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Gleisi Hoffmann

Política brasileira

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Gleisi Helena Hoffmann (Curitiba, 6 de setembro de 1965) é uma advogada e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), é deputada federal pelo Paraná. Foi presidente nacional do seu partido entre 2017 e 2025 e foi ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, no terceiro governo Lula.

Foi líder estudantil, chegando à presidência da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). Formada pela Faculdade de Direito de Curitiba, exerceu diversos cargos no Legislativo e no Executivo entre 1988 e 2003 e foi diretora financeira da Itaipu Binacional de 2003 a 2006. Elegeu-se senadora da República pelo estado do Paraná em 2010, exercendo o mandato até 2019, e foi ministra-Chefe da Casa Civil de 2011 a 2014, no primeiro governo Dilma Rousseff.

No Senado Federal, presidiu em 2016 a Comissão de Assuntos Econômicos e, em outubro do mesmo ano, foi eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlamento do Mercosul. Foi líder do seu partido na casa, deixando a representação após assumir a presidência do PT.

Em 2018 elegeu-se deputada federal e foi reeleita nas eleições de 2022, sendo a segunda mais votada no Paraná, atrás apenas do candidato Deltan Dallagnol (NOVO).

De família de origem alemã, recebeu o nome de Gleisi em referência a Grace Kelly. Viveu a infância e adolescência na Vila Lindoia, bairro de Curitiba, ao lado do pai Júlio Hoffmann, da mãe Getúlia Adga e dos três irmãos: Bertoldo Paulo (engenheiro), Juliano Leônidas (veterinário) e Francis Mari (administradora de empresas).

A mãe, Getúlia Agueda, Dona Gegê como é mais conhecida, era cabeleireira e seu pai, já falecido, foi um agricultor nascido em Mafra, no norte de Santa Catarina e que morou trinta anos na capital paranaense onde foi representante comercial. Seu avô era o catarinense Bertholdo Hoffmann e seu bisavô foi o imigrante silesiano Julius Hoffmann.

Movimento estudantil e formação acadêmica

Gleisi recebeu educação básica no Colégio Nossa Senhora Esperança, administrado pelas irmãs bernardinas, onde permaneceu até a oitava série. Em seguida, integrou o Colégio Medianeira, de formação jesuítica. Gleisi considerou a educação recebida como uma fase importante da formação de suas convicções: "Fui estudar no Medianeira e fui estimulada pelo próprio colégio a pensar politicamente. Entendi que a visão cristã de igualdade e fraternidade poderia se materializar por meio da ação política." Durante a adolescência, influenciada pelo discurso da Teologia da Libertação, até pensou em seguir a vida como freira na sede do convento da Congregação do Colégio Nossa Senhora da Esperança, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, mas foi impedida pelo pai.

Foi integrante da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (Umesc) e ingressou no curso de Eletrotécnica no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), atual Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde desenvolveu a militância estudantil e foi eleita presidente da Umesc e, posteriormente, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e ainda assumiu a direção da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). No Cefet, onde esteve um ano e meio, ajudou a reorganizar o Grêmio Estudantil após a redemocratização do Brasil.

Em 1987 iniciou o curso de direito na Faculdade de Direito de Curitiba. Após concluir a graduação, cursou MBA em Gestão de Organizações Públicas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, em 2000, e especialização em Administração Financeira pela Faculdade de Administração e Economia do Paraná (FAE) em 2005, em Curitiba.

Realizou ainda diversos cursos, como, por exemplo, de Orçamento Público pela Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP), em Curitiba, em 1997, Gestão de Finanças Públicas pela Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda (ESAF/MF), em 2000, e Finanças Públicas e Programação Financeira, pelo Instituto do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Brasília, em 2000.

Advogada, atuou como assessora na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) de 1988 a 1989, na Câmara Municipal de Curitiba de 1989 a 1993 e na Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, em Brasília, de 1993 a 1998.

Ainda durante o período de sua graduação, passou a atuar como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná em 1988. Em seguida, integrou a assessoria do então vereador Jorge Samek (PMDB), de Curitiba, o mesmo que a levou para a Itaipu Binacional e, mais tarde, ao Partido dos Trabalhadores (PT). Na câmara teve contato com associações de bairros e com movimentos populares da região metropolitana da capital paranaense.

Em 1993, Gleisi foi convidada para trabalhar em Brasília, onde conheceu Paulo Bernardo, com quem se casaria em 1998. Quando o então ex-deputado federal Lula era presidente do PT, foi assessora parlamentar no Congresso Nacional, participando da equipe de técnicos da Comissão de Orçamento e também colaborou com a equipe do Instituto de Cidadania.

Em 1999 foi nomeada diretora de Administração e Finanças e Secretária Executiva de Gestão Financeira do estado do Mato Grosso do Sul. Ocupou o cargo até outubro de 2000 quando foi nomeada para a Secretaria Extraordinária Estadual de Reestruturação e Ajuste, durante a gestão do governador Zeca do PT. No executivo sul-mato-grossense liderou uma reforma administrativa no governo, onde atuou para sanar uma crise financeira e organizacional. Sua gestão foi marcada pelo enxugamento da máquina pública, resultando na redução de 30% dos cargos comissionados e na demissão de cerca de 1.500 funcionários, medidas fundamentais para modernizar a estrutura, regularizar salários atrasados e reformar a previdência estadual.

Em 2002, foi nomeada para comandar a recém criada pasta da Secretaria Municipal de Gestão Pública da prefeitura de Londrina, no norte do Paraná, na gestão de Nedson Luiz Micheleti. Em Londrina buscou a modernização da gestão pública municipal, iniciou a discussão do plano de carreira para os servidores da prefeitura e estabeleceu o pregão eletrônico, gerando uma economia de aproximadamente em 30% nos gastos municipais.

O primeiro contato com o mundo político foi com o seu avô, que a influenciou inicialmente, despertando assim o seu interesse por política e movimentos sociais. Em 1983, aos 17 anos, Gleisi teve o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como o primeiro partido político, influência de sua atuação no período do movimento estudantil. Nessa época, recebeu influências de seus livros de cabeceira, As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, e Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, conforme revelação ao jornalista Aroldo Murá Haygert no livro Vozes do Paraná 2.

O vereador Jorge Samek foi para o PT em 1989 e convidou Gleisi para filiar-se ao partido fundado em São Paulo. A então assessora aceitou ao convite e filiou-se ao movimento de esquerda fundado por militantes, sindicalistas e intelectuais de oposição à Ditadura Militar. Integrante então do PT desde 1989, compôs, de 2002 a 2003, a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua aproximação com o governo federal rendeu a sua nomeação em 2003 para o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional, quando a entidade passou a ser presidida por Samek.

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