Neste Dia

Gilda Nomacce

Atriz brasileira

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Gilda Nogueira Macedo (Ituverava, 1 de agosto de 1971), mais conhecida como Gilda Nomacce, é uma atriz brasileira. Nomacce começou a atuar no teatro na década de 1990, mas sua carreira ganhou destaque com papéis nos filmes Trabalhar Cansa (2011) e Quando Eu Era Vivo (2014). Sua presença em filmes como As Boas Maneiras (2017), A Herança (2024), Enterre Seus Mortos (2025) e Prédio Vazio (2025) a fizeram tornar-se reconhecida como "musa do horror nacional". Ela recebeu o prêmio do tradicional Festival de Brasília e acumula indicações para um Grande Otelo, um Prêmio APCA e três Prêmios Guarani.

Nascida na cidade de Ituverava, interior de São Paulo, Gilda Nogueira Macedo descobriu seu dom para atuação ainda na infância. Formou-se em Artes Cênicas pela City Lit School of Art, em Londres. Em seguida, realizou especializações em diferentes países e vertentes da atuação. Nos Estados Unidos, realizou Residência Artística em Watermill Center, coordenada pelo encenador Robert Wilson. Em 2009, viajou para a Rússia onde fez uma nova residência no teatro de Tabakov, em Moscou.

De volta ao Brasil, Gilda passou a integrar o prestigiado Centro de Pesquisa Teatral (CTP), coordenado por Antunes Filho, ao longo de cinco anos, onde atuou em montagens como Fragmentos Troianos e Medeia, de Eurípedes.

Ainda em formação como atriz, Nomacce fez sua primeira aparição na televisão em uma curta figuração na telenovela De Corpo e Alma, de Glória Perez, em 1992 na TV Globo. Ainda na década de 1990, nos anos finais, destacou-se ao se apresentar como cover da atriz Rita Hayworth em sua personagem Gilda, homônima da atriz, aparecendo em diversos programas de televisão, como no Jô Soares Onze e Meia e Programa Ana Maria Braga.

Nomacce progrediu sua carreira no teatro nos anos 2000. Ao lado de atores integrantes do CTP, fundou a Companhia da Mentira, em 2003, cujo primeiro trabalho foi a peça O que Você foi Quando era Criança?, de Lourenço Mutarelli e direção de Donizeti Mazonas e Gabriela Flores. A peça foi ovacionada pela crítica especializada e foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto. A atriz considera o papel nesta peça, onde dava vida a Shirley, como o que mais mudou a sua vida. A partir deste trabalho, ela pôde ser vista por cineastas que logo a convidaram para os seus primeiros trabalhos no cinema. Sua carreira no cinema começou com participações em curtas-metragens. A estreia da atriz foi com a dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, com quem firmaria uma extensa parceria de trabalhos posteriormente, no curta-metragem Um Ramo. No filme de terror, ela interpretou Liciane e projetada nas telas do importante Festival de Cannes, na França, em 2007. Após sua estreia no cinema, ela intensificou seus trabalhos em curtas-metragens trabalhando com inúmeros diretores. No teatro, em 2007, montou Soslaio com a Companhia da Mentira, espetáculo escrito por Priscila Gontijo. Em 2009, atuou em Music-Hall, de Jean-Luc Lagarce, sob a direção de Luiz Päetow, vencedor do Prêmio Shell.

Ainda em 2009, fez seu retorno na televisão na série Tudo o Que É Sólido Pode Derreter, na TV Cultura, interpretando Aurélia no episódio "Senhora". Seu trabalho seguinte no cinema marcou a estreia dela em um longa-metragem ao interpretar Andréa no filme Fucking Different São Paulo, quarto filme da série Fucking Different, produzida por Kristian Pedersen, que reunia inúmeras histórias e cineastas e já havia sido rodado em Berlim, Nova Iorque e Tel Aviv. Em 2011, retoma sua parceria com Marco Dutra e Juliana Rojas no terror dramático Trabalhar Cansa, filme que reunia o realismo fantástico no cotidiano de uma família. Na trama, ela interpreta Gilda, a funcionária do supermercado onde eventos sobrenaturais ocorrem. Por sua interpretação, ela venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Brasília.

Ela apareceu como uma das vítimas do Bandido da Luz Vermelha no filme Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, em 2012, atuando com Ney Matogrosso e sendo dirigida por Helena Ignez. Após realizar participações especiais nas séries (fdp) (2012), Vida de Estagiário (2013) e Psi (2014), integrou o elenco da série de terror Zé do Caixão (2015), que retrata a trajetória do cineasta José Mojica Marins, interpretado por Matheus Nachtergaele. Paralelamente, destacou-se no cinema no terror Quando Eu Era Vivo (2014) e Ausência (2015), sendo indicada ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante por dois anos consecutivos por ambos os trabalhos.

Entre 2015 e 2017, ela esteve em quatro filmes de repercussão. No drama adolescente Califórnia (2015), de Marina Person, interpretou a empregada doméstica Denise. Neste ano ela também esteve no drama Meu Amigo Hindu, de Hector Babenco, interpretando a esposa do personagem Antônio, interpretado por Guilherme Weber. Em 2016, colaborou com Juliana Rojas no filme Sinfonia da Necrópole, um musical de terror, onde interpretou Maristela. Em Como Nossos Pais (2017), drama familiar dirigido por Laís Bodanzky, interpretou Didi.

Destaque nacional no cinema (2018—presente)

Em 2018, ela interpretou uma garçonete sedutora no filme de comédia Todo Clichê do Amor, de Rafael Primot. Posteriormente, obteve destaque no filme de terror As Boas Maneiras, outras colaboração com a dupla Juliana Rojas e Marco Dutra. Sua participação no filme, como uma desconhecida que se interessa em um bar pela personagem principal Clara (interpretada por Isabél Zuaa), rendeu a ela uma indicação ao Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante. Neste ano, também, fez sua estreia na TV Globo participando da série Assédio, onde interpretou Léa, enfermeira na clínica de Roger Sadala (Antônio Calloni). A série é inspirada nos acontecimentos da clínica do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar de várias pacientes. Ela também fez uma pequena aparição na série de comédia Samantha!, da Netflix.

Nomacce também realizou trabalhos importantes nos filmes Todos os Mortos (2020), Garota da Moto (2021), Galeria Futuro (2021) e Meu Nome É Bagdá (2021), sendo indicada pela terceira vez ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante por este último. Ela tem se destacado por suas performances em filmes de terror, sobretudo em A Herança (2024) e Enterre Seus Mortos (2025). Em uma entrevista ao telejornal JMTV, da TV Mirante, sobre o filme de terror Enterre Seus Mortos, Gilda Nomacce fez uma performance ao vivo onde precisou gritar. O vídeo se tornou um viral nas redes sociais, sendo também comentado por outros artistas como Selton Mello, Débora Falabella, Karine Teles, Leonardo Miggiorin e Marco Pigossi. Em resposta, Gilda Nomacce disse que "virar meme, assim como a Renata Sorrah e a Fernanda Torres, é um orgulho tremendo". Em outra entrevista declarou, "muita gente está amando o que aconteceu e muita gente achando despropositado. E acho que é isso a fama: estar sujeito a todas as visões. Estou rindo de tudo com muito prazer e alegria”.

Em 2025, estrelou o terror Prédio Vazio, dirigido por Rodrigo Aragão. Ela interpreta uma zeladora misteriosa de um edifício abandonado à beira-mar, habitado por almas atormentadas. Por sua interpretação, ela foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Atriz de Cinema.

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