José Clementino de Azevedo Neto (Parelhas, 27 de agosto de 1960), mais conhecido como J. Neto, é um cantor e compositor brasileiro. Conhecido por ter uma voz parecida de Roberto Carlos.
José Clementino de Azevedo Neto, conhecido artisticamente como J. Neto (1960), é um cantor e compositor brasileiro de música cristã contemporânea. Com uma carreira iniciada na década de 1980, tornou-se um dos nomes mais relevantes do segmento gospel, sendo frequentemente reconhecido pela semelhança timbrística de sua voz com a do cantor Roberto Carlos.
J. Neto iniciou sua trajetória de vida enfrentando inúmeras dificuldades antes de se tornar cantor. Ainda jovem, trabalhou cavando buracos em fazendas, foi vendedor de limão em feiras livres, carregador de bananas para comercialização, além de vender pipoca e picolés em circos. Também atuou como trapezista de circo e trabalhou como pintor na construção civil.
Em 20 de agosto de 1981, passou por um dos momentos mais delicados de sua vida ao enfrentar uma grave depressão, que resultou em uma tentativa de suicídio. O episódio marcou profundamente sua história pessoal e espiritual, servindo como ponto de virada em sua trajetória.
Em 1985, aos 25 anos, lançou seu primeiro álbum, Água Viva, dando início oficial à sua carreira musical. Desde os primeiros trabalhos, sua voz passou a ser intensamente comparada à de Roberto Carlos, devido à semelhança timbrística, característica que se tornaria uma de suas marcas mais reconhecidas pelo público, conseguindo confundir ouvintes que o escutam pela primeira vez.
Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos nomes relevantes da música cristã brasileira. Foi premiado pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) com dois Discos de Ouro e um Disco de Platina, concedidos aos álbuns Bem-Aventurado, Conquista e Além das Aparências. Também recebeu diversas indicações e premiações no Troféu Talento, uma das principais premiações da música gospel no Brasil.
Sua versatilidade permitiu que suas canções integrassem trilhas sonoras de teledramaturgia. As músicas “Último Romântico”, “Uma Chance em Mil” e “Smile” fizeram parte das novelas A Escrava Isaura (2004), Essas Mulheres (2005) e Cidadão Brasileiro (2006), todas exibidas pela Record TV, fato que ampliou sua visibilidade para além do público estritamente religioso.
Em 2013, alcançou novo destaque nacional ao emplacar a canção “Eu Sou Esse Cara” no ranking da revista Billboard Brasil. Em 2018, gravou um novo EP e, ao longo de 2019, lançou seus clipes tanto nas plataformas digitais quanto em formato físico (CD), mantendo-se ativo no cenário musical.
Apesar da longevidade na carreira, J. Neto continuou realizando apresentações e lançamentos pontuais nos últimos anos, mesmo enfrentando desafios pessoais e de saúde. Em 2024, passou por problemas cardíacos que exigiram internação e cuidados médicos, dos quais se recuperou.
Ainda em 2024, o cantor viveu uma das principais tragédias de sua vida pessoal com a morte de seu filho, Miguel Azevedo, aos 15 anos, ocorrida em 14 de novembro. A família optou por preservar detalhes sobre as circunstâncias e a causa do falecimento, tratando o episódio com discrição e respeito. O acontecimento gerou grande comoção entre fãs, artistas e líderes religiosos, além de reacender debates públicos sobre saúde mental e sofrimento emocional entre jovens.
Apesar da dor, J. Neto seguiu manifestando sua fé e recebeu apoio público de admiradores e colegas artísticos. Sua trajetória marcou-se pela superação de suas tragédias.
«Dicionário Cravo Albin de Música Brasileira»