Neste Dia

Imara Reis

Actriz brasileira

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Imara dos Reis Ferreira, conhecida como Imara Reis (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1948), é uma atriz e diretora teatral brasileira. Célebre especialmente por seu extenso trabalho no teatro e no cinema nacional. É vencedora de 3 kikitos no Festival de Gramado, 3 troféus no Festival de Brasília, além de várias outras premiações.

Em 2023 foi agraciada com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal Fluminense, devido a sua contribuição as artes em mais de 50 anos de carreira.

Ao longo de mais de quatro décadas de atividade em cinema, Imara trabalhou com importantes diretores brasileiros, dentre eles Norma Bengell, Carlos Reichenbach, Guilherme de Almeida Prado, Alberto Salvá, Sérgio Bianchi, Oswaldo Caldeira, André Sturm e Sérgio Toledo.

Seu primeiro contato com o teatro foi no Colégio Santa Marcelina, onde participou do grupo teatral. Formou-se em Letras (francês e português) pela Universidade Federal Fluminense, onde também fez Teatro, no Grupo Laboratório, juntamente com Tonico Pereira e José Carlos Gondim, e cursou a pós-graduação em Teatro pela Escola de Comunicação e Artes da USP.

Em 1973, convidada por Tonico Pereira, passou a integrar o Grupo Chegança, de Luis Mendonça, do qual faziam parte, entre outros, Ilva Niño, Sônia de Paula, Tony Ferreira, Adélia Sampaio, Tânia Alves e Elba Ramalho. Neste grupo, participou dos espetáculos "As Incelenças", "Viva o Cordão Encarnado" e o musical "Lampião no inferno", onde trabalhou com o lendário Madame Satã. Lampião no inferno teve sua estreia e temporada suspensas pela Censura, sendo levado para São Paulo. Logo depois participou de "Porandubas Populares", sob a direção de Mario Masetti e , a seguir, foi aprovada no teste para a estreia nacional de "Lição de Anatomia", de Carlos Mathus. Nesta época começou a trabalhar como atriz de publicidade, e participou de inúmeros comerciais. No mesmo ano, também foi integrante do elenco da primeira montagem de "Calabar", obra de autoria composta por Chico Buarque e Ruy Guerra.

No final dos anos 1970, em viagem de estudos à Europa, fez cursos de especialização em Paris e Madri, além de ter protagonizado seu primeiro curta-metragem, "Sílvia", de Helena Rocha (1978).

Em 2010, a editora Imprensa Oficial de São Paulo publicou, pela série Perfil da coleção Aplauso, uma biografia de Imara Reis por Thiago Sogayar Bechara, intitulada "Van Filosofia".

Iniciou sua trajetória em 1979 na telenovela Dinheiro Vivo, da Rede Tupi, interpretando Marilu; além de atuar, dois anos mais tarde, com o mesmo nome em Os Adolescentes, na Rede Bandeirantes, obra no qual trabalhou com a atriz Norma Bengell. Em 1982, deu vida a Norma em Ninho da Serpente e, cinco anos depois, foi para Rede Globo encarnar na pele de Vera, na segunda fase de Mandala. Concluiu a década como Katy na obra francesa Les Cavaliers aux yeux verts.

No início da década de 1990, retornou ao Brasil para viver a advogada Carmem na minissérie Meu Marido e como Santa na telenovela Salomé. Dois anos mais tarde, foi Diana em Contos de Verão. Em 1995, interpretou Eleonora na obra A Idade da Loba e, nos dois anos seguintes, esteve no episódio "Vida Perdidas" do programa Você Decide e atuou como Guilhermina Caldas Penteado em Os Ossos do Barão. Concluiu o decênio participando outra vez do Você Decide, desta vez no episódio "O Flagrante", e encarnou na pele de Helena em Chiquititas.

Em 2001, participou da telenovela O Direito de Nascer como Mercedes. Posteriormente, foi narradora da obra É a Vovozinha!, na TV Brasil.

Estreou nas telonas em 1979 como Vera em Inquietações de Uma Mulher Casada. No início da década de 1980, esteve no elenco de Post Scriptum, além de ser convidada para participar de Retrato Falado de uma Mulher sem Pudor. Em 1983, participou do filme Doce Delírio e foi Sabrina em Flor do Desejo. Neste último, foi eleita 'Melhor Atriz' pelo Prêmio Governador do Estado. Dois anos mais tarde, interpretou Flora em Sonho sem Fim, conquistando novamente o Kikito no Festival de Gramado. Entre 1986 e 1987, participou do curta-metragem Obscenidades, atuou nos longas Filme Demência como Dóris e Cigana, onde foi eleita 'Melhor Atriz Coadjuvante pelo Festival de Gramado. Foi diversos personagens em A Dama do Cine Shanghai e Helena Trauberg em Vera.

No ano seguinte, deu vida a Neuza em Jardim de Alah, eleita 'Melhor Atriz Coadjuvante' pela terceira vez no Festival de Gramado, além de protagonizar uma mulher abandonada pelo amante em Três Moedas na Fonte. Posteriormente, atuou em Jorge, um Brasileiro e Romance, onde ganhou o prêmio de 'Melhor Atriz' pelo Festival de Brasília. Encerrou o decênio como Peidolina em O Grande Mentecapto, eleita duas vezes como 'Melhor Atriz Coadjuvante' no Festival do Rio e pela Cinesesc.

No início da década de 1990, fez participação especial em Manobra Radical e foi protagonista do curta-metragem Mano a Mano, sendo eleita 'Melhor Atriz' pela segunda vez no Festival de Brasília. Em 1993 a 1996, atuou nos curtas A Voz do Morto, A Resignação e Piccola crônica. Posteriormente, esteve nos longas O Guarani como Dona Laureana e A Hora Mágica como Angelita. No primeiro ano do Século XXI, interpretou Flor em Minha Vida em Suas Mãos, conquistando pela terceira vez o Festival de Brasília, desta vez na categoria de 'Melhor Atriz Coadjuvante'.

Em 2004, esteve no curta-metragem O Sequestro e, no ano seguinte, em Ímpar Par. Em 2008, viveu Teresinha em Onde Andará Dulce Veiga? e a matriarca Antônia Santana em Remissão, além de encarnar na pele de Dedé em Bodas de Papel. Posteriormente, fez aparição nos curtas A Mais Forte e Nova Bandeira Para a Nação. Em 2011, participou dos filmes Amanhã Nunca Mais como confeiteira Dulce e Família Vende Tudo como Eunice. No ano seguinte, integrou o elenco de 5 Horas Rumo Norte. Em 2016, interpretou Mary em Magal e os Formigas, encerrando o decênio no ano seguinte pela obra Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer.

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