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Itapema

Município no litoral norte de Santa Catarina

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Itapema é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Sua população, conforme a contagem do Censo 2022, é de 75.940 habitantes.

Localiza-se à latitude 27º05'25" sul e à longitude 48º36'41" oeste, estando a uma altitude de 2 metros.

Existem duas possibilidades etimológicas para o topônimo "Itapema":

Pode ser uma referência a um dos nomes populares do gavião-tesoura.

Pode ter origem na língua tupi antiga por meio da composição entre as palavras itá ("pedra") e pema ("anguloso"), significando "pedras angulosas".

Os primeiros habitantes conhecidos do litoral de Santa Catarina foram povos coletores, os quais foram derrotados, por volta do ano 1000, pelos índios carijós. Estes, a partir do século XVI, foram escravizados pelos colonos de origem europeia de São Vicente.

Em meados do século XVIII houve a chegada de povoadores açorianos, a partir da baía de Porto Belo. Distante mais de 8 000 quilômetros de Santa Catarina, os açorianos que emigraram para o Brasil século XVIII (entre 1748-1756) têm suas origens nas ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial, Graciosa e São Miguel. Os açorianos, já alocados nas comunidades de São Miguel e Santo Antônio, foram os responsáveis pelo povoamento da baía de Porto Belo, onde ajudaram a fundar a freguesia de Porto Belo em 18 de dezembro de 1824, depois transformada em vila em 13 de outubro de 1832.

Os descendentes desses imigrantes, no início do século XIX, povoaram a região de Itapema, dando a ela, em 30 de dezembro de 1914, sua primeira estrutura administrativa, com a criação de seu Distrito Policial.

Os açorianos continuaram, nos anos posteriores a sua vinda, sua tarefa povoadora, expandindo-se para além da fronteira estadual. Os terrenos de suas moradias obedeciam ao modelo açoriano do litoral, ou seja, em forma de "espinha de peixe", onde, em perpendicular a uma via central, se estendiam, originando um área retangular. Essa área, com os casamentos dos filhos, ia se subdividindo, organizando a família no interior desta área estreita e comprida.

Uma das consequências desta forma de organizar o espaço estava no acesso que era dificultado pela presença seguida dos terrenos, sem vias de circulação entre eles, havendo a necessidade de um longo percurso, caso houvesse a necessidade de deslocamento para o “outro lado”.

Tem-se que em 1852 já moravam em áreas do atual município de Itapema cerca de 980 descendentes portugueses e açorianos. Esse dado refere-se ao número de 51 engenhos de farinha de mandioca e de açúcar existente. Era muito comum as famílias possuírem os dois tipos de engenhos, considerando que no litoral catarinense, a cada 3,5 famílias, correspondia a um engenho e que cada família era formada por uma média de sete pessoas, chega-se a este número aproximado.

A primeira denominação de Itapema foi Vila de Santo Antônio de Lisboa ou Tapera, termo que estava relacionado ao modelo de suas moradias. Sua economia baseava-se na subsistência, sendo a pesca no litoral, além do plantio da mandioca e a produção de farinha, aliados a outros produtos como: milho, feijão, café, arroz e melancia.

O crescimento demográfico até meados do século XIX foi lento. A partir do fim deste mesmo século, Itapema recebe imigrantes de origem alemã, italiana e espanhola que logo acabam mesclando-se à população de origem açoriana. Esses outros povos exercem pouca influência cultural local, visto que as festividades, como a festa da padroeira – Nossa Senhora dos Navegantes – além das brincadeiras, como a Farra do Boi, Boi-de-Mamão e cantorias do Terno-de-Reis e festas do Divino foram trazidas e mantidas pelos açorianos.

A evolução político-administrativa do Município de Itapema segue passos bastante comuns àqueles municípios não planejados, passados por fases hierárquicas de importância socioeconômica, até atingir a atual condição, ou seja, as pessoas de maior influência econômica acabam assumindo também cargos políticos representativos.

A primeira fase do município se estendeu do período em que era qualificado como arraial até 1915. A condição de arraial não tinha nenhum prestígio político-administrativo, ficando subordinado à sede da freguesia a qual pertencia, representada nesse momento por Porto Belo. A sede do arraial, conhecido como Vila de Santo Antônio de Lisboa ou Tapera, localizava-se no bairro hoje identificado como Canto da Praia ou Costão, bairro esse que ainda hoje abriga a maioria dos descendentes dos primeiros povoadores do município, carregando consigo as tradições locais.

Tem-se como primeira referência à existência da Tapera o ano de 1804 a qual é feita na planta hidrográfica da baía de Porto Belo elaborada pelo comandante da canhoneira Araguary, existente no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. No ano de 1832 identifica-se , através de um documento não especificado, o nome de José Antonio da Silva como residente na Tapera, tornando-se o morador mais antigo de que se conhece.

No ano de 1912, o arraial da Tapera, a pedido de seus moradores, recebe uma nova denominação, passando então a chamar-se Itapema. Nos anos seguintes, com o aumento populacional em consonância com o aumento da importância econômica, Itapema foi elevada à categoria de distrito de paz (freguesia) em 2 de janeiro de 1915, através da Lei Municipal n° 28 da Câmara de Porto Belo, sendo seus primeiros juízes de paz eleitos em 14 de março de 1915.

Durante a fase de distrito, Itapema foi incorporada ao Município de Camboriú, no período de 1923 a 1925. Com o crescimento populacional no transcorrer da primeira metade do século XX, assim como da importância econômica, Itapema insere-se dentro das condições de ser nomeada município, fato esse que efetiva-se em 13 de janeiro de 1962, através da resolução número 62 da Câmara Municipal de Porto Belo, de autoria dos vereadores, então moradores de Itapema, Olegário Bernardes e Ernesto Francisco Severino.

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Itapema | World in Stories