Hermann Ludwig Ferdinand von Helmholtz (Potsdam, 31 de agosto de 1821 — Charlottenburg, 8 de setembro de 1894) foi um matemático, médico e físico alemão.
Devotou sua vida à ciência, segundo a Enciclopédia Britannica de 1911. Foi considerado por ela um dos homens mais relevantes do século XIX.
Hermann Helmholtz era filho do chefe do ginásio de Potsdam, Ferdinand Helmholtz, o qual tinha estudado filologia e filosofia e era um amigo próximo do filósofo Immanuel Hermann Fichte, filho de Johann Gottlieb Fichte. O trabalho de Helmholtz seria profundamente influenciado pela filosofia de Fichte e Kant. Ele tentou encontrar provas empíricas das suas teorias, tal como na fisiologia.
Enquanto o jovem Helmholtz estava interessado na ciência natural, seu pai queria que ele estudasse medicina na Charité, pois na ocasião havia ajuda financeira para os estudantes de medicina.
Helmholtz escreveu sobre assuntos diversos, desde a idade da terra até a formação do sistema solar:
na fisiologia e na psicologia fisiológica, contribuiu com teorias da visão, da percepção visual, percepção espacial, visão a cores, sensação de tom sonoro, percepção do som, etc
na física, é conhecido pelas suas teorias da conservação da energia, trabalhos em eletrodinâmica, termodinâmica química e numa fundação mecânica para a termodinâmica
na filosofia, é conhecido por sua filosofia da ciência, idéias sobre a relação entre as leis da percepção e as leis da natureza, sobre a estética e idéias sobre o poder civilizador da ciência
Foi o criador da teoria da Panspermia Cósmica.
Sepultado no Friedhof Wannsee, Lindenstraße.
Helmholtz casou duas vezes. Sua primeira mulher Olga von Velten (1827–1859), filha de um médico, nasceu em 1849 em Dahlem, Berlim. Tiveram dois filhos:
Richard von Helmholtz (1852–1934)
Katharina (1850–1878), casou em 1872 com Wilhelm von Branca
Após a morte de sua primeira mulher casou em 1861 em Heidelberg com Anna von Mohl (1834–1899), filha de Robert von Mohl. Tiveram dois filhos e uma filha:
Ellen (1864–1941), casou em 1884 com Arnold von Siemens (1853–1918)
Teoria da conservação da energia
Em 1847 Helmholtz publicou a monografia Über die Erhaltung der Kraft (Sobre a Conservação da Força), que se tornou clássica e o consagrou. Este foi escrito no contexto de seus estudos de medicina e conhecimentos filosóficos e com base nos princípios matemáticos e físicos por trás da conservação da energia. Essa teoria foi apresentada com uma rigorosa formulação matemática e demonstrou-se ser aplicável tanto aos fenômenos elétricos e eletromagnéticos, quanto aos choques dos corpos inelásticos e no corpo humano. Helmholtz descobriu o princípio da conservação de energia enquanto estudava o metabolismo muscular. Tentou provar que a energia não é perdida nos músculos em movimento, porque isso também significa que não existem “forças vitais” para mover um músculo. Ele mostrou que a hipótese de que o trabalho não pode ser produzido a partir do nada leva então a conservação de energia cinética. Helmholtz demonstrou que em várias situações em que a energia parecia ser perdida, na verdade é convertida em energia térmica. Isso acontece em colisões, os gases em expansão, contração muscular e outras. O conteúdo é designado pelo teorema das forças vivas, interpretado como a constância da soma da variação das vis viva e da “ soma de tensões”, logo, como a constância da soma da energia cinética e energia potencial em todos os processos físicos:
{\displaystyle 1/2mQ^{2}-1/2mq^{2}=\int _{r}^{R}\phi dr}