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Jerry Siegel

Jerome Siegel, mais conhecido como Jerry Siegel (Cleveland, 17 de Outubro de 1914 - Los Angeles, 28 de Janeiro de 1996)

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Jerome Siegel, mais conhecido como Jerry Siegel (Cleveland, 17 de Outubro de 1914 - Los Angeles, 28 de Janeiro de 1996) foi um artista, quadrinista estadunidense e uma das maiores figuras da história dos quadrinhos mundial, sendo o criador, em conjunto com Joe Shuster, do Superman.

Siegel e Shuster foram introduzidos no Will Eisner Comic Book Hall of Fame em 1992 e no Jack Kirby Hall of Fame em 1993.

Nascido a 17 de Outubro de 1914 em Cleveland, Ohio. Jerry Siegel era filho de imigrantes judeus da Lituânia, o mais jovem de seis irmãos. Seu pai, Mitchell Siegel (nome real Mikhel Segalovich) foi um pintor de placas que abriu uma loja de materiais e encorajou seu filho com inclinações artísticas. Mitchell morreu após um ataque cardíaco, quando sua loja foi roubada. Jerry estava na escola primária nessa época.

A família de Siegel mudou-se para o bairro judeu de Glenville em 1928. Ele frequentou a Glenville High School em Cleveland, Ohio. Por volta dos 16 anos, em Glenville, ele fez amizade com Joe Shuster. trabalhou para um semanário estudantil, The Torch. Angariou alguma fama entre seus colegas com uma paródia de Tarzan chamada "Goober the Mighty." Aos dezesseis anos, ainda em Glenville, ele conheceu seu melhor amigo e futuro colaborador, Joe Shuster, Siegel descreveu sua amizade com Shuster, igualmente tímido e com óculos, além disso, Siegel encantara-se pela arte de Shuster, o qual desenhava especialmente bem. Siegel descreveu assim sua amizade com Shuster:

Em 1929, aos 15 anos publicou seu primeiro fanzine, intitulado "Cosmic Stories". Muitos outros exemplares do mesmo gênero foram publicados mais tarde, mas seu sucesso pleno ainda estava por vir. E não demorou muito, pois veio juntamente com um futuro novo amigo, que acabara de mudar-se do Canadá. Esta pessoa era Joe Shuster.

Siegel se formou no colegial em junho de 1934.

Primeiros trabalhos para a DC Comics (1935–1943)

Incapaz de pagar a faculdade, ele trabalhou em vários trabalhos de entrega, o tempo todo cortejando editores. No verão de 1935, ainda morando em Cleveland, ele e Shuster começaram a vender histórias em quadrinhos para a National Allied Publications, a principal precursora da DC Comics, em Nova York.

A dupla criativa iniciou o trabalho nos quadrinhos com a célebre revista do Major Malcolm Wheeler-Nicholson chamada New Fun. Os personagens iniciais foram o mosqueteiro "Henri Duval" e o lutador sobrenatural contra o crime Doutor Oculto, no número 6 de outubro de 1935.

Siegel e Shuster criaram um vilão careca telepata chamado "The Superman," que desejava dominar o mundo. Ele apareceu numa história curta chamada "The Reign of the Superman" de Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization #3, um fanzine de ficção científica que Siegel publicara em 1933. O personagem não fez sucesso. Depois de uma noite mal dormida em 1934, o personagem seria alterado para uma versão mais próxima do atual Superman. Siegel e Shuster começaram então a jornada de seis anos tentando encontrar um editor para o personagem. The Superman foi oferecido aos editores de Consolidated Book Publishing, que tinham publicado um livro de quadrinhos em preto e branco de 48 páginas chamado Detective Dan: Secret Operative No. 48. Mesmo respondendo com uma carta encorajadora aos jovens artistas, a Consolidated nunca mais voltaria a publicar quadrinhos. Shuster se irritou e queimou todas as páginas de The Superman, restando apenas a capa salva por Siegel que a retirou do fogo. Siegel e Shuster então alteraram o personagem tornando-o comparável a Slam Bradley, um aventureiro criado pela dupla e que aparecera em Detective Comics #1 (março de 1937). Em 1938, após uma proposta para More Fun Comics — publicado pela National Allied Publications, a precursora da DC Comics — o editor Vin Sullivan escolheu a nova aventura do personagem da dupla para a capa de Action Comics #1 (junho de 1938). No ano seguinte, Siegel & Shuster iniciaram a distribuição licenciada da tira do Superman.

