Neste Dia

Giovanna Antonelli

Atriz brasileira

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Giovanna Antonelli (Rio de Janeiro, 18 de março de 1976) é uma atriz e empresária brasileira.

Iniciou a carreira em 1991 como Angelicat, assistente de palco da apresentadora Angélica, no programa Clube da Criança da extinta Rede Manchete. Em 1994, estreou como atriz em Tropicaliente, emendando outros papéis consistentes em Tocaia Grande, Xica da Silva, Corpo Dourado, Força de um Desejo e Malhação. Em 2000 ganhou destaque em Laços de Família como Capitu, que se prostituía para sustentar o filho.

Em 2001, interpretou sua primeira protagonista em O Clone, a muçulmana Jade, que vivia um amor impossível com um brasileiro, expondo então os conflitos culturais e religiosos que permeiam as relações humanas. Com este papel ganhou diversos prêmios, passando a ter grande reconhecimento da imprensa internacional. Alçada ao primeiro escalão de atores da Rede Globo, emendou uma sequência de papéis centrais de sucesso como na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003), e nas telenovelas Da Cor do Pecado (2004), Viver a Vida (2009), Aquele Beijo (2011), e Em Família (2014) e A Regra do Jogo (2015), além de retomar a parceria com Glória Perez interpretando a destemida delegada Helô nas obras Salve Jorge (2012) e Travessia (2022), e protagonizar Sol Nascente (2016) e Segundo Sol (2018). Ao longo da carreira conquistou diversos prêmios, como Prêmio Extra de Televisão, Prêmio Qualidade Brasil, Melhores do Ano e Troféu Imprensa.

Antonelli também se destacou no cinema em longas-metragens, como Avassaladoras (2002) e Maria, Mãe do Filho de Deus (2003), além da franquia S.O.S. Mulheres ao Mar (2014–15).

1991–99: Angelicat e primeiros trabalhos

Em 1991, Giovanna Antonelli começou a carreira como Angelicat, como eram chamadas as assistentes de palco da apresentadora Angélica, no programa Clube da Criança da extinta Rede Manchete, no entanto, ela permaneceu no programa Clube da Criança por apenas alguns meses. Em 1992, Giovanna retornou brevemente ao grupo depois que o programa Clube da Criança, foi transferido para o período da manhã e pouco tempo depois o programa Clube da Criança, retornou para o período da tarde. No entanto, ainda em 1992, Giovanna saiu definitivamente do grupo depois que as gravações do programa Clube da Criança, foram transferidas para São Paulo. Em 1994, passou nos testes da Rede Globo, estreando como atriz na novela Tropicaliente, de Walther Negrão, exibida entre maio e dezembro daquele ano. Aos 18 anos, Giovanna interpretava a personagem Benvinda na novela. Logo após, voltou à Manchete para atuar nas tramas Tocaia Grande (1995), de Duca Rachid, Mário Teixeira e Marcos Lazarini, como a protagonista Ressú, e Xica da Silva (1996), de Walcyr Carrasco, como Elvira, a vilã da trama. A personagem fazia parte de um triângulo amoroso e teve um grande destaque. Depois do sucesso na Manchete, voltou à Globo, onde atuou como Judy em Corpo Dourado (1998), de Antônio Calmon, fazendo um triângulo amoroso com os personagens de Felipe Camargo e Fábio Jr. Após uma participação como a prostituta Violeta, na novela Força de um Desejo, de Gilberto Braga, integrou o elenco da primeira temporada do Colégio Múltipla Escolha na série Malhação, interpretando a personagem Isa, filha do personagem de Nuno Leal Maia.

2000–08: Reconhecimento e sucesso internacional

Em 2000, a atriz despontou para o grande público, ao interpretar outra prostituta, Capitu, de Laços de Família, novela de Manoel Carlos. A química com seu par romântico, o ator Luigi Baricelli, cativou o público e a crítica, recebendo vários elogios e ganhando os prêmios de Atriz Revelação e dois de Melhor Atriz. Também em 2000, estreou no cinema com o filme Bossa Nova, sob a direção de Bruno Barreto, fazendo uma pequena participação.

Em 2001, após o sucesso de Laços de Família, a atriz interpretou a protagonista Jade, uma muçulmana dividida entre o amor e as obrigações religiosas, na novela O Clone de Glória Perez. Sua personagem ditou moda nas ruas com véus, joias e maquiagens exóticas que caracterizaram a muçulmana. Além do grandioso sucesso no Brasil a personagem conquistou fãs em vários países do mundo nos quais a novela foi exibida. A novela lhe rendeu seis prêmios, sendo um deles o Prêmio Contigo de Melhor Par Romântico com Murilo Benício. Em 2002, no filme Avassaladoras, foi Laura, uma mulher bem-sucedida que procura um namorado por meio de uma agência de casamentos. No filme, fez par romântico com Reynaldo Gianecchini, com quem contracenaria em outros trabalhos na TV. A participação no filme rendeu a atriz o Prêmio Lente de Cristal de Melhor Atriz no Festival de Cinema Brasileiro em Miami.

