Neste Dia

Ibaneis Rocha

Advogado e político brasileiro, ex-governador do Distrito Federal

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Ibaneis Rocha Barros Junior GOMTGV (Brasília, 10 de julho de 1971) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Exerceu o cargo de Governador do Distrito Federal por dois mandatos consecutivos pelo MDB, entre 2019 e 2026, quando renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado Federal, sendo sucedido por Celina Leão (DF).

Em 2018, candidatou-se ao cargo de governador do Distrito Federal, alcançando 41,01% dos votos válidos (634 008 votos) no primeiro turno e derrotando no segundo turno o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB) com 69,79% dos votos válidos (1 042 574 votos). Foi reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022. Rocha é o primeiro governador do Distrito Federal nascido na própria capital do país, embora tenha vivido parte da sua infância no Piauí, região natal dos seus pais.

No dia 9 de janeiro de 2023, após as Invasões na Praça dos Três Poderes por radicais bolsonaristas, Rocha foi afastado do cargo por 90 dias por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, por suposta omissão em coibir os ataques. Em 15 de março de 2023, Alexandre de Moraes revogou o afastamento de Ibaneis Rocha e o governador voltou a exercer o mandato imediatamente.

Em março de 2025 o ministro do Alexandre de Moraes acolheu manifestação da PGR e arquivou inquérito que investigava Ibaneis sobre os fatos de 8 de janeiro de 2023

Filho do administrador Ibaneis Rocha Barros e técnico de farmácia na SES/DF, já falecido, e da auxiliar de enfermagem Maria Mercedes, nascidos nas cidades de Riacho Frio e Ribeiro Gonçalves, no Piauí, Ibaneis Rocha nasceu no Hospital de Base do Distrito Federal, quando seus pais tiveram que passar um período em Brasília. Viveu sua infância no interior do Piauí, se fixando, aos 8 anos de idade, na cidade onde seus pais moravam, Corrente, no extremo sul do estado. Possui como irmão Renato Barros e Érica Barros.

Lá cursou o ensino médio no Colégio São José, tendo antes concluído o ensino fundamental no Colégio Irmãs Mercedárias (Colégio das Irmãs), também naquela cidade. Durante a juventude, Ibaneis Rocha trabalhou como feirante, empacotador e comerciante. Casou-se com uma moradora de Taguatinga, a advogada Mayara Noronha de Albuquerque, filha de servidores públicos e com ela teve seu filho Mateus. Em casamento anterior, com a contadora Luzineide de Carvalho, teve outros dois filhos: Caio e João Pedro. . Ibaneis Rocha e Luzineide Getro também tinham ascendentes como parentes. Anderson Lobato era primo de Salustiano Lobato Rocha e da avó de Ibaneis Rocha.

Retornando a Brasília aos 15 anos, para os estudos, Ibaneis se graduou em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), depois de ser acolhido por muito tempo na casa de sua tia Nelci, em Sobradinho, DF. Depois, pela Universidade Mackenzie de São Paulo, fez pós-graduação em Direito processual do trabalho e Direito processual civil. Em 1990, abriu seu próprio escritório de advocacia na Capital da República, onde trabalhou como advogado em várias categorias do serviço público durante boa parte de sua vida.

Em razão da dedicação à profissão, entre os anos de 2008 e 2009, Ibaneis Rocha foi vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), entre 2007 e 2010, ocupou o cargo de Secretário-Geral da Comissão Nacional de Prerrogativas do Conselho Federal da OAB, entre 2013 e 2015, presidiu a seccional da OAB no Distrito Federal, enfrentando, nessa eleição, uma chapa formada por uma família tradicional no ramo de Direito, e, em 2016, assumiu como diretor do Conselho Federal e corregedor-geral da entidade para um mandato de três anos.

Após 25 anos atuando como advogado, Ibaneis Rocha concorreu pela primeira vez a um cargo público aos 47 anos de idade quando se candidatou ao cargo de Governador do Distrito Federal. Oficializou sua candidatura no dia 5 de agosto de 2018, tendo como seu vice o empresário Paco Britto (Avante) em uma chapa composta inicialmente pelo MDB, Avante, PP, PSL, PPL e PSC, mas este último deixou a aliança para apoiar o ex-governador Rogério Rosso, do PSD. Ibaneis afirmou que o governador Rodrigo Rollemberg ofereceu-lhe a vaga de vice-governador em sua chapa, o que rejeitou, preferindo continuar com sua própria candidatura.