Em março de 1938, eles venderam todos os direitos ao Superman para a editora de quadrinhos Detective Comics, Inc., outra precursora da DC, por US$ 130 (US$ 2 314 quando ajustados pela inflação). Siegel criaria o Espectro nesse mesmo período.

Siegel e Shuster mais tarde lamentaram sua decisão de vender o Superman depois que ele se tornou um sucesso surpreendente. A DC Comics agora possuía o personagem e recolheu os royalties. No entanto, a DC Comics contratou Siegel e Shuster, como os principais roteirista e desenhista do Superman e eles foram bem pagos porque eram populares entre os leitores. Por exemplo, em 1942, eles ganharam US$ 63 776,46. Siegel comprou uma casa em University Heights e um carro.

Siegel foi recrutado pelo Exército dos Estados Unidos em 28 de junho de 1943. Seu número de serviço era 35 067 731. Ele foi treinado em Fort George G. Meade, onde foi treinado como "Mecânico de Motores de Aviões, Editor de Filmes, Cortador de Filmes, Homem de Relações Públicas ou Dramaturgo (Repórter de Cinema) ou Repórter". Ele foi postado em Honolulu, Havaí onde recebeu um trabalho de redator em publicações militares como Stars and Stripes, Midpacifican e Yank, the Army Weekly, Ele se concentrou principalmente em colunas de comédia. Em Stars and Stripes, ele tinha uma pequena coluna de humor intitulada "Take a Break wit T/5 Jerry Siegel. Em Midpacifican, ele escreveu a história em quadrinhos Super Sam, na qual um soldado do Exército ganha superpoderes depois de receber uma transfusão de sangue do Superman. Essa história não foi autorizado pela DC Comics. Siegel deu baixa em 21 de janeiro de 1946, no posto de Técnico 4º Grau.

Carreira no pós-guerra (1946–1959)

Durante seu serviço no Havaí, Siegel aprendeu com seu amigo Shuster que a DC Comics havia publicado uma história com uma versão infantil do Superman chamada Superboy", que foi baseada em uma história não vendida por Siegel. Como a DC Comics nunca comprou os direitos autorais do Superboy de Siegel, Siegel processou a DC Comics pelos direitos do Superboy. Um segundo problema que tiveram com a DC Comics foi que a DC os enganou com os royalties do programa de rádio do Superman e das mercadorias. Siegel e Shuster processaram simultaneamente os direitos do Superman. Na conclusão do julgamento, Siegel e Shuster concordaram em renunciar aos direitos autorais de Superman e Superboy em troca de um acordo de pouco mais de US$ 94 000. Os papéis de Siegel em 1948 sugerem que ele ficou com US$ 29 000 depois de pagar suas custas judiciais, mas antes de resolver seu divórcio.

Após a guerra, Siegel mudou-se para Nova York.

Entre 1937 e 1947 (ou seja, durante o período do contrato), Siegel e seu amigo Shuster haviam ganho juntos mais de US$ 400 000 enquanto trabalhavam na DC Comics.

Em 1946, Siegel e Shuster, ao final do período do contrato de dez anos para produzirem as histórias do Superman, processaram a National pelos direitos do personagem. Em 1947, a dupla voltara ao editor Sullivan, que fundara e era o editor da Magazine Enterprises; na nova editora lançaram o cômico combatente do crime chamado Funnyman. Esta foi a última colaboração deles. Siegel então assumiu trabalhos de redação freelancer. Alguns deles incluem a tira de jornal Tallulah, e revistas em quadrinhos como Lars of Mars e G.I. Joe. Siegel então assumiria o cargo de diretor de arte da editora Ziff-Davis, em princípio da década de 1950.

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