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Helena de Constantinopla

Mãe do imperador romano Constantino I

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Flávia Júlia Helena (em latim: Flavia Iulia Helena; Drepanon, 246/248 - Constantinopla, 330), também conhecida como Santa Helena, Helena Augusta, e Helena de Constantinopla, foi a primeira mulher de Constâncio Cloro, e mãe do imperador romano Constantino. Como nunca recebeu o título oficial de 'Imperatriz de Roma' como esposa do imperador, a maior parte dos historiadores defende que Helena nunca foi casada oficialmente com Constâncio, tendo sua união recebido apenas um reconhecimento superficial. De acordo com a tradição cristã, teria sido ela quem descobriu o local de crucificação de Jesus Cristo, tendo sido lá erguida a Basílica do Santo Sepulcro.

Helena nasceu numa família modesta de Drepanon, cidade na província de Bitínia, na Ásia Menor (atual Turquia). Quando conheceu Constâncio Cloro era apenas uma serva e este ainda não tinha o título de César. Por esta razão, não existiu uma oposição à relação. Por motivos políticos, Constâncio divorciou-se de Helena para se casar com Flávia Maximiana Teodora, que era filha natural ou adotiva do imperador Maximiano, que o tinha nomeado como co-regente.

Quando Constantino se tornou imperador em 306, Helena saiu da situação marginal em que se encontrara nos últimos treze anos. Helena adquiriu poder, tendo financiado a construção da nova capital do império, Constantinopla. Em 324 recebeu o título de Augusta, junto com a sua nora, Flávia Máxima Fausta.

Helena converteu-se ao cristianismo e algumas tradições fazem dela responsável pela conversão do filho, que em 313 tinha mandado publicar o Édito de Milão através do qual se passava a tolerar o cristianismo.

Helena gostava muito do seu neto mais velho, Crispus Caesar (filho de Constantino e de Minervina, uma relação ocorrida antes do casamento com Fausta), que foi nomeado pelo pai governante da Gália. Contudo, por volta de 326 Constantino decretou a execução de Crispus, então com vinte anos, que teria tentado seduzir a madrasta. Em vingança pela morte do neto, Helena teria mandado matar Fausta, embora não existam provas cabais disso.

Escavações de Helena em Jerusalém

Por volta dos 80 anos de idade, Helena empreendeu uma viagem a Jerusalém. Sócrates Escolástico escreve que ela o fez após receber instruções em um sonho. O mesmo é relatado pela "Cronografia de Teófanes": «ela teve uma visão na qual lhe foi ordenado ir a Jerusalém e trazer à luz os locais divinos que haviam sido fechados pelos ímpios». Recebendo o apoio de seu filho nesta empreitada, Helena partiu em peregrinação:

Em busca das relíquias da Paixão de Cristo, Helena realizou escavações no Gólgota, onde, ao escavar a caverna na qual, segundo a tradição, Jesus Cristo foi sepultado, encontrou a Cruz Vivificante, os cravos e o título INRI. Também com a peregrinação de Helena a Jerusalém, a tradição do século IX, embora não baseada em crônicas históricas, associa a origem da Escada Santa. A descoberta da Cruz por ela deu origem à celebração da Exaltação da Santa Cruz. Helena contou com a ajuda do bispo de Jerusalém Macário I e de um residente local mencionado em apócrifos, Judas Ciriaco.

Esta história foi descrita por muitos autores cristãos da época: Ambrósio de Milão (c. 340—397), Rufino de Aquileia (345—410), Sócrates Escolástico (c. 380—440), Teodoreto (386—457), Sulpício Severo (c. 363—410), Sozomeno (c. 400—450) e outros.

A viagem e a benevolência de Helena durante a peregrinação são descritas na obra «Vida de Constantino» por Eusébio de Cesareia, escrita após a morte de Constantino para glorificar o imperador e sua família:

Os historiadores mais antigos (Sócrates Escolástico, Eusébio de Cesareia) relatam que, durante sua estada na Terra Santa, Helena fundou três templos em locais de eventos evangélicos:

no Gólgota — o Templo do Santo Sepulcro;

em Belém — a Basílica da Natividade;

no Monte das Oliveiras — a igreja sobre o local da Ascensão de Cristo.

A hagiografia de Santa Helena, escrita mais tarde (século VII), contém uma lista mais extensa de construções, incluindo:

no Getsêmani — a igreja da Sagrada Família;

em Betânia — a igreja sobre o túmulo de Lázaro;

em Hebrom — a igreja junto ao Carvalho de Mamre;

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