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Javier Milei

Economista e político argentino, presidente da Argentina

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Javier Gerardo Milei (Buenos Aires, 22 de outubro de 1970) é um economista, político e professor argentino, que serve atualmente como o 52.º presidente da Argentina desde 10 de dezembro de 2023. Líder do Partido Libertário e da coalizão La Libertad Avanza, foi eleito com 55,65% dos votos no segundo turno, tornando-se assim o presidente mais votado da história do país até então.

Politicamente, Milei tem sido descrito de várias formas, como um libertário de direita, de extrema-direita, ultraconservador, ultraliberal e populista de direita. Se identificando como minarquista ou "libertário liberal", ele adere à filosofia do anarcocapitalismo. Em questões econômicas, alinha-se com a Escola Austríaca e afirma que a Argentina é um inferno fiscal. Ele defende uma redução rápida nos gastos do governo para alcançar um orçamento equilibrado. Milei ganhou amplo reconhecimento por meio de aparições regulares na televisão, nas quais criticava os governos de Cristina Kirchner, Mauricio Macri e Alberto Fernández, citando o que ele viu como gastos desenfreados e falta de ajuste fiscal como preocupações. Em questões sociais, ele é caracterizado como um radical conservador.

As posições políticas de Milei têm gerado polêmica. Ele se opõe ao aborto, inclusive em casos de estupro, rejeita a inclusão de educação sexual nas escolas, expressou ceticismo sobre vacinas contra a COVID-19, apoia a venda e distribuição de armas de fogo para a população civil, favorece a legalização de comércio de órgãos, promove teorias da conspiração comuns a extrema-direita como a ideia de "marxismo cultural" e nega o aquecimento global. Sua vitória nas eleições primárias de 2023 (PASO) foi considerada inesperada, e suas falas levaram à sua caracterização como um populista de direita.

Em questões internacionais, defende a soberania argentina sobre as ilhas Malvinas, mas deseja um acordo pacifico sobre o tema; prioriza alianças com os Estados Unidos e Israel; é cauteloso em relação às relações com a China; e apoia a Ucrânia contra a Rússia na invasão em curso.

Javier Gerardo Milei nasceu no bairro de Palermo na capital argentina, filho de Alicia Luján Lucich, dona de casa, e de Norberto Horacio Milei, motorista de ônibus e depois empresário, supervisionando o setor de condução de ônibus. Ambos são de origem italiana. A mãe também tem ascendência croata.

Milei cresceu no bairro de Villa Devoto e frequentou escolas católicas e universidades privadas. Estudou no Colégio Cardenal Copello e posteriormente mudou-se para Sáenz Peña, em Buenos Aires. Na escola, ele foi apelidado de El Loco ("O Louco") devido às suas explosões e à sua retórica agressiva que mais tarde o tornou famoso. No final da adolescência e no início da idade adulta, foi goleiro das categorias de base do Chacarita Juniors, até 1989.

Milei afirma que decidiu abandonar o futebol e comprometer-se totalmente com a carreira de economia aos dezoito anos, durante a hiperinflação de 1989, no final do governo de Raúl Alfonsín. Ele estava estudando introdução à economia e à lei da oferta e da procura: quando os preços aumentam, a demanda diminui. Ele pensava que tal lei parecia estar em desacordo com a crise em curso, pois viu pessoas tentarem desesperadamente agarrar mercadorias nos supermercados, enquanto os preços aumentavam, e considerou que tinha de estudar economia mais detalhadamente para a compreender. Sobre sua infância, ele disse que seus pais batiam nele e abusavam verbalmente dele, o que o levou a não falar com eles por uma década. Ele foi apoiado por sua irmã mais nova, Karina Milei e por sua avó materna. Ele cantou na banda cover Everest, que tocava principalmente covers dos Rolling Stones.

