Jacinda Kate Laurell Ardern (Hamilton, 26 de julho de 1980) é uma ex-política neozelandesa que serviu como Primeira-ministra da Nova Zelândia de 2017 a 2023. Integrando o Parlamento desde 2008, exerceu ainda a função de líder do Partido Trabalhista também de 2017 a 2023, e ainda foi líder da oposição por três meses (também em 2017) antes de se tornar chefe de governo.
Após se formar na Universidade de Waikato em 2001, Ardern começou sua carreira trabalhando como pesquisadora no gabinete da Primeira-Ministra Helen Clark. Mais tarde, trabalhou no Reino Unido como assessora do Primeiro-Ministro Tony Blair e, em 2008, foi eleita Presidente da União Internacional da Juventude Socialista.
Ardern foi eleita para o Parlamento da Nova Zelândia em 2008, através da lista partidária, e em 2017 passou a representar o distrito de Mount Albert. Neste mesmo ano, foi escolhida por unanimidade como Vice-Líder do Partido Trabalhista na sequência da renúncia de Annette King.
O Líder trabalhista Andrew Little renunciou em 1 de agosto de 2017 devido a baixa histórica que seu partido estava tendo nas pesquisas, e foi sucedido por Ardern. Sob a sua liderança, o partido superou nas pesquisas seu maior rival, o Partido Nacional, pela primeira vez em doze anos.
Na eleição geral que ocorreu em 23 de setembro de 2017, os trabalhistas ganharam 46 assentos, aumentando sua bancada em 14 membros, mas sendo superados pelo Partido Nacional, que ganhou 56 cadeiras, não conseguindo atingir a maioria de 61 deputados.
Em 19 de outubro, Winston Peters, do Nova Zelândia Primeiro, anunciou que estaria formando um governo com os Trabalhistas e os Verdes, fazendo de Ardern a próxima Primeira-Ministra.
Em 15 de março de 2019, 51 pessoas foram mortas a tiros e 49 feridas em duas mesquitas em Christchurch. Em um comunicado transmitido pela televisão, Ardern ofereceu condolências e afirmou que os tiroteios foram executados por suspeitos com "visões extremistas" que não têm lugar na Nova Zelândia ou em qualquer outro lugar do mundo.
Anunciando um período de luto nacional, ela também viajou para Christchurch para encontrar as famílias das vítimas. Em um discurso no Parlamento, ela declarou que nunca diria o nome do atirador: "Fale os nomes daqueles que perdemos em vez do nome do homem que os levou. Ele é um terrorista. Ele é um criminoso. Ele é um extremista. Mas ele vai, quando eu falar, ser alguém sem nome."
Ardern recebeu elogios internacionais por sua resposta aos tiroteios, e uma fotografia dela abraçando um membro da comunidade muçulmana de Christchurch com a palavra "paz" em inglês e árabe foi projetada no Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo.
Em resposta aos tiroteios, Ardern anunciou a intenção de seu governo de introduzir regulamentos mais rígidos sobre armas de fogo, tendo o Parlamento da Nova Zelândia aprovado por ampla maioria, em 10 de abril de 2019, uma lei que proíbe para banir armas semiautomáticas e fuzis de assalto.
Gestão da pandemia de covid-19
Em 19 de março de 2020, a Nova Zelândia anunciou o fechamento das fronteiras para todos os estrangeiros, com exceção daqueles com cidadania, residentes ou com parentes próximos.
Em 9 de abril, foi anunciado que qualquer pessoa que entrasse no país deveria passar por um confinamento obrigatório de 14 dias, em instalações oferecidas pelo governo.
Em 23 de março de 2020, a primeira-ministra anunciou uma quarentena obrigatória nacional que excluiria apenas empresas de segmentos essenciais. Nesse momento, o país contava com 102 casos e nenhuma morte.
A partir de 9 de abril, foi iniciado o relaxamento gradual das medidas, conforme a curva de casos foi diminuindo.
A Nova Zelândia implementou testagens em massa, tendo realizado cerca de 300 mil testes de covid até junho de 2020 o equivalente a 6% da população do país.
Também foi realizado uma ampla operação de rastreamento de contatos, mapeando, isolando e testando as pessoas que tiveram contato com alguém com suspeita de ter contraído o vírus.
Não foram registradas mortes entre junho e setembro de 2020 e entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021. Até abril de 2021, o país havia registrado 2.555 casos e 26 mortes.