Hedda Hopper (nascida Elda Furry; 2 de maio de 1890 - 1º de fevereiro de 1966) foi uma atriz e uma das mais influentes colunistas de fofocas dos Estados Unidos. No auge de seu poder, nos anos 1940, mais de 35 milhões de pessoas liam suas colunas.
Inicialmente atriz de teatro e cinema mudo, Hedda Hopper atuou em mais de 120 filmes, geralmente interpretando mulheres da alta sociedade. Quando sua carreira no cinema entrou em declínio, passou a escrever colunas sobre Hollywood, tornando-se uma figura temida e poderosa, conhecida tanto por seus furos jornalísticos quanto por sua postura agressiva.
Hopper foi uma republicana fervorosa e apoiadora ativa do Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC), sendo uma das principais responsáveis pela criação e manutenção da lista negra de Hollywood. Usou sua enorme influência para denunciar e destruir carreiras de pessoas que considerava comunistas, simpatizantes do comunismo ou moralmente “indesejáveis”. Entre seus principais alvos estiveram o roteirista Dalton Trumbo, o ator e cineasta Charlie Chaplin e a atriz Ingrid Bergman. Também teve papel decisivo em campanhas públicas que afetaram profundamente a vida pessoal e profissional desses artistas.
Ao mesmo tempo, Hopper foi capaz de impulsionar carreiras quando decidia apoiar alguém, como ocorreu com Joan Crawford, cuja vitória no Oscar é frequentemente atribuída à pressão exercida por sua coluna. Conhecida por usar chapéus extravagantes, manter um estilo de vida luxuoso e protagonizar escândalos públicos, ela se envolveu em inúmeros conflitos, inclusive uma rivalidade histórica com a colunista Louella Parsons, com quem dividiu o controle da opinião pública sobre Hollywood por décadas.
Além da imprensa escrita, Hopper atuou no rádio e na televisão, apresentou programas próprios e fez participações especiais em filmes e séries. Escreveu duas autobiografias e manteve atividade intensa como colunista até sua morte. Ela faleceu em 1º de fevereiro de 1966, aos 80 anos, vítima de pneumonia dupla, no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.
Na cultura popular, Hedda Hopper foi frequentemente retratada ou inspirou personagens no cinema, na televisão, no teatro e na música. Um exemplo inicial é a personagem Patty Benedict no filme The Big Knife (1955), interpretada por Ilka Chase, claramente inspirada em Hopper como uma poderosa colunista de fofocas. Ao longo das décadas, Hopper apareceu como personagem em diversos filmes e produções televisivas, interpretada por atrizes como Jane Alexander, Katherine Helmond, Fiona Shaw, Helen Mirren e Judy Davis — esta última indicada ao Emmy por sua atuação na série Feud: Bette and Joan (2017). Ela também foi retratada em documentários, musicais (Chaplin: The Musical), obras radiofônicas e até inspirou personagens fictícios que aludem à sua rivalidade com Louella Parsons, como em Hail, Caesar! (2016). Além disso, sua figura chegou à ópera com Hopper’s Wife, obra que imagina um casamento entre Hedda Hopper e o pintor Edward Hopper, encenada em Nova York em 2016.