A Guatemala (pronunciado em castelhano: [gwate̞ˈmala]), oficialmente República da Guatemala (em castelhano: República de Guatemala), (do nahuatl Cuahtemallan, o que significa "lugar de muitas árvores") é um país da América Central, limitado a oeste e a norte pelo México, a leste pelo Belize, pelo Golfo das Honduras e pelas Honduras e a sul por El Salvador e pelo Oceano Pacífico. Com uma população estimada em cerca de 18 917 714 é o país mais populoso da América Central e o 10º da América, e também a sua economia é a 9ª maior da América Latina. A Guatemala é uma democracia representativa; sua capital e maior cidade é Nueva Guatemala de la Asunción, também conhecida como Cidade da Guatemala.
Segundo sua constituição, é uma república democrática e representativa organizada para sua administração em 22 departamentos. Sua capital é a Cidade da Guatemala, tem uma população de 5 301 286 habitantes e uma extensão territorial de 2 253 Km², o que a torna a maior área metropolitana com maior número de habitantes da América Central. Ao mesmo tempo a economia da Guatemala é atualmente a maior da América Central.
A geografia da Guatemala possui uma grande variedade climática apesar de sua pequena extensão territorial devido em grande parte ao seu relevo montanhoso com altitudes que vão desde o nível do mar até 4 220 m acima desse nível. Isso favorece a existência no país de ecossistemas tão variados que vão desde os manguezais das zonas úmidas do pacífico até as florestas montanhosas. O país tem uma área de 108 889 Km². O idioma oficial é o espanhol, embora seja um país multicultural e multilíngue no qual existem vinte e duas línguas maias e línguas como xinca e garífuna. O território onde atualmente está localizada a Guatemala faz parte da área denominada Mesoamérica e ali começou a se desenvolver uma parte importante da civilização maia, razão pela qual também é conhecido como "Coração da civilização maia", estendendo está civilização aos países limítrofe. Após a conquista da Guatemala, este território passou a fazer parte do Vice-Reino da Nova Espanha como Capitania Geral da Guatemala, a partir da independência da Guatemala em 1821, as províncias que compunham o então Reino da Guatemala e que incluíam os atuais países da Honduras, Belize, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e o estado mexicano do Chiapas.
O Reino da Guatemala aceitou o convite do imperador mexicano Agustín de Iturbide para fazer parte do Primeiro Império Mexicano, entidade política que não duraria muito. Após a dissolução do império, a Guatemala passou fazer parte da República Federal da América Central junto com os países centro-americano mencionados. No início do século XX, a Guatemala se caracterizava por uma mistura de governos democráticos, bem como uma série de regimes ditatoriais, os quais eram frequentemente assistidos pelo United Fruit Company e o governo dos Estados Unidos. Em 1944, o líder autoritário Jorge Ubico foi derrubado por um golpe militar pró-democrático, iniciando uma revolução de uma década que levou a profundas reformas sociais e econômicas. Um golpe militar apoiado pelos EUA em 1954 acabou com a revolução e instalou uma ditadura. De 1964 a 1996, a Guatemala sofreu uma guerra civil travada entre o governo e militantes de esquerda, incluindo massacres genocidas da população maia perpetrados pelos militares. Desde um acordo de paz negociado pelas Nações Unidas, a Guatemala alcançou crescimento econômico e eleições democráticas bem-sucedidas, embora continue lutando com altos índices de pobreza e crime, cartéis de drogas e instabilidade.
A atual forma de governo da Guatemala foi estabelecida em 1847, quando foi proclamada a criação da República da Guatemala, e o país começou a se abrir com as nações vizinhas, estabelecendo relações diplomáticas com algumas potências mundiais. Em 1871 houve o triunfo de uma reforma liberal, que foi seguida por uma série de regimes ditatoriais e antidemocráticos que duraram até 1944, Ano em que eclodiu a revolução guatemalteca, essa revolução durou até 1954, ano em que o golpe de Estado retomou o poder no país e precipitou o país em uma guerra civil que começou em 1960 e terminou em 1996. No século XXI, a Guatemala tem uma política econômica relativamente estável que a posiciona como a nona maior economia da América Latina.
