A imigração coreana no Brasil teve seu início oficial em 23 de fevereiro de 1963. Anteriormente, há registros de cidadãos coreanos imigrantes, especialmente pequenos grupos familiares chegados na década de 1950. Os primeiros registros remontam a 1918, quando os primeiros coreanos teriam aportado no Brasil. Eram apenas seis pessoas que vieram visitar o país e não retornaram. Atualmente estima-se cerca de 50 mil coreanos e descendentes no Brasil. Os coreanos são um dos grupos de imigrantes a vir mais recentemente ao país. Cerca de 92% habitam o estado de São Paulo. Destes, 90% residem e trabalham na capital paulista.
A presença coreana em São Paulo
Os primeiros imigrantes coreanos que chegaram na cidade de São Paulo no início dos anos 1960 se instalaram na Baixada do Glicério. Ali moraram e abriram seus negócios. Com o passar do tempo, a comunidade começou a mudar seu comércio para tradicionais bairros, como o Brás. O bairro preferido dos coreanos para morar passou a ser a Aclimação. Na década de 1990, o comércio atacadista e de produtos mais baratos se fixou no Brás, enquanto as lojas das confecções coreanas voltadas para a moda feminina mudaram-se para o Bom Retiro, estima-se que 80% dos coreanos instalados no Brasil trabalhem com roupas e que de cada três peças de moda feminina feitas no Brasil, uma delas é feita por empresa da comunidade coreana, onde atualmente vivem aproximadamente 40 mil deles. Por ter os seus negócios naquele bairro, boa parte da comunidade coreana mudou também suas residências para o Bom Retiro, que hoje é um bairro formado também por coreanos, além de outras comunidades como os judeus, árabes e gregos.
Os coreanos no Paraná chegaram a partir de 1967 e foram instalados na localidade de Santa Maria, núcleo localizado no quilômetro 144 da Rodovia do Café, no município de Tibagi, na região dos Campos Gerais. Foram 53 famílias católicas que partiram do porto de Busan, na Coreia do Sul, em 17 de novembro de 1965, com apoio do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA), do Itamaraty e de órgãos da Igreja Católica brasileira. Em 9 de janeiro de 1966 chegaram ao Rio de Janeiro e em 12 de janeiro de 1966 ao porto de Paranaguá. Do porto, os imigrantes seguiram de trem por Castro até Ponta Grossa e Tibagi, onde ergueram a Colônia Coreana Santa Maria. Os pioneiros construíram casas de madeira, prepararam a terra manualmente para o cultivo de arroz e batata e criaram granjas para a subsistência. Valores como disciplina, coletividade, perseverança e ética no trabalho impulsionaram o seu desenvolvimento. Os jovens percorriam até 35 km diariamente para estudar, superando barreiras linguísticas e culturais, e muitos se formaram em medicina, direito e engenharia, migrando do campo para as cidades. Outros coreanos, em menor número, chegaram ao estado na última década, concentrando-se mais nas grandes cidades como Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu.
Em 2026, a comunidade completou 60 anos de presença no Paraná, celebrados com uma exposição na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, com painéis de fotos históricas, registros da instalação na Fazenda Santa Maria e uma coleção de livros bilíngues doados pela Associação dos Coreanos ao acervo da Biblioteca.
A migração coreana no Ceará se intensificou com a instalação da CSP a partir do ano de 2011 no Porto do Pecém. O empreendimento contava com 50% de capital de empresas sul-coreanas, sendo 30% da Dongkuk Steel e 20% da POSCO, o que trouxe significativa mão de obra sul-coreana.
Relações entre Brasil e Coreia do Sul
Relações entre Brasil e Coreia do Norte
«Embaixada da República da Coreia na República Federativa do Brasil»