Formado em Economia, pela Universidade de Belgrano (Licenciatura), em 1993, e com dois Mestrados no Instituto de Desarrollo Económico e Social (IDES) e na Universidade Torcuato di Tella, começou sua carreira com um curto estágio no Banco Central da República Argentina, iniciado 22 de dezembro de 1992 e terminado em 22 de junho de 1993. Segundo Milei, ele foi dipensado por "não gostarem dele". Em uma avaliação dos profissionais do banco, feita em 1993 e divulgada recentemente, Milei foi dispensado por não dominar a língua inglesa e por seus conhecimentos sobre economia serem considerados insuficientes naquele momento. Durante a campanha eleitoral, jornalistas especularam se a promessa de Milei em fechar o Banco Central da República Argentina tinha relação com sua demissão em 1993.

Ele se tornou economista-chefe da Máxima AFJP (empresa de previdência privada), economista-chefe do Estudio Broda (empresa de assessoria financeira) e consultor governamental do Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas Sobre Investimentos. Ele também foi economista sênior do HSBC.

Foi assessor econômico de Antonio Domingo Bussi quando este, embora indiciado por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura, foi eleito deputado em 1999.

Desde 2012, dirigia a divisão de Estudos Econômicos da Fundación Acordar, um think tank de âmbito nacional. Ele também é membro do B20, do Grupo de Política Econômica da Câmara de Comércio Internacional (um consultor do G20) e do Fórum Econômico Mundial. É especialista em crescimento econômico e já foi professor de diversas disciplinas econômicas em universidades argentinas e no exterior. Também trabalhou para o magnata argentino Eduardo Eurnekián. É autor de 9 livros.

Por mais de 21 anos, foi professor universitário de macroeconomia, economia do crescimento, microeconomia e matemática para economistas. Desde 2016 ele tenta fundir os conceitos da economia austríaca com os do monetarismo, pois entende que Ben Bernanke foi o maior banqueiro central de todos os tempos, ponto de vista rejeitado pelos economistas austríacos. "Além de sua carreira acadêmica, Milei é o anfitrião de seu próprio programa de rádio chamado Demoliendo mitos (Demolindo mitos), com participações frequentes do economista alberdiano e empresário Gustavo Lazzari e outras personalidades, como o advogado também alberdiano Pablo Torres Barthe e a cientista política libertária María Zaldívar.

Nos últimos anos, Javier Milei teve grande destaque nos meios de comunicação argentinos, especialmente desde 2014, sendo frequentemente convidado para programas de televisão e rádio a fim de apresentar as suas análises económicas sob o prisma da escola austríaca, que rejeita a intervenção do Estado. Segundo a empresa de consultoria Ejes de Communicación, em 2018 foi o economista mais convidado pelos canais argentinos. Em 2019, a revista Noticias classificou-o entre as pessoas mais influentes da Argentina.

A mídia internacional e os acadêmicos descreveram o pensamento político de Javier Milei como de extrema-direita e fortemente conservador. Milei é seguidor do presidente brasileiro de 2019 a 2022, Jair Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos de 2017 a 2021, regressado em 2025, Donald Trump. Ele também é próximo do partido de extrema-direita espanhol Vox e do político extremamente conservador e ex-candidato presidencial chileno José Antonio Kast.

Javier Milei afirma ser anarco-capitalista. Ele se referia frequentemente a Carlos Menem, presidente da Argentina de 1989 a 1999, e seu ministro da Economia, Domingo Cavallo.

Em 2019, ingressou no Partido Libertário. Sob a coalizão La Libertad Avanza, surpreendeu nas eleições primárias de setembro de 2021, ficando em terceiro lugar na cidade de Buenos Aires com 13,66% dos votos. Fazendo campanha sob o lema "Não vim aqui para liderar cordeiros, mas para despertar leões", denunciou a "casta política", que disse ser composta de "políticos inúteis e parasitas que nunca trabalharam".

Em matéria de política externa, declarou que gostaria de se alinhar com os Estados Unidos e Israel, caso fosse eleito Presidente. Anunciou também que fará de Israel o seu primeiro destino como Presidente. Em 2023, denunciou a adesão da Argentina aos BRICS.

Candidatura à presidência (2023)

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