Na primeira pesquisa Ibope, Ibaneis obteve apenas 2% das intenções de votos, empatando com os candidatos Fátima Sousa (PSOL) e Alexandre Guerra (Novo), ficando à frente apenas de Renan Rosa (PCO) e Antônio Guillen (PSTU) e ficando atrás da ex-deputada distrital Eliana Pedrosa (PROS), do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do deputado federal Alberto Fraga (DEM), do ex-governador e atual deputado federal Rogério Rosso (PSD), do General Paulo Chagas (PRP) e de Júlio Miragaya (PT).

Em uma semana, Ibaneis chegou a crescer 14 pontos percentuais, alcançando a marca de 34% das intenções de voto, superando com ampla vantagem os demais oponentes. Na última pesquisa antes do primeiro turno, Ibaneis tinha 43% de intenções de votos válidos, enquanto a segunda colocada Eliana Pedrosa tinha apenas 14%.

No dia 7 de outubro de 2018, no primeiro turno das eleições gerais no Brasil, alcançou a marca de 41,97% dos votos válidos contra 13,94% de Rodrigo Rollemberg e 11,24% de Rogério Rosso, sendo impulsionado pela busca da renovação na política.

No segundo turno das eleições, Ibaneis conseguiu o apoio do terceiro colocado na disputa ao Palácio do Buriti, Rogério Rosso (PSD), e do senador eleito Izalci Lucas (PSDB). Rocha também recebeu apoio do Patriota, que apoiou Eliana Pedrosa (PROS) no primeiro turno; do Podemos, que apoiou Rogério Rosso; do governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); do senador Cristovam Buarque e de seu partido, o PPS, que foi candidato à reeleição na chapa de Rogério Rosso e foi derrotado, 16 anos após seu mandato; do ex-deputado federal Jofran Frejat e de todo o PR; dos partidos DC e PSDB, que compunham a chapa de Alberto Fraga (DEM); do candidato Paulo Chagas, do PRP; do PRB, do SD e do PSC, que compunham a chapa de Rogério Rosso; e do PTB, do PHS e do PMB, que fizeram parte da chapa de Eliana Pedrosa (PROS).

Em 28 de outubro de 2018, alcançando a soma de 1 042 574 votos (69,79% dos votos válidos), Ibaneis Rocha foi eleito governador do Distrito Federal e venceu o então governador Rodrigo Rollemberg do Partido Socialista Brasileiro, que ficou em segundo lugar com a soma de 451.329 votos (30,21% dos válidos).

Governador do Distrito Federal

Situação de emergência na saúde

Em uma das primeiras ações de seu governo, Ibaneis Rocha assinou um decreto declarando situação de emergência na saúde pública do Distrito Federal, permitindo que o governo nomeie aprovados em concursos, faça compras sem licitação, autorize a realização de horas extras pelos servidores, faça contratações temporárias e se utilize da declaração pleitear verba federal. O relatório utilizado para a declaração afirma que a falta de leitos e de profissionais, armazenamento inadequado de medicamentos e cabeamentos de internet e de energia expostos são questões recorrentes em todos os hospitais. Em 2015, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do PSB,também decretou situação de emergência na saúde, estendendo o decreto por dois anos e meio.

Ibaneis Rocha iniciou no Distrito Federal um programa de gestão compartilhada das escolas públicas da unidade federativa. No modelo, a Polícia Militar fica responsável pela segurança, no dia a dia dos estudantes e na promoção de atividades esportivas e musicais, além de se tornar obrigatório aos estudantes um padrão de corte de cabelo. Para a implementação das medidas, o governo se utilizou de votações para analisar a proposta. O governador, no entanto, não respeitou os resultados das urnas, anunciando que mesmo as escolas que rejeitaram a proposta passariam por essa implementação da gestão, fato que gerou a demissão de seu secretário da educação, Rafael Parente, contrário a medida. Sobre a imposição das mudanças, o governador afirmou que quem achasse ruim deveria ir a justiça, que a votação tinha caráter meramente consultivo e que tinham sido manipuladas. Na Câmara, a postura foi criticada pelos parlamentares Leandro Grass (Rede), Fábio Felix (Psol) e Arlete Sampaio (PT).

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