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Jan Tschichold

Jan Tschichold (Leipzig, Alemanha, 2 de abril de 1902 – Locarno, Suíça, 11 de agosto de 1974) foi um tipógrafo, designer

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Jan Tschichold (Leipzig, Alemanha, 2 de abril de 1902 – Locarno, Suíça, 11 de agosto de 1974) foi um tipógrafo, designer gráfico, professor e escritor. É considerado uma das maiores influências para a tipografia do século XX.

Filho de um pintor de letreiros e caligrafia, Tschichold começou a trabalhar desde cedo com tipografia.

Em Leipzig, estudou pintura e desenho. Aos 12 anos de idade, redesenhou a folha de rosto e tentou alterar a diagramação de um texto de um livro de projeto gráfico duvidoso. Seis anos depois, aos 18 anos, ainda em Leipzig, já lecionava design gráfico e tipografia.

Entre 1922 e 1923, conheceu László Moholy-Nagy e, por meio dessa amizade, conheceu artistas russos e professores da Bauhaus. Passou a se corresponder com diversos artistas, discutindo arte e tipografia. Outro artista importante com quem conviveu foi o russo El Lissitzky. Tschichold passou então a trabalhar com novos experimentos estéticos e estes culminaram na publicação do número especial da revista Tyqographische Mitteilungen, que foi intitulada de Elementare Typographie.

Mudou-se em 1925 para Berlim e em 1926 para Munique. Como Tschichold enfatizava o uso de tipos sem-serifa, foi considerado uma ameaça ao patrimônio cultural tipográfico da Alemanha, que utilizava a escrita gótica. Em 1933, fugiu com sua família para a Suíça, já que sua estética tipográfica era reprovada pelo Partido Nacional Socialista. Trabalhou também com Paul Renner (que criou a fonte tipográfica Futura).

A partir deste acontecimento, Tschichold viveu em exílio, fazendo visitas ocasionais à França, Escandinávia, Reino Unido e Estados Unidos. Viveu em Londres a partir de 1947, onde foi diretor de arte e tipógrafo durante dois anos na Penguin Books. Faleceu na Suíça, em 1974, em um hospital de Locarno.

Em seu livro "Die neue Typographie" (1928), Tschichold define as bases teóricas para o racionalismo da moderna tipografia, valorizando a composição assimétrica na diagramação e o uso de tipos sem-serifa.

A partir de 1932, Tschichold abandona seu radicalismo modernista e passa a defender muitos dos cânones clássicos que repudiara.

Após a Segunda Guerra Mundial, trabalhou para a editora Penguin Books, na Inglaterra, fugindo do regime nazista. O redesign dos livros de bolso da Penguin, realizado por Tschichold, é um marco da história do design editorial inglês.

Schriften: 1925 - 1974 Band 1/2. Berlin, 1992.

Die neue Typographie, Ein Handbuch für zeitgemäss Schaffende, Berlin, Verlag des Bildungsverbandes der Deutschen Buchdrucker, 1928.

Typografische Entwurfstechnik, Stuttgart: Akademischer Verlag Dr Fritz Wedekind & Co., 1932.

Ausgewählte Aufsätze über Fragen der Gestalt des Buches und der Typographie, 1948.

Schatzkammer der Schreibkunst, Basel, 2. Aufl. 1949.

Meisterbuch der Schrift. Ein Lehrbuch mit vorbildlichen Schriften aus Vergangenheit und Gegenwart für Schriftenmaler, Graphiker, Bildhauer, Graveure, Lithographen, Verlagshersteller, Buchdrucker, Architekten und Kunstschulen, Ravensburg, 1952, 2. Aufl. 1965.

Geschichte der Schrift in Bildern, Hamburg, 4. Aufl. 1961.

Tschichold, Jan. A forma do livro: ensaios sobre tipografia e estética do livro. Introdução de Robert Bringhurst. Ateliê Editoral, 2007. ISBN 978-85-7480-361-6

Tschichold, Jan. Tipografia elementar. Capítulo Aprender com Jan Tschichold de Friedrich Friedl. Altamira Editorial, 2007. ISBN 978-85-99518-03-8

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