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Ignácio de Loyola Brandão

Escritor brasileiro

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Ignácio de Loyola Lopes Brandão (Araraquara, 31 de julho de 1936) é um contista, romancista e jornalista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. Possui vasta produção literária, tendo sido traduzido para diversos idiomas. Recebeu, entre outros prêmios, o Jabuti em cinco ocasiões (2000, 2008, 2015, 2017 e 2021) e o Machado de Assis pelo conjunto da obra em 2016.

Filho de um ferroviário, seu primeiro trabalho informal de jornalismo foi uma crítica de cinema no jornal A Folha Ferroviária, em 1952. Sua carreira começou em 1965 com o lançamento de Depois do Sol, livro de contos no qual o autor se mostrava um observador curioso da vida na cidade grande, bem como de seus personagens. Trabalhou como editor da Revista Planeta entre 1972 e 1976.

Dono de um "realismo feroz", segundo Antonio Candido, seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, e só liberado em 1979. Além do italiano, esse livro foi traduzido para alemão, coreano, espanhol, húngaro e inglês.

Em 2005, se tornou cronista do jornal O Estado de S. Paulo. Em março de 2019 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Em dezembro de 2010 recebeu a comenda da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 2016 foi agraciado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Em 2000, O homem que odiava a segunda-feira venceu na categoria Contos e Crônicas. Em 2008, o romance O menino que vendia palavras, publicado pela editora Objetiva, foi premiado nas categorias Infantil e Livro do Ano de Ficção. Já Os olhos cegos dos cavalos e Se for pra chorar que seja de alegria venceram, respectivamente, nas categorias Juvenil e Contos e Crônicas, em 2015 e 2017. Em 2021 foi eleito personalidade literária do ano.

A Saga de um Campeão (1996 - sobre o São Paulo FC)

Obscenidades para uma dona de casa (1981);

Cabeças de segunda-feira (1983);

O homem do furo na mão (1987);

Sonhando com o demônio (1998);

O homem que odiava segunda-feira (1999);

Bebel Que a Cidade Comeu (1968);

O Beijo Não Vem da Boca (1985);

A Altura e a Largura do Nada (2006);

Desta Terra Nada Vai Sobrar, A Não Ser O Vento Que Sopra Sobre Ela (2018).

Cães danados (1977) - Reescrito e publicado como O menino que não teve medo do medo (1995);

O homem que espalhou o deserto (1989);

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