Jean-Éric Serge Raymond Vergne (Pontoise, 25 de abril de 1990) é um automobilista francês que atualmente compete na Fórmula E pela equipe Citroën e no Campeonato Mundial de Endurance da FIA pela Peugeot. Fez sua estreia na categoria de carros elétricos em 2014 pela Andretti, tendo passagens pelas equipes DS Virgin, Techeetah e DS Penske. Anteriormente, disputou a Fórmula 1 pela equipe Toro Rosso entre os anos de 2012 e 2014. Ele foi campeão das temporadas 2017-18 e 2018-19 da Fórmula E, sendo o primeiro, e até o momento, o único piloto bicampeão da categoria.
Jean-Éric Serge Raymond Vergne nasceu de parto prematuro em 25 de abril de 1990, na cidade de Pontoise. É filho de Jean-Marie e Sylviane Vergne, e possui uma irmã mais nova chamada Léa, que foi campeã francesa de equitação. Seu pai era diretor de uma empresa e entusiasta do automobilismo, tendo comprado uma pista de kart em Paris, onde Jean-Éric deu suas primeiras voltas no kart, mas seu pai só o deixou continuar pilotando após ele aprender a nadar, superando seu medo de água. JEV, como é apelidado pelos fãs, fala italiano, espanhol e inglês.
Entre 2013 e 2014, Vergne teve relacionamento com a DJ sueca Petra Silander. Também teve relacionamento com a modelo britânica Rachelle Graham. Em meados de 2022, Vergne se casou com Fiorina Benveniste-Schuler, empresária e estilista. Em agosto do mesmo ano, o piloto anunciou o nascimento de seu filho Leo.
Vergne começou a pilotar karts quando tinha quatro anos, em um circuito que pertencia ao seu próprio pai, nas proximidades de Paris. Continuou no kart até 2007, quando começou a guiar monopostos.
Nesse ano, conquistou o título de um campeonato francês de Fórmula Renault de forma dominante, com dez pódios, incluindo seis vitórias, em treze corridas. No ano de 2010, Vergne participou do Campeonato Britânico de Fórmula 3 pela equipe Carlin, a melhor da categoria. Com uma campanha arrasadora, JEV fez vinte pódios, incluindo 13 vitórias, e sagrou-se campeão com seis corridas de antecedência.
Esse feito lhe garantiu um lugar na temporada 2011 da World Series by Renault na própria Carlin. Neste campeonato, o francês brigou pelo título com seu companheiro de equipe canadense Robert Wickens. JEV conquistou nove pódios, incluindo cinco vitórias, embora uma delas tenha chegado a ser momentaneamente anulada. Na última rodada, Vergne liderava o campeonato por uma vantagem de dois pontos, mas o canadense a reverteu após liderar a dobradinha da Carlin na corrida 1 de Barcelona. Na última prova, Vergne e seu rival Wickens colidiram, o que tirou o segundo da corrida e quase deu o título a JEV, mas momentos depois, foi o francês que acabou sendo vítima de uma colisão e sendo obrigado a abandonar. Com isso, Vergne foi vice-campeão, com nove pontos de desvantagem sobre Wickens.
Membro da Red Bull Junior Team desde 2008, Vergne dirigiu um carro de Fórmula 1 pela primeira vez ao guiar o Red Bull RB5 durante o Festival de Goodwood de 2010. No mesmo ano, ele participou dos testes de novatos de pós-temporada, guiando pela Toro Rosso. No ano seguinte, a STR anunciou que Vergne iria participar de sessões de treinos livres em corridas selecionadas. A primeira foi no GP da Coreia do Sul, e o francês repetiu a dose em Abu Dhabi e no Brasil.
Em 14 de dezembro de 2011, foi confirmado pela Scuderia Toro Rosso como piloto titular para a temporada da Fórmula 1 de 2012 ao lado do australiano Daniel Ricciardo, da Hispania, com os dois substituindo Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi.
Em 2012, marcou seus primeiros pontos na Fórmula 1 durante do Grande Prêmio da Malásia, ao chegar em oitavo lugar. Ao final da temporada, somou 16 pontos, o que lhe garantiu o 17ª lugar na classificação do mundial de pilotos, ficando a frente de seu companheiro de equipe Daniel Ricciardo.
