Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (San Andrés Chalchicomula, Puebla, 12 de março de 1911 — Cidade do México, 15 de julho de 1979) foi um advogado, juiz de direito, diplomata e político mexicano e foi presidente do México de 1964 a 1970.
Nasceu em 12 de março de 1911, em San Andrés Chalchicomula (atualmente Ciudad Serdán). Era filho do contador Ramón Díaz Ordaz Redonet (que havia sido chefe politico durante o Porfiriato), e da professora primária Sabina Bolaños Cacho de Díaz Ordaz.
Seu bisavô paterno, José María Díaz Ordaz, foi um general e um advogado que exerceu o cargo de governador do Estado de Oaxaca em meados do século XIX.
Ainda em Oaxaca, estudou nos colegios Saleciano e no Instituto de Ciências e Artes.
Em 1937, obtém o título de advogado pela Universidade Autônoma de Puebla (antigo Colégio do Estado), com a tese "El recurso de queja en el procedimiento civil”.
Atua neste período, em diversos postos acadêmicos, políticos e judiciais em seu estado natal, sendo um deles, o cargo de secretário pessoal do governador Maximino Ávila Camacho. Díaz Ordaz também foi juiz presidente da junta de Conciliação de Oaxaca, vice-reitor da da Universidade de Puebla, e secretário geral de governo, durante o mandato de Gonzalo Bautista.
Eleito deputado Federal em 1943, posteriormente senador (1946 - 1952), e representante do PRI, frente a Comissão Federal Eleitoral. Entre 1953 e 1958 foi vice-ministro do interior.
Durante seu período como senador, forjou uma sólida amizade com Adolfo López Mateos (seu antecessor na presidência do México) e Alfonso Corona del Rosal (que Díaz Ordaz, uma vez presidente, viria a indicar como prefeito da Cidade do México).
Entre dezembro de 1958 e novembro de 1963 foi Secretário de Gobernación (equivalente a ministro do interior) durante a presidência de seu amigo Adolfo López Mateos.
Díaz Ordaz chegou a ser considerado como um dos líderes da ala mais conservadora do Partido Revolucionário Institucional.
Em 17 de novembro de 1963, é indicado candidato do PRI à disputa da presidência. Esta candidatura é apoiada pelos partidos Popular Socialista (PPS), e Auténtico de La Revolución (PARM).
Em maio de 1964, recebe o apoio público do ex-presidente, Lázaro Cardeñas.
Assim que assumiu a presidência, encontrou um país economicamente estável, crescimento esse constituído em mandatos anteriores. Díaz Ordaz manteve a postura de criar empresas pré-estatais, e expandiu a política fiscal.
O direito a greve permaneceu quase nulo nesse período, mantendo sob seu controle o movimento dos trabalhadores, afim de evitar eventuais "riscos" a estabilidade.
Durante seu mandato, constituiu-se uma forte ligação com o governo norte-americano, dando continuidade ao que já vinha se consolidando durante o mandato de López Mateos.
Seguindo o exemplo de seu antecessor, realizou diversos encontros com autoridades norte-americanas, criando uma estrita amizade com os presidente Lyndon Johnson e Richard Nixon. Essa diplomacia tão próxima, tornou-se motivo de rumores entre os mexicanos, isso até os dias de hoje. Uma incômoda dúvida se o presidente Díaz Ordaz seria ou não um informante da CIA
Por outro lado, mostrou-se autoritário por diversas vezes durante seu mandato. A primeira delas foi durante a greve dos médicos, em 1965.
Profissionais da área reivindicavam melhores condições de trabalho, quando diversas de suas manifestações, passaram a ser duramente reprimidas.