Itabaianinha é um município brasileiro do estado de Sergipe. Encontra-se na região Sul do Estado. É o segundo maior município da região. Além de Itabaininha, estão na região Tomar do Geru, Cristinápolis, Umbaúba, Estância e mais outros seis municípios.
O topônimo "Itabaianinha" é o diminutivo de "Itabaiana", localidade da qual provinham seus fundadores e primeiros habitantes.
"Itabaiana", por sua vez, é possível que se origine do tupi, pela aglutinação dos vocábulos "ita", que significa pedra, em referência às serras (presentes em ambos os locais, motivo que levou os pioneiros a assim batizar o município), "taba", que quer dizer aldeia indígena, e "oane", significando "alguém", o que equivale, portanto, a "Serra com aldeia, na qual mora alguém" ou "[...] na qual mora gente".
Segundo o historiador Laudelino Freire, antes de ser colonizada, a região possivelmente foi ocupada por uma aldeia indígena. O primeiro povoamento foi fundado em meados do século XVIII por tropeiros (comerciantes viajantes) oriundos de Itabaiana, que, enquanto levavam tecidos de algodão para as terras mais ao sul, construíram algumas edificações e uma capela num lugar à época denominado como "alto do urubu". Talvez muito por conta disso, a primeira cultura da economia local do povoado foi a lavoura algodoeira.
A primeira menção escrita à localidade se dá em 1808, no livro "Memória sobre a Capitania de Sergipe", do então padre Marcos Antônio de Sousa (que futuramente seria o primeiro bispo do Brasil independente), num trecho que versa justamente a respeito desse tema:
O povoado estava em crescimento e com evolução urbana relativamente acelerada. Por exemplo, em 1827, por lei imperial, foi instituída uma escola de primeiras letras na localidade, sendo que o texto legal especificava sua aplicação em "cidades, vilas e lugares mais populosos do Império". Em vista disso, no ano de 1834 o Presidente da Província de Sergipe encaminhou à Assembleia Geral um projeto de lei que propunha a emancipação política, civil e religiosa do povoamento.
Assim sendo, em 1835, ocorreram diversas transformações no estatuto jurídico de Itabaianinha, culminando em sua emancipação em 19 de fevereiro daquele ano. Primeiramente, em 17 de janeiro ela foi anexada ao recém-criado município de Nossa Senhora dos Campos do Rio Real (atual Tobias Barreto). Depois, foi elevada a distrito e freguesia em 6 de fevereiro, e finalmente promovida a vila no dia 19 de fevereiro, marco que, na legislação imperial, representava a autonomia política de uma localidade, com ela passando a ter Câmara de Vereadores, cadeia pública, faculdade de cobrar tributos locais e de estabelecer normas no escopo municipal, as chamadas "posturas".
Nessa mesma data, a Vila de Nova Thomar (atual Tomar do Geru), que estava em decadência, foi anexada a Itabaianinha. O novo município apresentou, a princípio, contendas territoriais a respeito dos limites com Campos, a oeste, chegando a população local a tentar impedir a criação deste.
Na segunda metade do século XIX, foi afetada por uma epidemia de cólera e, posteriormente de varíola que, em 1870, chegou a vitimar um grande número de pessoas, incluindo 77 idosas, consternando a população local. Com a expansão do higienismo, que estava em voga no mundo da época, a Câmara, o vigário paroquial Bernardino de Senna Amaral e a Assembleia Legislativa Provincial acabaram por, numa ação coordenada, construir o Cemitério Senhor do Bonfim como medida de saúde pública, em substituição aos ritos mortuários intra muros, isto é, dentro da igreja.
De acordo com o Censo de 1872, o único recenseamento a nível nacional realizado durante o período imperial, Itabaianinha contava pouco menos de dez mil habitantes, sendo por volta de 10,5% escravos e o restante livre. A maior parte da população vivia da agricultura, mas também se verificava considerável presença de profissionais de corte e costura.
Com a Proclamação da República no Brasil, a Câmara Municipal de Itabaianinha aderiu ao novo regime em duas sessões, nos dias 24 e 27 de novembro de 1889, sendo o órgão dissolvido pouco depois, junto com as demais casas legislativas pelo país. O novo governo impôs, em 2 de janeiro de 1890, o Conselho de Intendência, um triunvirato que substituiria a antiga administração municipal, composto por Antônio Imgidio de Souza (presidente da junta), João Martins de Souza e Ernesto José de Souza.
Em 19 de setembro de 1891, a Vila de Itabaianinha é elevada, pelo decreto estadual nº 3, à condição de cidade, algo que na época era uma distinção quase totalmente honorária reputada a grandes vilas, pouco acrescentando à autonomia local. Nessa época, Itabaianinha possuía 13.471 habitantes e era o sexto município mais populoso do estado.
Na virada do século XIX para o século XX, Itabaianinha e Sergipe viveram o olimpismo, movimento político encabeçado pelo padre Olímpio Campos, que governou o estado entre 1899 e 1902. Durante sua gestão, trouxe para a cidade os correios e telégrafos, além de ter se empenhado pessoalmente para a edificação da linha férrea no município, tendo, contudo, sua inauguração se dado em 1911, após a sua morte. O olimpismo continuou com o governo de Guilherme Campos, irmão de Olímpio, entre 1905 e 1908.
Em virtude da Lei estadual nº 641, de 1913, o território correspondente a Pedrinhas foi desanexado de Itabaianinha e incorporado a Arauá.
Com a instituição do cargo de prefeito, seu primeiro ocupante, apontado pelo governo, foi o padre Manoel Vieira dos Santos, que governou entre os anos de 1935 e 1941. Por considerarem sua gestão rígida, foi apelidado pelos jornais da capital estadual de "O Padre de Aço". Pela Lei estadual nº 525-A, de 1953, o distrito de Geru foi desmembrado de Itabaianinha, emancipando-se para dar origem ao atual município de Tomar do Geru.
Atualmente, o município tem em enfoque a indústria têxtil, com a realização de desfiles de moda e presença de atividade manufatureira. A maior parte do PIB advém do setor terciário, de serviços. No entanto, em 2010, o IDH-M de Itabaianinha era apenas o 67º maior dentre os 75 municípios sergipanos.
O município abrange uma área de 501,794 km². O relevo de Itabaianinha é ondulado, com regiões serranas especialmente no norte do município, incluindo pontos turísticos como a Serra da Pioneira e o Pico da Pedra Branca. Geomorfologicamente, há zonas de pediplanos retocados inumados, bem como zonas homogêneas tabulares, ambas pertencentes aos tabuleiros do Rio Real. Perto da divisa com Cristinápolis, há ocorrência dos tabuleiros costeiros do Brasil Centro-oriental. O município é o 5º de maior altitude em Sergipe, com altitude média na sede próxima aos 225 metros.
Seu solo é rico em argilas vermelhas e cinzentas, sendo dos tipos argissolo vermelho-amarelo eutrófico, argissolo vermelho e planossolo. Os principais cursos d'água de Itabaianinha são os rios Itamirim e Arauá.