Granada (em inglês: Grenada; pronunciado: [ɡrɨˈneɪdə] (); em francês: La Grenade, pronunciado: [la ɡʁə.nad]) é um país caribenho, constituído pela ilha homónima e pela metade sul das ilhas Granadinas, das quais a maior é Carriacou. Tem fronteira marítima com São Vicente e Granadinas, a nordeste, e está também próxima de Trinidad e Tobago, a sudeste, e da Venezuela, a sudoeste. A capital do país é São Jorge (Saint George's em inglês).
Granada é também conhecida como a "Ilha das Especiarias", por causa da produção de noz-moscada, da qual é um dos maiores exportadores do mundo. Sua área territorial é de 344 km², com uma população estimada em cerca de 110 000 habitantes. O pássaro nacional de Granada é a pomba-de-granada, que se encontra na lista de espécies em perigo crítico.
Por volta do século XV, os índios caribes expulsaram da ilha seus primitivos povoadores, os aruaques. Granada foi descoberta em 15 de agosto de 1498, por Cristóvão Colombo, que lhe deu o nome de Concepción. Os espanhóis, porém, não tentaram colonizá-la: manteve-se em poder dos caribes por mais de um século e meio.
Em 1650, o governador francês da Martinica fundou uma colônia em São Jorge e exterminou os índios caribes, passando a importar escravos negros para a plantação de cana-de-açúcar. Até 1762, a ilha ficou sob o domínio francês, quando a ilha passou a depender da coroa britânica, mas após um ataque francês, em 1779, perdeu o território, recuperando-o definitivamente em 1783, pelo Tratado de Versalhes.
Entre 1795 e 1796, ocorreu uma rebelião de escravos, fomentada pelos franceses, mas sufocada pelos britânicos. Em 1833, aboliu-se a escravidão. De 1885 a 1958, Granada foi o centro administrativo das ilhas britânicas de Barlavento e de 1958 a 1962 membro da Federação Britânica das Índias Ocidentais. Cinco anos depois tornou-se um dos Estados Associados das Antilhas Britânicas, com regime autônomo.
A 7 de fevereiro de 1974 transformou-se em estado independente. Em 1979, um golpe de Estado de inspiração marxista levou ao poder Maurice Bishop, que estreitou os laços com Cuba e a União Soviética. Em particular, o regime trabalhou para desenvolver políticas sociais: foi criado um Centro de Educação Popular para coordenar as iniciativas educacionais do governo, incluindo campanhas de alfabetização. A aprendizagem do crioulo grenadiano foi permitida nas escolas. Contudo, a tendência do governo de Bishop para marginalizar o papel da Igreja na educação contribuiu para a deterioração das relações com o clero. No sector da saúde, as consultas médicas foram feitas gratuitamente com a ajuda de Cuba, que forneceu médicos, e o leite foi distribuído a mulheres grávidas e crianças. No sector económico, as autoridades criaram um sistema de empréstimos financeiros e materiais para os agricultores, e foram criadas cooperativas agrícolas para desenvolver a actividade. O governo de Bishop também trabalhou para desenvolver infraestruturas, incluindo a construção de novas estradas e a modernização da rede eléctrica. Finalmente, o governo reprimiu o cultivo da marijuana para encorajar a agricultura alimentar e reduzir a violência. A nível internacional, Grenada estava cada vez mais isolada. O Reino Unido suspendeu a ajuda económica e os Estados Unidos usaram a sua influência para bloquear empréstimos do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Uma cisão dentro do grupo governante desembocou na insurreição dirigida pelo general Hudson Austin em outubro de 1983, que deu lugar à execução de Bishop e à intervenção militar conjunta dos Estados Unidos e de países pertencentes à Organização dos Estados do Caribe Oriental. As tropas cubanas que haviam ajudado o regime anterior foram evacuadas. O Novo Partido Nacional, encabeçado por Herbert Blaize, ganhou as eleições de 1984 e, ano seguinte, os Estados Unidos retiraram suas tropas.
De origem vulcânica, Granada é atravessada de norte a sul por uma cadeia de montanhas cujo ponto culminante está no monte Saint Catherine, de 840 m de altitude. O Grande Estanque, no centro da ilha, é um lago que ocupa a cratera de vulcão extinto, a 530 m de altitude. A costa norte tem muitas praias, e a do sul numerosas enseadas, que formam portos naturais.
O clima, dada a latitude do país, 12°N, é tropical marítimo com duas estações: a úmida (junho-dezembro) e a seca (janeiro-maio). Com relativa frequência é atingida por ciclones que causam grandes danos à agricultura.
As chuvas frequentes e intensas, e o solo fértil, de sedimentos vulcânicos, dão lugar a uma densa vegetal tropical, em que se destacam madeiras de lei, como o mogno. Bananeiras, coqueiros e mangueiras crescem em profusão. Entre as especiarias características da ilha estão a noz-moscada, o gengibre, a pimenta e a baunilha. A fauna inclui macacos, cutias, tartarugas e caranguejos terrestres.[carece de fontes?]
Granada está subdividida em seis paróquias e uma dependência:
Nota: A dependência de Carriacou é composta por várias ilhas, as maiores são a ilha Carriacou e a Petit Martinique (às vezes chamada Petite Martinique ou Little Martinique).
A forma de governo adotada em Granada é a monarquia parlamentarista. Granada integra a Comunidade Britânica de Nações, e o monarca britânico, o chefe de Estado. O governo é dirigido pelo primeiro-ministro, responsável ante o Parlamento, que se compõe de 15 representantes eleitos por cinco anos e 13 senadores.
O Tribunal Supremo Caribenho Oriental é composto de um Tribunal da Apelação e uma Suprema Corte de Justiça (dois juízes de Corte Suprema são destinados a residir na Granada); Corte Itinerante de Apelação com três juízes membro da Corte Caribenha de Justiça (CCJ).
Os principais partidos políticos de Granada são o Novo Partido Nacionalista (NPN), Congresso Nacional Democrático (CND) e Trabalhista Unido de Granada (Gulp).
Grenada é membro titular e participante da Comunidade do Caribe (CARICOM) e da Organização dos Estados do Caribe Oriental (OECS).
Organização dos Estados Americanos (OEA)
Grenada é um dos 35 Estados que ratificaram a Carta da OEA e é membro da Organização. Grenada entrou no Sistema Interamericano em 1975, de acordo com o site da OEA.
Em 30 de junho de 2014, Granada assinou um acordo Modelo 1 com os Estados Unidos da América em relação à Lei de Conformidade Fiscal de Contas Estrangeiras (FATCA).