Neste Dia

Jejum

Redução das refeições

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Jejum é a privação de comida ou redução das refeições diárias a uma só durante um período. Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, sendo os principais religiosos ou medicinais. Outros motivos incluem a greve de fome política.

Jejum intermitente é um termo designado para um padrão alimentar no qual alterna-se períodos em jejum e de alimentação. Alguns protocolos adotados são:

Método 16/8: no qual o praticante fica dezesseis horas sem comer, com uma janela de oito horas para se alimentar;

Jejum de 24 horas: consiste em um dia inteiro de jejum, e pode ser feito no máximo de 2 a 3 vezes por semana;

Jejum em dias alternados: método no qual o praticante jejua por vinte e quatro horas e se alimenta normalmente nas outras vinte e quatro horas.

Método 5:2: neste método o praticante se alimenta normalmente por cinco dias e faz jejum por dois dias inteiros.

O jejum seco (Dry fasting, em inglês) é um jejum absoluto, onde o praticante se abstém de comida e líquidos. É o jejum que se faz naturalmente enquanto se dorme. Ele foi praticado por algumas figuras bíblicas como, por exemplo, Moisés (Êxodo 34:28 e Deuteronômio 9:18) e pelo apóstolo Paulo (Atos 9:9).

É um jejum comumente praticado pelo cristianismo ortodoxo russo e, por essa razão, é na própria Rússia onde se têm o maior número de praticantes, livros e pesquisas a respeito deste tipo de jejum.

As cirurgias requerem entre 8 a 12 horas de jejum pré-operatório. A importância deste jejum é que o paciente pode vomitar e obstruir as vias respiratórias, ocasionando a morte. Além disso, cirurgias realizadas sobre o aparelho digestivo são dificultadas pela presença de alimentos.

Cada religião tem um modo diferente de abordar a prática do jejum.

Para os fiéis da Igreja Católica, a prática da abstinência e o jejum são formas de penitência interior. O Catecismo da Igreja Católica define este interior como "uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às más obras […]".

O católico deve praticar o jejum semanalmente, mais precisamente às sextas-feiras, e nas datas da quarta-feira de cinzas e sexta-feira da Paixão de Jesus Cristo, consoante o Código de Direito Canónico em seu cânone 1251.

Na Idade Média, várias mulheres, em nome da religião, praticavam longos jejuns, numa condição que contemporaneamente se denomina anorexia mirabilis.

Os Evangélicos não têm datas específicas para jejuar e também tempo determinado para os dias de jejum. Jejum é baseado no sentido bíblico literal, que é uma forma de 'matar a carne'. O jejum pode ser a abstinência não só de alimentos e líquidos, mas de qualquer coisa ou hábito que tenha se tornado 'indispensável', como forma de entrega e dependência real de Deus. Há vários relatos desta prática na Bíblia.

O jejum é observado durante todo o mês do Ramadão, da alvorada ao pôr-do-sol, eles não comem e não bebem nada, nem mesmo água, o jejum também aplica-se às relações sexuais. O crente deve não só abster-se dessas práticas como também não pensar nelas e manter-se concentrado em suas orações e recordações de Deus, sendo neste mês a frequência mais assídua à mesquita. Além das cinco orações diárias (salá), durante esse mês sagrado recita-se uma oração especial chamada Taraweeh (oração noturna).

Etimologia e Significado Linguístico

O jejum (as-sawm) na linguística árabe é um substantivo que significa: a abstenção absoluta. Esta abstenção pode referir-se ao caminhar, à ação e ao movimento, ou à fala, ao comer e ao beber, entre outros. Abu Ubaidah afirmou: «Todo aquele que se abstém de comida, fala ou movimento é um jejuador». A sua raiz é: (S W M), sendo que o verbo sama (jejuou) se conjuga como qala (disse); os termos as-sawm e as-siyam detêm o mesmo significado. No dicionário Al-Qamus al-Muhit, lê-se: «Sama sawman wa siyaman wa istama: absteve-se de comida, bebida, fala, coito e movimento», e Ibn Faris referiu: «(Sawm) o Sad, o Waw e o Mim constituem uma raiz que indica abstenção e imobilidade num lugar; daí que o jejum do jejuador seja a sua abstenção de alimento, de bebida e de tudo o que lhe é vedado. A abstenção da fala também é considerada jejum». Daí a palavra de Deus Exaltado: [Alcorão 19:26], sobre a qual Ibn Abbas explicou: «Silêncio, ou seja: abstenção da fala», interpretação reforçada pela Sua palavra: «(...) por isso, hoje não falarei com ser humano algum».

A abstenção da fala com esta descrição mencionada na história da Maria constitui apenas um relato de uma norma numa lei (Sharia) anterior. Na lei do Islão, a abstenção de falar com as pessoas não é considerada um ato de adoração, sendo antes vista como um tipo de extremismo (tanattu) proibido. Assim, o julgamento na lei islâmica segue uma via intermédia entre o excesso e a negligência, conforme indica o hadith: «Aquele que crê em Deus e no Último Dia, que diga o bem ou que se cale», e o hadith: «Não é lícito a um muçulmano afastar-se do seu irmão por mais de três dias».

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Jejum | World in Stories