Jesse Louis Jackson, Jr. (Greenville, 11 de março de 1965) é um político norte-americano membro do Partido Democrata representante do 2º distrito do Illinois desde 1995.
O distrito inclui partes do sul e subúrbios de Chicago. É filho do ativista dos direitos civis e ex-candidato a presidente Jesse Jackson. É casado com Sandi Jackson que ocupa o cargo de vereadora em Chicago. Foi um dos co-presidentes da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos em 2008.
Antes do início de sua carreira política Jackson era ativista dos direitos civis. É o autor de três livros, sendo com dois deles tem participação de seu pai. Um de seus projetos junto a câmara dos representantes é a criação de um terceiro aeroporto no sul de Chicago.
Antes do governador Rod Blagojevich nomear Roland Burris como senador, Jackson havia sido citado como um dos possíveis substitutos de Obama. Numerosas publicações da imprensa citaram seu suposto envolvimento em acusações de corrupção contra Rod Blagojevich.
Jackson nasceu em Greenville, na Carolina do Sul, quatro dias após o conhecido Domingo Sangrento. Foi criado no Parque Jackson Highlands que localiza-se na zona sul de Chicago, é um dos cinco filhos de Jesse Jackson e Jacqueline: Santita é a mais velha, Jesse Jr. é dois anos mais novo que Sanita, Jonathan é um ano mais novo que Jesse; Yusef é cinco anos mais nova que Jonathan e Jacqueline é dez anos mais nova que Jonathan. Freqüentou a Universidade de Chicago como todos os seus irmãos. Seu primeiro discurso que proferiu aos cinco anos foi em cima uma caixa de leite na sede da PUSH. Foi criado mais por sua mãe, Jacqueline, embora seu pai esteve presente durante sua infância.
Ele e seu irmão Jonathan estudaram na Academia Militar de Le Mans em Watertown, no Wisconsin, depois que Jackson foi diagnosticado hiperativo. Jacqueline e seus filhos mudaram-se para São Albans em Washington DC para passar mais tempo com seu pai. Jackson ganhou seu Bacharel em Ciências grau da Universidade de Greensboro, na Carolina do Norte em 1987. Ele recebeu seu diploma junto com seu irmão Jonathan em 1988, o ano que seu pai foi candidato a presidencia dos Estados Unidos. Em 1989, ganhou seu MA do Chicago Theological Seminary, em Chicago. Jackson começou a faculdade de Direito na Universidade de Illinois. Ele então ganhou um Juris Doctor (JD) na Universidade de Illinois, em 1993.
Durante sua adolescência seu pai esteve ligado diretamente aos direitos civis. Durante a primária democrata a presidência em 1984, os três irmão Jackson participaram de vários eventos em prol da candidatura de seu pai. Enquanto estudava na faculdade realizou um recenseamento que registrou 3.500 eleitores em um total de 4.500 alunos. Durante as eleições legislativas de 1986, apoiou e fez campanha para Robin Britt que perdeu por menos de 100 votos para o republicano Howard Coble. Após a faculdade teve seu primeiro emprego foi como diretor na Rainbow Coalition.
Participou novamente em 1988 a nomeação democrata, em que seu pai foi candidato pela segunda vez, na mesma campanha a presidente seu pai foi nomeado membro do comitê nacional democrata pelo também democrata Paul Kirk. Também em 1988 Jackson salvou seu pai de uma reação alérgica, sendo manchete de vários jornais como a Time Magazine. Depois da convenção nacional democrata, foi nomeado vice-presidente da PUSH.
Jackson, Jr. foi preso em Washington, D.C. por fazer manifestações contra o apartheid na embaixada sul-africana, passou o seu aniversário de vinte anos na cadeia. Ele é um membro do Congressional Black Caucus, e é também um dos membros fundadores da Aliança Apollo. Atualmente está no seu oitavo mandato no legislativo.
Sua esposa Sandi aconselhou Jackson a adquirir experiência como vereador em Chicago, seu pai queria que Jackson adquiriu experiência a nível local como vereador, representante estadual ou senador estadual.
Em 1 de setembro de 1995, o congressista Mel Reynold renunciou ao cargo, que se afastaria por escândalos sexuais, seu provável substituto era Jackson e Alice Palmer. Em 10 de setembro de 1995, Jackson oficializou sua candidatura. Cinco candidatos eram democratas e quatro republicanos, que um de cada partido disputaria a eleição geral em 12 de dezembro de 1995. O principal concorrente de Jackson Emil Jones endossou o Prefeito de Chicago Richard M. Daley. Durante sua campanha usou novas estratégias de marketing, como o uso de eleitores na campanha eleitoral, tanto no rádio quanto na televisão. Jackson não conseguiu o apoio de vários jornais locais como o Chicago Tribune, o Chicago Sun-Times e o Daily Southtown todos da cidade de Chicago.
Desde sua primeira campanha até hoje, Jackson vem sugerindo a criação de um terceiro aeroporto em Chicago, com localização ao sul da cidade, segundo Jackson o aeroporto traria a região cerca de 4 milhões de novos empregos.
Com mais de cinquenta mil votos, venceu a primária democrata, sendo considerado praticamente o vencedor da eleição, já que seu distrito é um dos mais democratas dos Estados Unidos. Na véspera da eleição Al Gore participou da campanha em seu distrito.
Jackson venceu a eleição com 76% dos votos, o que as pesquisas já apontavam para uma vitória democrata). Após sua vitória declarou que faria oposição ao presidente da câmara Newt Gingrich, sendo empossado por Gingrich em 15 de dezembro de 1995. Foi reeleito em 1996 com 94% dos votos, causado pela baixa oposição do Partido Republicano.
Após sua eleição, Jackson foi um dos muitos congressistas a receberem uma ajuda de John Jackson Huang, muitos dos congressistas que receberam devolveram o dinheiro. Houve uma investigação entre o FBI e o Poder Judiciário dos Estados Unidos, sobre ligações entre Huang e Bill Clinton. Jackson recebeu durante sua campanha mil dólares de Huang, o que estava de acordo segundo as leis.
Como um calouro no congresso, Jackson ganhou uma reputação pelo seu decoro, e também pelos seus princípios. Também durante seu mandato no congresso teve altos índices de aprovação entre os eleitores. Durante seu primeiro mandato, representou o congresso no programa game show Jeopardy!. Em 1997, foi escolhido um dos 100 melhores congressistas pela revista Newsweek, foi mencionado também pela revista, que Jackson poderia ser o primeiro negro Presidente dos Estados Unidos. Em 1996, com a saída da senadora Carol Mosley-Braun, foi mencionado como um possível candidato ao senado, mas recusou ser candidato na primária democrata.
Em 1996, Jackson enviou uma mensagem aos judeus, que os questionavam. Em 1997, foi criticado pelos candidatos a prefeito de Nova Iorque Al Sharpton e Ruth Messinger, na qual Jackson criticou o judaísmo. Mesmo com críticas, Jackson continuou a fazer campanha á candidatos democrata, e apoiou o líder da minoria Dick Gephart.
Jackson ajudou diretamente a reforma do comércio como um método de ajudar os países pobres como os da África e do Caribe. Ele incentivava incentivos econômicos que beneficiariam a grandes empresas, o que levaria ao fim da exploração infantil. O projeto de lei que foi proposto por Charles Rangel, dividiu o congresso. Também apoia que grandes empresas ajudem nações em desenvolvimento. Jackson se opôs ao projeto de lei de Rangel.