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Jan Magnussen

Automobilista dinamarquês

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Jan Ellegaard Magnussen (Roskilde, 4 de julho de 1973) é um piloto dinamarquês de automobilismo.

Esteve na Fórmula 1 em 1995 e de 1997 até 1998, onde pontuou num Grande Prêmio em 25 disputados. Desde 2004, é piloto oficial da equipe Corvette, competindo nas corridas de resistência, onde conseguiu muito sucesso na classe Gran Turismo. Venceu nas 24 Horas de Le Mans de 2004, 2005, 2006 e 2009, nas 24 Horas de Daytona de 2015, as 12 Horas de Sebring de 2006, 2008 2009, 2015 e 2017, e na Petit Le Mans en 2004, 2005, 2008 e 2010. Além disso, obteve o campeonato da classe GT1 da American Le Mans Series 2008, o campeonato de GT en 2013 e o campeonato de GT Le Mans da IMSA SportsCar Championship em 2017 e 2018.

Além disso, nas corridas de carros de turismo, foi três vezes campeão de Dinamarca em 2003, 2008 e 2012. Também conseguiu vitórias no Deutsche Tourenwagen Meisterschaft. O seu filho, Kevin Magnussen, é piloto da Fórmula 1.

Magnussen começou a correr aos 11 anos, no kart. No ano seguinte, é campeão do esporte em seu país, na categoria Minipop. É o início de uma série de títulos. Em 1986, ele sobe de categoria no kart e é campeão da POP 2 na Dinamarca, e em 1987, é Campeão Mundial de Kart na categoria Júnior. Em 1988, fica parado, mas volta em 1989, sendo novamente campeão mundial de kart.

Em 1990, Magnussen é campeão escandinavo, finlandês e mundial de Fórmula K. Em 1991, é vice campeão de Fórmula K na Escandinávia. Faz um treino de Fórmula Ford, no final do ano, na pista de Jyllands-Ringen. Em 1992, Jan estreia na Fórmula Ford 1600, terminando em terceiro lugar, com 7 vitórias. Dessas, a mais importante foi a vitória do Festival de Fórmula Ford em Brands Hatch, o mais importante da categoria. Em 1993, disputa os campeonatos europeu e inglês de Fórmula Vauxhall, com resultados medianos: quatro vitórias nas duas categorias. Nesse mesmo ano, disputa duas corridas de Fórmula 3 pela equipe de Paul Stewart, filho de Jackie Stewart, tricampeão do mundo de F-1. Termina as duas corridas no pódio, em Truxton.

Em 1994, disputou a temporada inteira de Fórmula 3, e "liquida a fatura" sobre os outros pilotos: foram 14 vitórias em 18 corridas, inclusive chegando em segundo no GP de Macau, o mais importante da categoria - superando uma marca de Ayrton Senna. No final do ano, é contratado pela McLaren como piloto de testes para 1995, mas chega a testar um carro da equipe em Estoril, em novembro de 1994, aos 21 anos.

Turismo alemão, Fórmula 1 e CART

Para 1995, ele também é contratado pela Mercedes, fornecedora de motores da Mclaren, para disputar o DTM, o Campeonato de Turismo Alemão, e o Campeonato Mundial, o ITC. Com um Mercedes-Benz Classe C, Jan venceu uma corrida em Estoril e obteve seis pódios. No meio do ano, ele sofre um acidente de moto e fica de fora de algumas corridas. Tornou-se vice-campeão no campeonato internacional, enquanto no campeonato alemão, concluiu oitavo.

No fim do ano, disputa o Grande Prêmio do Pacífico, substituindo Mika Häkkinen, após uma cirurgia de apendicite. Uma estreia razoável: termina em décimo.

Apesar de ser melhor em monopostos, Magnussen continua no ITC em 1996. Começa bem, com uma vitória em Hockenheim, mas uma série de abandonos relega o dinamarquês à décima posição no campeonato. No final do ano, é chamado pela Hogan Racing para disputar algumas corridas na extinta CART, substituindo o lesionado Emerson Fittipaldi, mas sem grandes resultados.

