União.

Em 1961 concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Foi advogado do Banco do Brasil de 1963 a 1977. Até 1988 foi subassessor jurídico regional e chefe da assessoria jurídica regional no Estado de São Paulo. Em 1988, assumiu a consultoria jurídico geral do banco, onde permaneceu até 1993.

Em 1993 foi convidado pelo presidente Itamar Franco para criar a Advocacia-Geral da União (AGU) e em 6 de julho assume o cargo de Advogado-Geral da União. Até aquele momento, o Governo vinha acumulando débitos judiciais decorrentes de sucessivas derrotas nos tribunais e, aplicando a experiência da iniciativa privada, mudou radicalmente o perfil e a própria estrutura da AGU.

Conforme os levantamentos feitos, de 1995 até 1998, a economia gerada pela AGU ao Governo foi em torno de R$ 7,9 bilhões só com ações que eram dadas como perdidas. Mesmo assim, Geraldo Quintão enfrentou críticas, algumas bastante severas. Permaneceu na AGU, mesmo com a eleição de Fernando Henrique Cardoso. Seu papel foi decisivo na batalha jurídica que se travou em torno das privatizações de estatais. Permaneceu no cargo até 24 de janeiro de 2000.

Em 24 de janeiro de 2000 sai da Advocacia-Geral da União para assumir o Ministério da Defesa, em substituição ao ministro Élcio Álvares.

Ele assumiu o ministério já com problemas. Integrava a lista de autoridades a serem processadas pelo Ministério Público federal pelo uso indevido de aviões da FAB. No seu período à frente da AGU, levantou vôo 219 vezes em aeronaves chapa-branca, em geral, para São Paulo, onde mora a esposa, Dineuza.

O ministério da Defesa, ainda estava em processo inicial (criado em 10 de julho de 1999, tinha pouco mais de 6 meses), com os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica preferindo um militar da reserva. Ele era desconhecido na caserna e tinha pouca intimidade com os ritos dos quartéis. Além disso, era autor do parecer favorável à venda de ações da Embraer a um consórcio francês, o que desagradava a Aeronáutica.

Admitido à Ordem do Mérito Militar em 1994 no grau de Grande-Oficial especial por Itamar Franco, Quintão foi promovido em março de 2000 por FHC ao último grau da ordem, a Grã-Cruz.

Permaneceu no ministério até o final do governo Fernando Henrique Cardoso em 1 de janeiro de 2003.

Morreu em 27 de dezembro de 2024, mas a causa da morte não foi divulgada.

Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - janeiro de 2002

Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco - Ministério das Relações Exteriores

Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar - Ministério do Exército

Grã-Cruz da Ordem do Mérito Naval - Ministério da Marinha

Grã-Cruz da Ordem do Mérito Aeronáutico - Ministério da Aeronáutica

Advocacia-Geral da União do Brasil

Ministério da Defesa do Brasil

«Academia Brasileira de Ciências - Geraldo Magela da Cruz Quintão»

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