Na temporada seguinte, Vergne teve seu melhor resultado no Grande Prêmio do Canadá, em que ele foi o sexto colocado. Antes, ele já tinha pontuado na Malásia, com um décimo lugar, e em Mônaco, onde foi o oitavo. Mas seus resultados ficaram, no geral, abaixo dos de Ricciardo, que apesar de nunca ter passado do sétimo lugar, pontuou sete vezes e fechou 2013 uma posição acima de Vergne, que só fez 13 pontos, contra os 20 do australiano. O triunfo de Ricciardo no duelo interno da STR o catapultou para ser promovido à Red Bull como substituto de Mark Webber, e Vergne passou a dividir a equipe com o russo Daniil Kvyat, estreante na F1.
2014 foi a melhor temporada de JEV na categoria, com ele pontuando em sete das dezenove provas e voltando a alcançar a melhor posição de chegada da carreira, um sexto lugar, no Grande Prêmio de Singapura. Com isso, o francês somou vinte e dois pontos, ficando em 13º lugar, duas posições acima de Kvyat, que fez menos da metade de seus pontos.
Mas em 18 de agosto de 2014, a equipe anunciou sua substituição por Max Verstappen a partir de 2015. Seu companheiro Kvyat foi promovido para a Red Bull como substituto de Sebastian Vettel, e a outra vaga da STR foi para Carlos Sainz Jr., deixando JEV sem lugar na F1. Meses depois, Vergne declarou ao Autosport que não entendeu sua saída da equipe, classificando a decisão como "política". E em 2021, também fez críticas a Helmut Marko, por ter desconsiderado a pontuação ao escolher quem seria promovido à RBR, e a si mesmo, por não ter procurado logo outro lugar para correr.
Foi contratado pela Ferrari como piloto de testes para 2015, ficando no cargo até 2017.
Depois de não conseguir garantir uma vaga em tempo integral para a temporada da Fórmula 1 de 2015, ele se mudou para o Campeonato de Fórmula E da FIA e assinou com a equipe Andretti para a disputa da temporada inaugural da categoria para monopostos elétricos, substituindo o compatriota Franck Montagny no carro 27 e sendo companheiro de Matthew Brabham. Fez sua estreia no ePrix de Punta del Este, terceira corrida da história do campeonato, no qual fez a pole, mas acabou em décimo quarto. Seu maior resultado foi o segundo lugar em Long Beach, e ele fez mais uma pole em Moscou, onde terminou em quarto, e mais um pódio com o terceiro lugar na corrida 1 de Londres. Fechou o ano em sétimo, com 70 pontos.
Em 8 de agosto de 2015, foi anunciado que Vergne se juntaria à equipe DS Virgin Racing para a temporada de 2015–16 da Fórmula E, em parceria com Sam Bird. Vergne lutou para competir com Bird e terminou em nono no campeonato, tendo como melhor resultado um segundo lugar em Paris. O francês anunciou que deixaria a equipe durante o ePrix de Londres.
Em julho de 2016, foi anunciado que Vergne competiria com a recém-formada equipe Techeetah, após a aquisição da Team Aguri. Vergne conquistou cinco pódios ao longo de 2016–17, chegando a ter alguma esperança de ser campeão, mas sofreu três abandonos, que o impediram de brigar pelo título. Entretanto, seu ápice foi em Montreal, onde ele conquistou o prêmio de volta mais rápida e a primeira vitória dele e da equipe na corrida final da temporada.
Vergne foi confirmado para continuar com a equipe na temporada de 2017–18. Ele conquistou sua segunda vitória no ePrix de Santiago de 2018 e alcançou sua terceira vitória em sua carreira na Fórmula E no ePrix de Punta del Este de 2018. Depois de acumular uma série consistente de pontos, Vergne conquistou o título com uma corrida de antecedência em Nova Iorque, tornando-se o quarto campeão de pilotos diferente em quatro temporadas.
Para a temporada de 2018–19, Vergne permaneceu na equipe, que foi renomeada para DS Techeetah, e venceu três corridas: Sanya, Mônaco e Suíça. Ele também se tornou campeão pelo segundo ano consecutivo, tornando-se o primeiro campeão repetido da Fórmula E, e ajudando a Techeetah a ser campeã de construtores pela primeira vez.