Giovanni Battista Grassi (Rovellasca, 27 de março de 1854 – Roma, 4 de maio de 1925) foi um zoólogo italiano. Sua contribuição mais importante é a demonstração de que o mosquito transporta, no seu sistema digestivo, o plasmodium, causador da malária. Com Amico Bignami (1862-1919), demonstrou, em 1899, que o ciclo vital do plasmodium requer a presença do mosquito.
As suas contribuições científicas abrangeram o desenvolvimento embriológico de abelhas, parasitas helmínticos, filoxera parasita da videira, migrações e metamorfoses em enguias, ecupins. Ele foi o primeiro a descrever e estabelecer o ciclo de vida do parasita da malária humana, Plasmodium falciparum, e descobriu que apenas as fêmeas de mosquitos anofelinos são capazes de transmitir a doença. Seus trabalhos em malária permanecem uma controvérsia duradoura na história dos Prêmios Nobel, porque um cirurgião do exército britânico Ronald Ross, que descobriu a transmissão do parasita da malária em aves, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1902, mas Grass, que demonstrou a via completa de transmissão do Plasmodium humano, e identificou corretamente os tipos de parasita da malária, bem como o mosquito vetor, Anopheles claviger, não recebeu a premiação.
Grassi foi o primeiro a demonstrar o ciclo de vida da tênia anã humana Taenia nana, e que esta tênia não requer um hospedeiro intermediário, ao contrário da crença popular. Ele foi o primeiro a demonstrar o ciclo de vida direto da lombriga Ascaris lumbricoides por auto-experimentação. Ele descreveu o verme filarial canino Dipetalonema reconditum e demonstrou o ciclo de vida do parasita em pulgas, Pulex irritans. Ele nomeou o gênero de vermes Strongyloides. Ele nomeou a aranha Koenenia mirabilis em 1885 em homenagem a sua esposa, Maria Koenen. Ele foi pioneiro na fundação do controle de pragas para filoxera de uvas.
Nuove ricerche sulle Termiti, in Bull. della Soc. entomologica italiana, XIX (1877), pp. 75–80;
Intorno all'Anchilostoma duodenale, Pavia 1878 (em colaboração com C. e E. Parona);
Intorno a una nuova malattia del gatto, analoga alla clorosi d'Egitto dell'uomo, in Giorn. di anatomia, fisiologia e patologia degli animali, X (1878), pp. 349–358;
Sovra l'anguillula intestinalis (Rabdonema strongiloides), in Rendiconti del R. Ist. lombardo di scienze lettere e arti, XII (1879), 2, pp. 228–233;
Intorno ad alcuni Protisti endoparassitici ed appartenenti alla classe dei Flagellati, Lobosi, Sporozoi e Ciliati, in Atti della Soc. italiana di scienze naturali, XXIV(1882), pp. 1–54;
Lo sviluppo della colonna vertebrale nei pesci (1882-1883)
Contribuzione allo studio del bacillo-virgola, Gazzetta degli Ospitali, 24-28-Set-1884 (nn. 77-78), pp. 16
I progenitori degli Insetti e dei Miriapodi, I, Morfologia delle Scolopendrelle, in Mem. della R. Acc. delle scienze di Torino, s. 2, XXXVII (1886), pp. 593–624;
L'Japix e la Campodea, in Atti dell'Accademia Gioenia, s. 3, XIX (1886), pp. 1–128;
Contribuzione allo studio dell'anatomia del genere Machilis, ibid., pp. 101–128;
Cenni anatomici sul genere Nicoletia, in Bull. della Soc. entomologica italiana, XVIII (1886), pp. 173–180;
Il sistema dei Tisanuri fondato soprattutto sullo studio dei Tisanuri italiani, in Il Naturalista siciliano, IX (1886), 2, pp. 25–41; 3, pp. 53–68; 4, pp. 77–87; 5, pp. 105–124 (in collaborazione con G. Rovelli);
I Progenitori degli insetti e dei miriapodi (1886)
Anatomia comparata dei Tisanuri e considerazioni generali sull'organizzazione degli Insetti, in Mem. della R. Acc. dei Lincei, s. 4, IV (1888), pp. 543–606;
Come la tenia nana arrivi nel nostro organismo. Nota preliminare, in Giorn. di anatomia, fisiologia e patologia degli animali, XIX (1887), 3, pp. 153–155;