Em 1997, Jackie e Paul Stewart fundam a Stewart Grand Prix, e Jan é contratado pela equipe para formar dupla com o brasileiro Rubens Barrichello. O promissor dinamarquês, tido como "o novo Senna", finalmente fez sua estreia definitiva na F-1. Mas a realidade é outra. É seguidamente batido por Barrichello, e seu melhor resultado é o sétimo lugar em Mônaco, ofuscado pelo segundo lugar de Rubinho. Se destaca na Áustria, onde se classifica em sexto e se mantém em quarto por várias voltas, até o carro quebrar. É quando as críticas e as pressões por resultados melhores começam. Jan não lembrava em nada o "triturador de adversários" da F-3.

Em 1998, um início semelhante. Jan, sempre derrotado por Barrichello, tem como melhor resultado o sexto lugar no Canadá, seu único ponto na F1. Depois dessa corrida, é demitido da Stewart.

Jan, sem perspectivas de voltar à categoria-mor do automobilismo, retorna à CART em 1999, pela Patrick Racing, substituindo P. J. Jones, tendo como melhor resultado o sétimo lugar em Vancouver.

Magnussen foi contratado pelo Panoz em 1999 para dirigir um Panoz GTR-1 oficial junto Johnny O'Connell na serie recém-criada, American Le Mans Series. Conseguiu uma vitória e quatro pódios, ficando sexto no campeonato de pilotos da classe LMP. Em 2000, junto com David Brabham, ganha uma corrida, as 1000 quilômetros de Nürburgring, e sobe ao pódio mais 5 vezes, dirigindo um Panoz LMP-1 Roadster S, concluindo oitavo no campeonato. Em 2001, Jan ganha 2 corridas, em Portland e Mid-Ohio, e três pódios adicionais, se colocando quinto no campeonato da classe LMP900. Na temporada 2002, dirigiu o Panoz LMP01 Evo, na qual conseguiu duas vitórias mas somente mas um pódio, ficando na oitavo posição no campeonato de pilotos de LMP900.

Além disso, Magnussen participou das 24 Horas de Le Mans com Panoz quatro vezes. No entanto, seu melhor resultado foi um 11º lugar em 1999.

Magnussen mudou para os gran turismos em 2003, dirigindo uma Ferrari 550 da Prodrive para competir na American Le Mans Series. Correria junto com Brabham, e venceu em 2 corridas e cinco pódios. No entanto, não pôde participar em duas corridas e concluiu sexto no campeonato de pilotos de GTS, enquanto o australiano ficou vice-campeão. Enquanto, disputou as 24 Horas de Le Mans com um Audi R8 LMP de Goh junto Marco Werner e Seiji Ara, concluindo quarto na classificação geral.

Entre 2004 e 2006 Magnussen dirigiu um Chevrolet Corvette oficial, acompanhado Oliver Gavin e Olivier Beretta nas corridas mais longas da American Le Mans Series e as 24 Horas de Le Mans. Obteve vitorias da classe GTS / GT1 nas 24 Horas de Le Mans em 2004, 2005 e 2006. Também ganhou em Petit Le Mans 2004 e 2005 e as 12 Horas de Sebring 2006.

Paralelamente, nesse tempo Magnussen disputou a Grand-Am Rolex Sports Car Series. Em 2004 Magnussen dirigiu um Doran-Lexus, obtendo uma vitória e uma segunda posição. No ano seguinte, concluiu na nona posição geral nas 24 Horas de Daytona da serie Grand-Am com um Doran-Pontiac, enquanto, na classe GT disputou seis corridas, ganhando em três com um Pontiac GTO de The Racers Group. Disputou as 24 Horas de Daytona de 2006 pela equipe The Racers Group, chegando 13º na classe GT. Logo, acompanhou Wayne Taylor e Max Angelelli em sete fechas da serie Rolex Sports Car Series da classe DP. Obteve uma vitoria, um segundo lugar e três quartos dirigindo um Riley-Pontiac de SunTrust.

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