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Hristo Stoichkov

Futebolista búlgaro

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Hristo Stoichkov, em búlgaro, Христо Стоичков (Plovdiv, 8 de fevereiro de 1966), é um ex-jogador búlgaro de futebol. Atualmente, exerce a função de técnico.

Stoichkov marcou época por três elencos: o do CSKA Sófia na década de 1980 e, principalmente, o do Dream Team do Barcelona no início da década de 1990 e o da Seleção Búlgara da Copa do Mundo de 1994. Suas maiores características eram a perna esquerda desequilibradora e o comportamento desequilibrado.

Stoichkov celebrizou-se como o maior jogador do futebol búlgaro, liderando um desacreditado país a um quarto lugar na Copa de 1994, da qual foi um dos artilheiros. O maestro da Bulgária, que até disputara cinco Copas e não tinha vencido nenhum jogo, deu bastante mostras de sua forte e nada modesta personalidade: "Existe um Cristo lá em cima e outro aqui embaixo. Ambos fazem milagres", em alusão ao seu nome Hristo, a versão búlgara para Cristo. Outra versão da frase é "Existem apenas dois Cristos. Um joga no Barcelona, o outro está no paraíso".

Carreira como jogador em clubes

Atacante, começou a carreira em 1981 na equipe do Maritsa Plovdiv, da segunda divisão búlgara. Sabendo dos problemas de temperamento do Stoichkov, seu pai, que trabalhava no Ministério da Defesa da Bulgária, colocou-o no CSKA Sófia. A esperança era de que ali, no time do Exército, o garoto conseguiria se controlar e amadurecer; Stoichkov tinha a pecha de craque-problema.

Com ainda 19 anos, sua carreira ficou seriamente ameaçada. Na primeira vez que disputou um título, a Copa da Bulgária de 1985, fez o gol da vitória na final contra o arquirrival Levski Sófia. No entanto, em uma partida cheia de lances violentos dos dois times, o jogo terminou com uma briga generalizada. Stoichkov saiu a socos com o goleiro adversário, Borislav Mihaylov.

As imagens do jogo foram tão contundentes na opinião pública búlgara que o próprio Comitê Central do Partido Comunista Búlgaro se reuniu no dia seguinte e decretou o banimento de vários jogadores, dentre eles o jovem Stoichkov. O órgão também determinou que aquela Copa da Bulgária ficaria sem campeão e que os dois times seriam extintos. O Levski virou "Sredets" e o CSKA, "Vitosha".

Uma anistia foi dada aos jogadores um ano depois. Stoichkov voltou a jogar a partir da temporada 1986/87 e conduziu o Vitosha ao título no campeonato búlgaro e na Copa da Bulgária. Novas conquistas dobradas vieram em 1989. A Copa também foi conquistada em 1988. Naquele ano, a punição aos clubes também foi atenuada e eles retomaram os antigos nomes e o CSKA, o título da Copa de 1985. Stoichkov deu-se bastante bem: além dos títulos, ele foi eleito o melhor jogador do país em 1987, 1988 e 1989.

Paralelamente, desde 1987, quando conquistou campeonato e copa búlgaros, já defendia a Seleção Búlgara.[carece de fontes?] Em 1990, ganhou novamente o campeonato búlgaro, do qual sua artilharia foi a maior do continente. Com isso, recebeu a chuteira de ouro europeia, premiação dividida com o mexicano Hugo Sánchez, da equipe espanhola do Real Madrid. O feito faria Stoichkov desembarcar justamente na Espanha, no arquirrival Barcelona.

Não demorou para que seus lançamentos precisos e a perna esquerda fizessem história no clube catalão. Na primeira temporada no Barça, o time quebrou a série de cinco títulos seguidos do Real na liga espanhola, embora o reforço tenha ficado dois meses fora em nova confusão: em seu primeiro clássico contra o Real Madrid, pisou no juiz e foi suspenso, inicialmente por seis meses. Contra outro time madrilenho, o Rayo Vallecano, chegou a ser expulso após receber dois cartões amarelos em seis minutos.