Em 2003, Giovanna estrelou a minissérie A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão, interpretando Anita Garibaldi. Nessa época, recebeu vários elogios pela sua desenvoltura, originalidade e pela maneira com que se desvencilhou da marca da sua personagem anterior Jade, que a lançou ao estrelato no Brasil. Ainda neste ano interpretou a Virgem Maria, no filme Maria, Mãe do Filho de Deus, com direção de Moacyr Góes e no teatro com A Paixão de Cristo. Sua atuação no filme foi elogiada por alguns críticos, mas criticada por outros que acharam que a atuação da atriz carecia de mais brilho.

Em 2004 interpretou na novela Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro, a personagem Bárbara, fazendo com que Giovanna tingisse seus cabelos de louro. Principal antagonista da trama foi sua primeira vilã na carreira, recebendo elogios da crítica por ter conseguido apagar da memória as personagens com fama de boa moça que fez anteriormente. No teatro, fez com o ator Murilo Benício a peça Dois na Gangorra, dirigida por Walter Lima Júnior e no cinema o filme A Cartomante, com direção de Wagner de Assis e Pablo Uranga. .

Em 2005-2006, após do grande sucesso das novelas O Clone e Da Cor do Pecado, foi convidada novamente por Glória Perez e João Emanuel Carneiro para interpretar a protagonista principal das novelas América e Cobras & Lagartos, mas recusou os convites por motivos diversos e foi substituída por Deborah Secco e Mariana Ximenes.

Em 2007, após dois anos e meio recusa da TV, voltou ao vídeo como Delzuite, protagonista da primeira fase da minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de Glória Perez. No mesmo ano, foi a protagonista da novela Sete Pecados, de Walcyr Carrasco, onde sua personagem Clarice viveu um triângulo amoroso com Dante (Reynaldo Gianecchini) e Beatriz (Priscila Fantin). Atuou ainda no longa Caixa Dois, dirigido por Bruno Barreto, com o papel de uma secretária de um poderoso banqueiro, usada como laranja para que ele receba um cheque de 50 milhões de reais. Sua atuação recebeu uma crítica negativa, que considerou sua participação "o ponto fraco da trama".

2008–15: Papeis notáveis e cinema

Em 2008, foi convidada para interpretar a protagonista Joana da novela Beleza Pura de Andréa Maltarolli mais ela recusou o convite e foi substituída por Regiane Alves. Giovanna mostrou seu lado cômico, interpretando a atrapalhada e desajeitada Alma Jequitibá, uma das protagonistas da novela Três Irmãs, de Antônio Calmon. Médica ginecologista e obstetra, Alma fica dividida entre dois amores: o personagem de Bruno Garcia e o personagem de Rodrigo Hilbert. No cinema, filmou "The Heartbreaker", uma produção entre Brasil e Estados Unidos, com direção de Roberto Carminati. O longa foi filmado em Florianópolis e Boston e viria a ficar pronto em 2010 e seria lançado dois anos após sua finalização, no dia 14 de fevereiro de 2012.

Em 2009, a atriz voltou aos cinemas, no filme Budapeste, dirigido por Walter Carvalho, baseado no livro de Chico Buarque. No filme, a atriz aparece nua pela primeira vez no cinema como uma egocêntrica apresentadora de telejornal.

Ainda em 2009, interpretou o papel de Dora na novela Viver a Vida, marcando a volta da atriz numa novela de Manoel Carlos após quase 10 anos uma das protagonistas da novela. Na trama, Giovanna interpretou Dora, uma moça humilde que vai para Búzios para tentar uma vida nova e fugir de seu ex-marido que é bandido e pai de sua filha, Rafaela (Klara Castanho). Lá ela conhece Marcos (José Mayer), com quem vive um romance, e reencontra o amigo argentino Maradona (Mario José Paz). No decorrer da trama, Dora fica grávida e não sabe qual dos dois é o pai. Seu papel foi bem recebido pelos críticos, que avaliaram que a atriz desbancou Helena (a protagonista da trama) e roubou a cena. Ainda em 2010, a atriz interpretou a madrasta de Chico Xavier e seus irmãos na adaptação da obra de Chico Xavier, no filme de mesmo nome.

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