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Itapajé

Município brasileiro do estado do Ceará

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Itapajé é um município do estado do Ceará, no Brasil. Sua população estimada em 2025 de acordo com o (IBGE) é de 49.073 mil habitantes. É conhecida por ser a Capital Cearense dos Bordados, herança passada entre mulheres Itapajeenses. Também é conhecida por "Princesa Serrana" devido a serras em seu entorno, localizada no Maciço de Uruburetama ou Serra de Uruburetama. Itapajé é terra do advogado, escritor e poeta cearense, José Quintino da Cunha (1875-1943) e da Primeira Mulher eleita Deputada Estadual do Ceará, Maria Zélia Mota (1934-2025), foi deputada entre 1975 e 1978 pelo ARENA. No dia 02 de Fevereiro de 1883 o município de Itapajé torna-se legitimamente o Segundo município do Ceará a abolir a prática da escravatura, sendo o primeiro o município de Redenção.

O topônimo Itapajé vem da Língua Tupi. Significa "Feiticeiro de Pedra", através da junção dos termos Ita (Pedra) e Pajé (Feiticeiro). Sua denominação original era Riacho do Fogo,Povoado de Nossa Senhora da Penha, Vila Constituinte, Santa Cruz de Uruburetama, São Francisco de Uruburetama, São Francisco e, desde 1931, Itapajé.

O mesmo termo também foi utilizado posteriormente para nomear o navio brasileiro Itapajé, utilizado no transporte de carga e de passageiros, torpedeado pelo submarino alemão U-161, em 26 de setembro de 1943, no litoral do estado de Alagoas. O nome Itapajé designava ainda um antigo porto na atual cidade de Itarema, no período colonial, época das charqueadas no Ceará.

As terras do atual município de Itapajé localizam-se na região centro-sul da Serra de Uruburetama, onde habitavam os índios Guanacés, Apuiaré e outras etnias de línguas Tupi e Tapuia.

A primeira descrição da região da Serra da Uruburetama encontra-se em 'Relação do Maranhão de 1608' do padre jesuíta Luís Pereira Figueira que relata sua incursão na "Serra dos Corvos" junto com o padre Francisco Pinto em 1607. A 'Missão do Maranhão' que tinha como objetivo de catequizar os índios Tabajaras da Serra da Ibiapaba.

No final do século XVII, com a definitiva ocupação da terras da Capitania do Siará Grande pelos portugueses, esta região começou a ser ocupada pela lei de Sesmarias. O início da colonização da Serra da Uruburetama se deu quando em 1720 foi concedida ao Capitão-Mor das Entradas Bento Coelho de Moraes e à sua neta Maria da Assunção uma data de sesmaria no centro da Serra da Uruburetama. Em 1739, Maria da Assunção recebe de seu avô a porção de terras entre o rio Mundaú e o rio Caxitoré, após seu casamento com Hilário Pereira Cordeiro. Já em 1750 o casal vende a data de sesmaria a Manoel Gomes Ramos, que a recebe em concessão no 7 de agosto de 1750.

No final do século XVIII, o Frei Vidal da Penha, em uma das suas visitas de desobriga (visita de um padre a um local que não tem padres), plantou, no reduto, o seu tradicional cruzeiro. No local erigiu-se a Capela de Nossa Senhora da Penha, primeiro nome do povoado que se formava no seu entorno com a chegada de portugueses que visavam à implantação a pecuária na região.

Em 1849, o povoado de Nossa Senhora da Penha é elevado à categoria de vila com a denominação de Vila da Constituinte, pela Lei Provincial nº 502, de 22 de dezembro de 1849. A vila tornou-se a sede do município de Santa Cruz da Uruburetama em 1850, que teve seu território formado através do desmembramento de terras dos municípios de Fortaleza, Canindé e Itapipoca. Em 1859, a sede do município é transferido para a vila de São Francisco de Uruburetama, através da Lei Provincial nº 88, de 20 de julho daquele ano.

Itapajé entrou para história do Brasil como a segunda cidade a libertar escravizados, no dia 2 de fevereiro de 1883.

Ao longo do tempo, Itapajé, que teve sua sede inicial no distrito de Santa Cruz, Itapajé, recebeu inúmeras denominações. Inicialmente fazia parte da Vila do Forte (atual Fortaleza), e era referenciada em diversos documentos oficiais como povoado de Nossa Senhora da Penha:

Antes de 1800: Povoado de Nossa Senhora da Penha da Uruburetama, parte da Vila do Forte, atual Fortaleza (de acordo com documentos eclesiásticos antigos);

1818: Povoado de Santa Cruz, parte da Vila do Forte;

1846: Santa Cruz, parte do município da Imperatriz (atual Arapari, Itapipoca);

1849: Vila da Constituinte (atual Santa Cruz, Itapajé), elevado à categoria de município;

1850: Santa Cruz da Uruburetama;

1859: São Francisco da Uruburetama (sede do município transferida para a atual localização de Itapajé);

1931: São Francisco, voltando à categoria de povoado e anexado ao município do Arraial (atual Uruburetama);

1933: São Francisco, restaurado como município;

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