Na segunda, veio o bi, com ele sendo o terceiro jogador na artilharia e, o mais importante: o primeiro título do Barcelona na Copa dos Campeões da UEFA. Stoichkov emendou com o clube outros dois campeonatos espanhóis, em 1993 e 1994. Na temporada 1993/94, viveu mágica dupla ofensiva com o Romário. Stoichkov, no início, não gostou da vinda do brasileiro, uma vez que as regras desportivas só permitiam três estrangeiros por time em campo, e o clube já tinha outros dois: o neerlandês Ronald Koeman e o dinamarquês Michael Laudrup, o que forçaria Cruijff a realizar um rodízio que não agradaria a nenhum dos quatro. Stoichkov chegou a sugerir que o quarto estrangeiro deveria ser seu compatriota Lyuboslav Penev, destaque do Valencia, mas não demorou para se tornar amigo de Romário, a ponto do "Baixinho" ter escolhido o colega para ser o padrinho do filho recém-nascido, Romarinho (o desejo, porém acabou não realizado pois a Seleção Búlgara teve de se encontrar com o presidente do país e Stoichkov não pôde ir ao Brasil).

Em 1994, o Barcelona teve a oportunidade de ser novamente campeão da Copa dos Campeões, agora rebatizada Liga dos Campeões, tendo chegado à decisão contra o Milan na posição de favorito, mas na final foi a vez dos blaugranas levarem de 0–4. Embora semanas depois Stoichkov fizesse uma estupenda Copa do Mundo de 1994 pela Bulgária, aquela derrota marcou o fim do chamado Dream Team e o início de uma decadência para Stoichkov. Foi o tempo também em que a amizade entre ele e Romário desmoronou, com o brasileiro insatisfeito com as intromissões de todos em sua agitada vida extracampo. Ainda assim, ambos tiveram uma última exibição de gala no Camp Nou na temporada pós-Copa, a de 1994/95, em que inspiraram um 4–0 sobre o Manchester United.

Naquela temporada, o Barcelona perderia Romário, não conseguiria títulos e veria o Real ser novamente campeão. Em meio à campanha, o temperamental búlgaro - que não mudara de hábitos na Espanha, discutindo costumamente com jogadores, imprensa e árbitros, além de receber inúmeros cartões amarelos por reclamação e três suspensões superiores a um mês - bateu de frente com o igualmente temperamental técnico do clube, o neerlandês Johan Cruijff. "É Cruijff ou eu", retrucou o búlgaro em uma rádio espanhola em 1995. Cruijff, que já dispensara Gary Lineker, Michael Laudrup e Romário, não titubeou em fazê-lo sair.

Stoichkov então acertou com a emergente equipe italiana do Parma, iniciando um rodízio por diversos clubes. Ficou apenas uma temporada no Parma, retornando ao Barcelona em 1996, após a queda de Cruijff. Já não era mais o mesmo, porém: as referências ofensivas ficaram centralizadas em Ronaldo na temporada 1996/97 e em Rivaldo na de 1997/98.

Deixaria de vez o Barça ainda em 1998, ano em que esteve em outras três equipes: o CSKA, o Al-Nassr e o Kashiwa Reysol. Não deixou tantas marcas em seu retorno à Bulgária. No Al-Nassr, mesmo ficando pouco tempo, faturou a Supercopa da Ásia e a Copa dos Vencedores da Copa Asiática, esta com um gol dele na decisão. No clube japonês do Kashiwa, uma Copa Nabisco.

Em 1999, decidiu encerrar momentaneamente a carreira para ser assistente técnico da Seleção Búlgara. Logo voltou atrás, seduzido pelos dólares da Major League Soccer. Nos Estados Unidos, jogaria dois anos no Chicago Fire e outros dois no DC United, até abandonar de vez os gramados em 2004.

Stoichkov tinha potencial para estrear pela Seleção Búlgara a tempo de ser incluído entre os jogadores do país que foram para a Copa do Mundo de 1986, mas a suspensão em virtude da briga generalizada em que se meteu na final da Copa da Bulgária de 1985 lhe atrapalhou. A estreia viria apenas em 1987, quando ele recuperou sua imagem ao conquistar o campeonato e a Copa da Bulgária com o então Vitosha Sófia.

O jogo foi válido pelas eliminatórias para a Eurocopa 1988 e por pouco os búlgaros não se classificaram: perderam, por um ponto, a vaga para a Irlanda, após perderem em casa para a Escócia na última partida. A boa campanha não se repetiu nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990: a Bulgária amargou o último lugar de seu grupo. Nas da Eurocopa 1992, o time ficou em penúltimo, mas dois pontos atrás do primeiro e único classificado do grupo, a Escócia.

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