Ismail Kadaré (Gjirokastër, 28 de janeiro de 1936 – Tirana, 1 de julho de 2024) foi um escritor albanês. Filho de um funcionário público, presenciou a devastação da Albânia pelas tropas que se digladiaram durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que deixou as suas marcas tanto na sua vida como na sua obra.
Kadaré foi considerado um dos maiores escritores e intelectuais europeus do século XX e, além disso, como uma voz universal contra o totalitarismo.
Estudou história e filologia na Universidade de Tirana e no Instituto Gorky de Literatura em Moscou. Depois de sofrer ameaças do regime comunista albanês, exilou-se em França em outubro de 1990, tendo logo recebido a nacionalidade francesa. Só após a queda do regime comunista albanês passou a poder viajar entre França e Albânia.
Kadaré aproveitou qualquer oportunidade para atacar o regime em suas obras, por meio de alegorias políticas, entendidas por educados leitores albaneses.
Recebeu muitos prémios literários, e foi nomeado diversas vezes para o Prémio Nobel da Literatura, onde quase sempre aparece na lista de favoritos.
Recebeu o Prémio Internacional Man Booker em 2005.
Em 2009 foi galardoado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das letras.
A maioria de seus livros foi traduzida para o português com base no original albanês por Bernardo Joffily.
Isamil Kadaré morreu em 1 de julho de 2024, aos 88 anos em Tirana, capital da Albânia, vitimado por uma parada cardíaca.
As datas referem-se à primeira edição portuguesa e não correspondem à data ou ordem de escrita:
Os tambores da chuva (tít. orig. albanês: "Kështjella" (1970), Companhia das Letras, 2003
Concerto no fim do inverno (Koncert në fund të dimrit) 1991
O Palácio dos Sonhos (Pallati i ëndërrave) 1992
Três Cantos Fúnebres pelo Kosovo 1999
Abril despedaçado (Prilli i Thyer) 2002 - serviu de argumento para o filme Abril despedaçado
O General do Exército Morto (Le général de l'armée morte) 2004
O jantar errado, (Darka e gabuar), Companhia das Letras, 2013.
O acidente, (Aksidenti), Companhia das Letras, 2010