Acredita-se que o topônimo "Guatemala" derive da palavra indígena Quhatezmalha, que significa "montanha que verte água", em alusão ao vulcão Agua, que destruiu a Cidade Velha (Santiago de los Caballeros), primeira capital espanhola da capitania geral, ou do náhuatl Quauhtlemallan, que significa "lugar com muitas árvores".
Na pré-história, a atual Guatemala esteve culturalmente ligada à península de Yucatán, e testemunhou a ascensão das civilizações pré-maia e maia. Em suas planícies do norte e centrais ergueram-se as grandes e clássicas cidades maias de Tikal, Uaxactún, Altar de Sacrifícios, Piedras Negras, Yaxhá e Seibal; nos planaltos do sul estavam as cidades de Zacualpa, Kaminaljuyú, Cotzumalhuapa e outras. Elas mantinham conexões políticas e econômicas entre si e com as cidades pré-históricas no sul e centro do México, como as de Teotihuacán e Monte Albán (em Oaxaca).
A Guatemala é o berço da civilização maia, cujo centro era a região de Petén, o que justifica as características únicas da cultura guatemalteca no quadro da cultura centro-americana. Entre os séculos VII e XII, quando os astecas estenderam seu domínio até a Guatemala, os maias migraram para Yucatán. Posteriormente, nova migração os conduziu ao Petén. De 2500 a.C. até ao século X d.C., os Maias viveram uma era florescente, entrando depois em declínio até serem subjugados pelo conquistador espanhol Pedro de Alvarado, lugar-tenente de Cortés, em 1523.
O território da Guatemala foi descoberto em 1523, por uma frota de fragatas do Império Espanhol. Quando chegaram ao território, os espanhóis o encontraram povoado pelos maias-quichés, cachiqueles e tzutoiles. Nada mais restava do antigo esplendor da civilização maia: a tecnologia era atrasada e a atividade econômica revelava estagnação cultural. Como outros grupos ameríndios, não tinham descoberto o uso da roda; além disso, por desconhecerem a metalurgia, seus instrumentos e armas eram de pedra e madeira. A primeira grande expedição, de Pedro de Alvarado, em 1523, entrou pelo território maia, onde encontrou forte resistência, razão pela qual a conquista não pôde completar-se até 1544. A versão maia da invasão espanhola foi recolhida nas crônicas da Casa Izquim Nehaib, redigidas em língua quiché durante a primeira metade do século XVI.
Em 1570, foi criada a Audiência (alta corte com papel político) da Guatemala, mais tarde capitania geral, dependente do vice-reino da Nova Espanha (depois México). A Capitania Geral da Guatemala abrangia toda América Central, desde Chiapatas até a Costa Rica. Durante o século XVIII, piratas e comerciantes ingleses exploravam a madeira da costa dos Mosquitos, autorizados pelo Tratado de Paris de 1763, concessão que culminou com a incorporação de Belize à coroa britânica, em 1862. A capital, também chamada Guatemala, foi destruída por um terremoto em 1773. Suas ruínas formam a Antiga Guatemala, ou Antigua. A construção da nova Guatemala foi autorizada em 1775.
As conspirações anteriores ao movimento de 15 de setembro de 1821 não tiveram grande importância. Depois de três séculos de domínio espanhol, marcado pelo fraco desenvolvimento comercial, esse movimento levou à proclamação da independência da Guatemala, sendo formada uma federação que incluía todos os territórios da antiga Capitania Geral da Guatemala, exceto Chiapas, anexada pelo México. A independência contou com a adesão dos monarquistas da colônia, fortes opositores do regime liberal instaurado na Espanha pela revolução de 1821. A federação uniu-se ao México e um exército expedicionário mexicano liderado por Vicente Filisola submeteu todo o território ao breve Império Mexicano de Agustín de Iturbide. Quando este ruiu (1823), a Guatemala retomou a sua autonomia.